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Numa época em que o Sport Lisboa e Benfica parecia escassear de centrais, a tarefa tornou-se ainda mais preocupante com a lesão do patrão da defesa encarnada na última época, Luisão. As lesões foram-se propagando por todos os sectores e, numa altura em que Lisandro mostrava ser uma excelente aposta para a presente época, também este não ficou indiferente e acabou por se lesionar.

Lindelof, o quarto central do clube da Luz nas últimas duas épocas e uma terceira opção para a ala direita defensiva, apenas era recorrente opção na equipa B e, depois da estupenda participação no passado Mundial sub-21 na República-Checa, onde, para além de ter sido vencedor do Europeu, ainda fez parte do onze ideal (jogou como lateral direito nesta competição e estavam bem presentes as suas qualidades sólidas de defesa central), o que justificou uma participação mais regular na equipa principal do Benfica para esta época.

A história começa aqui. Com Luisão e Lisandro López lesionados, Lindelof teve a sua oportunidade de agarrar a titularidade naquela que é a sua posição base e, mais uma vez, voltou a mostrar o seu valor. Embora se apresentasse um bocado nervoso e com medo de arriscar nas saídas de bola, notava-se claramente uma imposição nas bolas aéreas e um sentido posicional com bastante maturidade, levando Rui Vitória a crer que este jogador encaixa que nem uma luva no bloco defensivo das águias.

Verdade seja dita, a defesa do Benfica já se conhece nos últimos dois anos e as movimentações defensivas são trabalhadas desde a primeira época de Jorge Jesus, em 2009-2010, e poucas equipas desde então se podem dar ao luxo de dizer que conseguiram “desfazer” a defesa do atual campeão português. As ideologias defensivas de Jorge Jesus, exímio na arte do fora de jogo, do espaço permitido ao ataque adversário e também das subidas e descidas dum bloco que parece mover-se como um só, continuam presentes nesta época, sendo agora Jardel o ponto de referência do eixo defensivo.

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Diferentes defesas acompanham o percurso de Jardel e a maioria com participações bastantes satisfatórias mas, na verdade, Lindelof é muito mais que isso.

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