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ÚLTIMA HORA:

Boavista FC 5-1 SC Braga: Goleada histórica com ajuda natalícia da defesa bracarense

A CRÓNICA: MÃO CHEIA DE GOLOS NUM BESSA COMO HÁ MUITO NÃO SE VIA

Naquela que tem sido mais uma época de altos e baixos para o Boavista FC, poderia ser precisamente na Taça da Liga que os adeptos teriam uma grande alegria. Na receção ao SC Braga, o empate bastava à equipa agora orientada por Petit para seguir direção à Final Four em Leiria.

E mesmo sem uma casa cheia, nem perto, no Estádio do Bessa Séc. XXI, o ambiente esteve quentinho, também para aquecer a fria noite na Invicta, entre os 2969 espetadores.

E impulsionado pelos seus adeptos, foi mesmo a equipa visitada que abriu o marcador aos 20′. Al Musrati faz um atraso algo deficiente para Raúl Silva, que ao tentar chegar a bola, toca-a para o espaço atacado por Gustavo Sauer.

O extremo controla o esférico, segue em direção à baliza e não vacila no um para um com Tiago Sá. Um toquezinho por cima do guarda-redes, e o 1-0 que dava algum conforto ao Boavista FC.

E se até tinha sido o SC Braga a começar de forma mais positiva, rapidamente as panteras ganharam controlo sobre o jogo e colocaram uma margem muito segura no marcador.

Dois golos de seguida para os axadrezados, com Petar Musa a aproveitar uma saída a meio caminho de Tiago Sá aos 32′ para rematar em direção a uma baliza aberta, e quase de seguida à retoma da partida, novo erro dos minhotos, com André Horta a oferecer a bola a Yusupha Njie ainda no seu meio-campo.

O avançado do Boavista FC recebe ainda a alguma distância da baliza, mas, à falta de melhores opções de passe, decide que ia logo dali, mandando uma autêntica bomba que Tiago Sá voltou a não conseguir defender. Era o 3-0 para as panteras, com os forasteiros a serem forçados a marcar quatro para conseguir seguir em frente.

E se a primeira metade já tinha tido emoção para dar e vender, os primeiros 10 minutos da segunda tiverem tudo isso e um pouco mais ainda.

Carlos Carvalhal efetuou três mudanças ao intervalo para balancear para a frente a sua equipa, mas a verdade é que sentiu primeiro os efeitos negativos do que os positivos.

Isto porque, com menos gente lá a atrás, o Boavista FC aproveitou um contra-ataque rápido aos 50′ para fazer o quarto da partida. Foi Nathan Santos que, pela direita, arranca sem parar, rematando ele próprio já dentro da área para novo golo dos boavisteiros.

Mas logo um par de minutos depois foi a vez do SC Braga fazer estragos. Um primeiro penalti para os visitantes, marcado por Ricardo Horta, que foi defendido por Bracali, mas o português, na procura do ressalto, é derrubado por Jackson Porozo.

Novo pontapé de grande penalidade, desta vez assumido por Iuri Medeiros, e à segunda o SC Braga conseguiu reduzir a vantagem larga do Boavista FC.

Mas o ímpeto bracarense durou apenas 10 minutos, com novo golo para os da casa a surgir aos 63′. Petar Musa ganha o lance a Diogo Leite, ganha em velocidade a toda a defesa minhota, e frente a frente com Tiago Sá toca para o lado onde estava Gustavo Sauer para encostar. Um resultado astronómico no Bessa, muito fruto de graves erros defensivos do SC Braga, com o Boavista FC a chegar ao 5-1.

O SC Braga ainda tentou chegar a um resultado menos arrebatador, mas continuou a ser a equipa da casa mais próxima do golo. Ntep ainda mandou ao poste, com Bracali a brilhar do outro lado do campo.

A FIGURA

Boavista FC SC Braga Makouta
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Makouta – havia muitos jogadores por onde escolher o melhor em campo, com Sauer, Musa e outros a fazerem grandes partidas. Mas o médio congolense encheu absolutamente o campo. Mais solto no duplo-pivô do que com João Pedro Sousa, chegou mais perto da área, fez uma bela assistência para o golo do avançado croata, com boas ações defensivas também. Não deu tanto nas vistas numa análise superficial olhando só aos golos, mas Makouta fez realmente uma grande partida.

O FORA DE JOGO

Boavista FC SC Braga
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Defesa do SC Braga – o setor defensivo dos minhotos tem sido já desde a época passada o calcanhar de aquiles do conjunto de Carlos Carvalhal. Reforçou-se esta temporada, mas os erros tanto individuais como coletivos continuam a surgir lance após lance. Paulo Oliveira, Raúl e Diogo Leite todos fizeram erros crassos, mas nestas situações é preciso também olhar para a responsabilidade da equipa técnica. A qualidade individual aumentou, mas na prática os resultados têm sido os mesmos.

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Como Petit já nos tinha habituado no Belenenses SAD, e também a estrutura usada pelos últimos treinadores a passarem pelo Bessa, o Boavista FC apresentou-se num 3-4-3. Petar Musa no meio do ataque, Sauer e Njie nas alas, Makouta e Pérez no meio-campo, com Nathan Santos e Filipe Ferreira nas alas à frente dos três centrais – Reggie Cannon pela direita, Porozo centrado e Abascal na esquerda.

Sem bola, as panteras apresentavam-se em bloco médio-alto, sem grande pressão sobre os centrais bracarenses, mas a cair forte sempre que a bola entrava nos médios ou alas.

Com bola, os da casa procuravam sair de forma vertical, ainda que não cedendo demasiado à bola longa. Makouta era o médio que se soltava mais, fletindo muitas vezes para as alas de forma a permitir movimentos interiores dos extremos, que jogavam a grande parte da partida por dentro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bracali (8)

Reggie Cannon (7)

Jackson Porozo (7)

Rodrigo Abascal (6)

Nathan Santos (7)

Seba Pérez (7)

Makouta (9)

Filipe Ferreira (6)

Gustavo Sauer (9)

Petar Musa (8)

Yusupha Njie (7)

SUBS UTILIZADOS

Ntep (6)

Hamache (5)

Vukotic (5)

Illori (5)

Reymão (-)

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

O SC Braga de Carlos Carvalhal apresentou-se também no seu 3-4-3 habitual. Vitinha como avançado centro, Ricardo Horta e Iuri Medeiros como extremos na frente. Al Musrati e André Horta como médios, Yan Couto na direita e Moura na esquerda.

Os minhotos tentavam sempre sair a jogar a partir de trás, com muita circulação entre os centrais à procura de brechas no compacto bloco adversário. Mas as soluções pelo meio estavam bem bloqueadas, e por fora o SC Braga também não estava a conseguir criar situações de superioridade.

Sem bola, com o Boavista FC a saltar a pressão dos visitantes, os arsenalistas não conseguiam recuperar alto a bola, sofrendo depois com as bolas na profundidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tiago Sá (2)

Paulo Oliveira (3)

Raúl Silva (4)

Diogo Leite (5)

Yan Couto (6)

André Horta (3)

Al Musrati (4)

Francisco Moura (4)

Iuri Medeiros (6)

Ricardo Horta (5)

Vitinha (5)

SUBS UTILIZADOS

Abel Ruiz (5)

Tormena (4)

Lucas Mineiro (5)

Mario González (5)

Chiquinho (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

BnR: Hoje o Boavista FC esteve muito forte sem bola, não deixando ao SC Braga sair a jogar e conseguindo muitas saídas rápidas. Era neste momento da recuperação alta uma das principais formas que encontrou para ferir o adversário que se sabe que tem problemas defensivos? 

Petit: Nós não pressionamos alto na saída de bola, quando sai com o guarda-redes liga muito bem com o resto da equipa, nós baixamos um bocadinho, deixando jogar os centrais e depois pressionando quando a bola entrava no lateral. Fico feliz quando os jogadores interpretam aquilo que é pedido, e muito feliz pela passagem à Final Four.

SC Braga

BnR: Hoje novamente, como frente ao FC Porto, a sua equipa voltou a não conseguir sair a jogar pelo meio, com o Boavista FC muito compacto, e depois sofreu essencialmente na reação à perda. Foram estes os principais problemas da equipa?

Carlos Carvalhal: Eu percebo, gostaria de lhe dar uma resposta técnica, mas houve tantos problemas hoje que acho que não vale a pena. Falhamos em demasiado aspetos e hoje foi sinceramente muito mau. Não é esta a imagem que conheço do SC Braga, nem comigo cá nem antes de eu chegar.

O Alexandre é um jovem que estuda Ciências da Comunicação no Porto. Apaixonado por tudo o que seja desporto, encontra a sua maior obsessão no futebol. Como não tinha grande jeito para jogar, decidiu que o melhor era apostar no jornalismo desportivo. Amante incondicional de bom futebol, não tem medo de dar a sua opinião nem de ser polémico. Sendo qualidades inerentes à profissão que deseja exercer no futuro, rege-se pela imparcialidade e pelo critério jornalístico na sua escrita.

O Alexandre é um jovem que estuda Ciências da Comunicação no Porto. Apaixonado por tudo o que seja desporto, encontra a sua maior obsessão no futebol. Como não tinha grande jeito para jogar, decidiu que o melhor era apostar no jornalismo desportivo. Amante incondicional de bom futebol, não tem medo de dar a sua opinião nem de ser polémico. Sendo qualidades inerentes à profissão que deseja exercer no futuro, rege-se pela imparcialidade e pelo critério jornalístico na sua escrita.

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FC PORTO vs CD TONDELA