FC Porto 3-0 Sporting CP: Goleada à campeão frente a um ferido leão

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    A CRÓNICA: CABEÇA DESENFREADA, GOLEADA ANUNCIADA

    Após dez encontros, ambos Sérgio Conceição e Rúben Amorim apresentavam um histórico empatado. Nesta jornada, tudo podia ser desempatado e logo na terceira jornada do campeonato, porém, o FC Porto não perdia em casa há 33 jogos e a tarefa dos leões era tão desafiante como o Evereste, especialmente com a saída de Matheus Nunes.

    O início do jogo foi bastante renhido entre duas equipas que se respeitaram desde o apito inicial, e em principal destaque estava a compostura defensiva.

    Nenhum clube queria permitir lances fáceis ao rival, sendo que o primeiro lance de perigo originou nos visitantes, após um ressalto terminar nos pés de Morita e este colocar a bola no ferro.

    O estilo rígido do Sporting ia resultando para segurar o jogo, mesmo tendo acumulado três cartões, todavia, no cair da primeira parte, num cruzamento certeiro para Taremi que Adán rapidamente procurou impedir, o esférico ia sobrar para Evanilson inaugurar o marcador do Clássico.

    EVANILSON!!! ⚽️

    Marca o FC Porto em cima do intervalo e coloca-se em vantagem no marcador!#sporttvportugal #LIGAnaSPORTTV #ligaportugal #ligaportugalbwin #fcporto #FCP #sportingcp #SCP #FCPSCP #Evanilson pic.twitter.com/GXG5qaJyyK

    — SPORT TV (@SPORTTVPortugal) August 20, 2022

    O Porto assumia a liderança e estava prestes a entrar no intervalo, até que Trincão desferiu um remate perigoso à procura do empate, mas Diogo Costa não teve problemas em esticar-se. O perigo podia ter terminado ali, contudo no pontapé de canto consequente, Inácio saltou para ameaçar a baliza novamente e novamente o jovem guardião brilhou.

    Na segunda parte os anfitriões continuaram a aplicar pressão ao rival, sendo que a equipa leonina não mostrava grande urgência com a bola no pé; algo justificado pelo total de zero remates à baliza na segunda parte.

    O grande momento flagrante da segunda parte ocorreu somente no minuto 75. Adán precisou de sair da baliza deixando esta completamente desprotegida para um cabeceamento de Galeno, mas, Pedro Porro viu-se forçado a usar o braço e, consequentemente, viu grande penalidade assinalada e a sua expulsão. Matheus Uribe bateu a grande penalidade e apontou o segundo golo do encontro.

    Sorri 😃 Está feito o segundo! @matheus_uribe8 #FCPSCP pic.twitter.com/Q2reyTXiwR

    — FC Porto (@FCPorto) August 20, 2022

    As esperanças do Sporting sair do Estádio do Dragão com pontos eram já escassas e Adán voltou a sair mal dos postes, cometendo mesmo nova grande penalidade, cuja Galeno não desperdiçou para por um fim ao resultado.

    Terminava o encontro com uma vitória do campeão de 3-0 ao vice. O FC Porto e Sérgio Conceição aumentaram assim a distância para o Sporting e Rúben Amorim.

     

     

    A FIGURA

    FC Porto x Sporting CP
    Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

    Matheus Uribe – O líder do meio-campo portista não contou com o parceiro do costume Grujic, mas, mesmo assim, a ausência não foi notada. Apontou um tento próprio, fez três carrinhos, intercetou a bola duas vezes e terminou com uma eficácia de passes de 84,9%.

     

    O FORA DE JOGO

    FC Porto x Sporting
    Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

    Defesa do Sporting CP – Pedia-se mais a uma defesa com qualidade para mostrar muito mais. Desde a baliza até ao trinco, o Sporting CP pecou em tudo o que havia para pecar. António Adán mostrou-se inseguro na baliza, com os três centrais a revelarem-se algo debilitados ao longo do encontro – mostravam muita dificuldade nos duelos e nas coberturas aos avançados do FC Porto. Pedro Porro acabou expulso por uma infantilidade – “defendeu” a bola com a mão na linha de golo” e Matheus Reis também não se mostrou para mais. Manuel Ugarte não esteve com a cabeça em jogo neste Clássico. O uruguaio mostrou-se apreensivo em vários lances, mas também deu a demonstrar cabeça quente em muitos outros. Para além, não conseguia construir jogo de forma alguma, mesmo sem pressão portista associada.

     

    ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

    Algumas eram as dúvidas que pairavam sobre qual seria o onze inicial utilizado por Sérgio Conceição neste Clássico. A dúvida principal recaía sobre a inclusão (ou não) de Otávio na equipa titular, que veio a revelar-se real, depois da saída de Danny Loader do onze. Surpresa foi a ausência de Marko Grujic por lesão, que culminou na chamada de Bruno Costa ao relvado do Dragão também a titular.

    O FC Porto manteve a sua base, ao organizar-se num 4-4-2 losango tradicionalmente utilizado pelo técnico portista. Pepe e Iván Marcano continuaram como a dupla de centrais dos dragões, a par de Zaidu e João Mário nas laterais, com vista à verticalidade ativa do jogo pelos flancos.

    No meio-campo, o corredor central era plenamente dominado pelo FC Porto. Com Matheus Uribe a jogar a “seis” e a ser um muro defensivo, a ajuda de Bruno Costa não passou despercebida, apesar da substituição do português mais tardiamente no encontro para a entrada de Stephen Eustáquio.

    Otávio (apesar de alinhar a “dez”) e Pepê tentavam controlar a construção pelas alas, com a máxima velocidade e resistência à defensiva leonina. Mesmo a nível defensivo, tiveram a tarefa dificultada – como o Sporting CP não conseguiu perfurar a muralha portista no corredor central, optavam pelas laterais para chegar ao último terço.

    Na frente, Evanilson apareceu para dar mobilidade e o primeiro golo, enquanto Mehdi Taremi também fazia jogar. O iraniano acabou substituído por Galeno, depois de apresentar algumas queixas físicas, deixando Evanilson como o avançado mais evidenciado nos dragões.

    Já com o resultado bastante favorável aos dragões, com três golos marcados sem qualquer resposta, Sérgio Conceição refrescou o ataque, lançando Toni Martínez e Gabriel Veron nos minutos finais do encontro.

     

    11 INICIAL E PONTUAÇÕES

    Diogo Costa (8)

    Zaidu Sanusi (6)

    Pepe (6)

    Iván Marcano (6)

    João Mário (6)

    Bruno Costa (6)

    Matheus Uribe (7)

    Otávio (7)

    Pepê (7)

    Mehdi Taremi (6)

    SUBS UTILIZADOS

    Stephen Eustáquio (6)

    Galeno (7)

    Gabriel Veron (6)

    Wendell (6)

    Toni Martínez (6)

     

     

    ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

    Com a saída repentina de Matheus Nunes para Inglaterra, Rúben Amorim chegou ao Dragão na procura de soluções para o seu meio-campo. Fez o Sporting CP alinhar num 3-4-3, chamando Hidemasa Morita ao onze inicial deste clássico.

    A organização tática dos leões permaneceu naquela que é a sua base, com três centrais – Neto, Coates e Inácio -, e os dois laterais bastantes subidos nas alas para dar verticalidade ao jogo ofensivo da equipa verde e branca – Pedro Porro e Matheus Reis. Este setor dos leões mostrou-se debilitado no decorrer do encontro, com bastantes erros primários, principalmente nos duelos e coberturas aos avançados do FC Porto.

    Não existem jogadores iguais e nem todos fazem o mesmo, mas Hidemasa Morita (que entrou para o lugar ocupado, outrora, por Matheus Nunes) mostrou que isso pode não ser tão mau assim. O japonês mostrou-se irrepreensível no seu posicionamento e a nível técnico – ao jogar a “oito” -, num jogo que se revelou bastante físico com o passar dos minutos.

    Manuel Ugarte ocupou a posição mais recuada do meio-campo, aquando das transições e construções ofensivas, com o objetivo de ligar os setores – apesar de demonstrar algumas dificuldades na ligação e na construção a partir de trás.

    Na frente de ataque, permaneceram os três avançados móveis de serviço dos leões, dado que Paulinho continua lesionado. Com Trincão pela direita e Pedro Gonçalves na esquerda, Marcus Edwards alinhou no meio, com a busca da profundidade no ataque da turma de Alvalade.

    A 20 minutos do término do tempo regulamentar, Rúben Amorim tirou Hidemasa Morita de campo e colocou Nuno Santos para dar mais vertigem ofensiva, e também retirou Luís Neto, ao substituí-lo por Rochinha. Pedro Gonçalves baixou no terreno, mas o cartão vermelho mostrado a Pedro Porro dificultou ainda mais a tarefa de Rúben Amorim – que retirou Marcus Edwards de campo e fez subir Fatawu.

     

    11 INICIAL E PONTUAÇÕES

    António Adán (4)

    Pedro Porro (3)

    Gonçalo Inácio (5)

    Luís Neto (5)

    Sebastian Coates (5)

    Matheus Reis (4)

    Manuel Ugarte (4)

    Hidemasa Morita (7)

    Pedro Gonçalves (6)

    Marcus Edwards (6)

    Francisco Trincão (6)

    SUBS UTILIZADOS

    Nuno Santos (6)

    Rochinha (6)

    Fatawu (6)

    Jeremiah St. Juste (6)

    Ricardo Esgaio (6)

     

     

    BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

    FC Porto

    Não foram colocadas questões ao treinador do FC Porto, Sérgio Conceição

    Sporting CP

    BnR: Morita entrou bem no jogo e até mexeu verdadeiramente com ele, com aquela bola ao poste. No entanto, o meio-campo do Sporting CP não se mostrou muito seguro com o decorrer do encontro, sendo que, tanto Morita como Ugarte foram amarelados ainda na primeira parte. Sente que a equipa desmoralizou também pela apreensão desses jogadores na construção?

    Rúben Amorim: A construção não tem a ver com os amarelos, volto a dizer. São formas diferentes de jogar. Nós arriscámos mais na construção. Nesse aspeto, acho que estivemos bem. Conseguimos empurrar o FC Porto mais para o seu meio-campo, ligámos o jogo. Os centrais estiveram mais confiantes com a bola. Em relação aos amarelos, façam a vossa análise. O ter efeito na construção ou no rendimento deles – teve algum. O Ugarte, no último golo, não consegue fazer falta, teve medo de fazer falta. Houve várias saídas do Porto na segunda parte em que o Ugarte tem medo de fazer falta. Foi difícil nesse aspeto. O Morita adaptou-se bem à posição.

     

    Rescaldo com opinião de Andreia Araújo e Marcos Brea

    Artigo revisto por Joana Mendes

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