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A CRÓNICA: SEXTA DERROTA CONSECUTIVA AO CAIR DO PANO

O jogo começou equilibrado, mas transparecia um jogo mais físico do que propriamente jogado no campo. Com oportunidades parte a parte, inclusive uma grande defesa de Beto a um cabeceamento de Tomás Araújo que parecia golo certo, foi o Leixões que abriu o marcador. Após jogada individual de Nduwarugira que acabou em cruzamento, foi Nenê que recebeu a bola e rematou para o fundo da baliza defendida por Mile Svilar, aos 13 minutos da primeira parte do encontro.

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A equipa do Benfica não tardou em igualar o marcador. Aos 23 minutos, depois uma largada de Tiago Araújo pelo lado esquerdo, terminou a cruzar para Paulo Bernardo que, frente a frente, a Beto não desperdiçou e empatou a partida a uma bola. Logo no minuto seguinte, a equipa de Matosinhos viu um golo que lhes poderia dar vantagem anulado por fora de jogo.

O jogo manteve-se equilibrado até muito perto do final da primeira parte. Durante 20 minutos, quase não existiram oportunidades. Mas, no minuto final da primeira parte, Diogo Mendes cabeceou sozinho e conseguiu o golo da vantagem dos encarnados. Ainda antes do soar para o recolher aos balneários, houve lugar para uma defesa brutal de Mile Svilar a um remate potentíssimo de Joca Samuel. À ida para o intervalo, o marcador ditava o 2-1 a favor da equipa B do SL Benfica.

O recomeço do jogo mostrou mais um pouco daquilo que foi o jogo físico demonstrado na primeira parte. Foi maior o número existente de faltas cometidas por ambas as equipas do que propriamente o número de oportunidades de golo. Mas aos 50 minutos, o Leixões mostrou que não estava morto no jogo e que não tinha desistido do resultado. Nenê conseguiu rematar para o fundo das redes dos encarnados, após uma jogada algo confusa na área do Benfica B.

Mais confusão existiu 15 minutos depois, quando Rui Pedro teve nos pés a oportunidade colocar o Leixões novamente em vantagem. O avançado do Leixões tirou Svilar do caminho, mas ficou perdido. Com a baliza aberta à sua frente, Rui Pedro passou a bola para Nenê que falhou o alvo e rematou para defesa do guarda-redes belga do Benfica B. Foi uma boa jogada, apenas falharam no momento de decisão.

O jogo prosseguiu até ao final com bastantes oportunidades de golo parte a parte, mas nenhuma flagrante, e continuou a ser o jogo a que estava destinado desde o apito inicial. Com ambas as defesas alinhadas, apanhando o adversário em constante fora de jogo, com um número elevado de faltas para ambas as equipas e um empate quase anunciado. Se não fosse Rui Pedro a ditar o contrário, já para lá dos 90 minutos do encontro. Depois de ter falhado no momento decisivo frente a Svilar aos 75 minutos, Rui Pedro não falhou a poucos minutos do final do encontro, e deu a decisiva vantagem e vitória para o Leixões.

 

A FIGURA

Paulo BernardoDepois deste encontro, outra escolha seria difícil de ser encontrada. Rematou para o primeiro golo dos encarnados, assistiu para o segundo e deu mais uma lição de futebol. Paulo Bernardo marcou o seu primeiro golo pelo Benfica B – que foi o culminar de uma exibição ao seu nível. Agarrou a oportunidade que teve depois de ser colocado a titular e fez ver o quanto merece a posição. Não é difícil de observar o talento que o jovem de 18 anos tem e transmite para a jogabilidade da equipa.

 

O FORA DE JOGO

Rafael Furlan – O lateral esquerdo da equipa de Matosinhos pareceu não estar em jogo. Alinhou em 82 minutos do encontro, pois acabou por ser substituído, mas mostrou não estar na sua melhor forma e acabou por nem contribuir positivamente para o encontro. O brasileiro de 26 anos chegou esta temporada ao Leixões e já mostrou aquilo que é capaz nos restantes jogos em que alinhou.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

João Eusébio utilizou um 4-3-3, mostrando novas adaptações no onze inicial, pois costuma utilizar outro sistema tático. Beto voltou a defender as redes da equipa da casa, João Pedro e Pedro Pinto seguraram a defesa central, com os apoios de Rafael Furlan e Edu Machado. No meio-campo, Avto, Encada e Nduwarugira assistiram os atacantes de serviço Joca Samuel, Jota (que no anterior sistema tático utilizado por João Eusébio alinhavam no meio-campo) e Nenê.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Beto (5)

Edu Machado (6)

Pedro Pinto (6)

João Pedro (5)

Rafael Furlan (5)

Nduwarugira (6)

Jota (6)

Joca (6)

Encada (7)

Avto (6)

Nenê (8)

SUBS UTILIZADOS

Rui Pedro (7)

Belkheir (6)

Bruno Monteiro (6)

Sapara (-)

Tiago André (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA B

Renato Paiva foi a jogo contra o Leixões num 4-3-3 algo ofensivo. Na baliza, Mile Svilar defendeu as redes dos encarnados e, na linha defensiva, João Ferreira e Tiago Araújo nas alas a apoiar Pedro Ganchas e Tomás Araújo. Na linha de meio-campo, com caráter mais ofensivo, estiveram Diogo Mendes, Ronaldo Camará e Paulo Bernardo. Os homens-golo dos encarnados foram Henrique Araújo, Samuel Pedro e, mais adiantado, Daniel dos Anjos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Svilar (6)

João Ferreira (6)

Tomas Araújo (6)

Pedro Gancha (5)

Tiago Araújo (8)

Paulo Bernardo (8)

Diogo Mendes (7)

Ronaldo (6)

Samuel Pedro (6)

Henrique Araújo (6)

Daniel dos Anjos (5)

SUBS UTILIZADOS

Kevin Csoboth (6)

Vukotic (5)

Gerson Sousa (5)

Rafael Brito (-)

Zé Gomes (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica B

BnR: Fez entrar Rafael Brito e José Gomes já para lá dos 90 minutos, o que pretendia com essas alterações?

Renato Paiva: Mais que tático, senti que tinha duas unidades que trabalharam até à inconsciência. Daniel dos Anjos e Paulo Bernardo foram dois gigantes naquilo que foi a ocupação de espaço e no trabalho com e sem bola. Portanto, para além de os fazer descansar, porque eles já não estavam mesmo a aguentar mais, era obviamente para tentar quebrar, naquela altura, a avalanche. Senti que o Leixões estava a ir muito pelos corredores e as substituições foram táticas por esse aspeto. Não foi mais que mexer nas pedras que estavam dentro de campo e refrescar o trabalho dos jogadores ali dentro.

Leixões SC

BnR: Como é que analisa o jogo e o golo marcado já ao cair do pano?

João Eusébio: O golo ao cair do pano é normal. Entramos muito bem no jogo. Deixe-me dizer que não acho que exista uma equipa que esteja sempre por cima. O Leixões esteve por cima nos primeiros 20 minutos, fez um golo. Depois de um lance fortuito, o Benfica (B) empatou. Mais uma vez, estivemos por cima e marcamos outro golo, mas estava fora de jogo de facto. E depois, num lance de bola parada, deixamo-nos sofrer. Na segunda parte, alterámos a nossa maneira de jogar. Passámos de um 4-3-3 para um 4-4-2 mais ofensivo do que a maneira como começamos o jogo e fomos à procura do resultado. Tivemos de equilibrar a equipa e fomos aquela que mais procurou a vitória. Tem a ver com os jogadores, com a capacidade. É a nossa gente, é a cidade, é o mar, a raça e a ambição que têm. Daí penso que o resultado é inteiramente justo.

 

 

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