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Se há clube que está a contribuir positivamente para o ranking de Portugal na UEFA, esse clube é o SC Braga. Até ao momento, entre jogos de qualificação, registam seis vitórias e apenas um empate, prova de um desempenho fantástico e são o conjunto nacional que mais pontos deu ao país, impressionando pela regularidade demonstrada.

E refira-se que não tiveram pela frente adversários com pouco nome ou categoria. Na memória desta brilhante campanha destacam-se os sucessos nos terrenos do Brondby IF, FC Spartak Moscovo, Wolverhampton WFC e Besiktas JK, ou seja, saíram triunfantes de todas as deslocações. Esta versão europeia contrasta com a versão nacional, uma vez que o campeonato não está a correr de feição, apesar da recente melhoria de resultados.

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E é na Europa que o foco deve incidir quando se fala do SC Braga 2019/2020. A turma de Sá Pinto tem vindo a exceder as expetativas quando a agulha se vira para as competições europeias e a quinta-feira parece ser o dia preferido da equipa para competir.

A nível individual, há um jogador cujo foco se deve também incidir, que tem sido preponderante na manobra ofensiva da equipa: Ricardo Horta. O atleta de 25 anos está a realizar uma temporada soberba, principalmente a nível de golos, já faturou em todas as competições. Vamos a números: desde que se transferiu para o clube minhoto (vai na quarta época) nunca ficou abaixo dos nove golos e o seu máximo foram 12.

Neste momento, contabiliza precisamente nove tentos e é fácil perceber que vai bater o seu recorde até ao final da época. O território europeu é o seu favorito, onde já marcou por seis vezes e para se ter uma melhor noção do feito, diga-se que está apenas a um de igualar Alan, o maior goleador da história do clube em provas europeias.

Uma imagem cada vez mais habitual de Ricardo Horta
Fonte: SC Braga

Tem sido na Liga Europa que a equipa tem demonstrado todo o seu potencial, tal como Ricardo que apresenta uma regularidade digna de registo. Aliás, regularidade é o que o define melhor, já que nas últimas três temporadas realizou sempre mais de 40 jogos e este ano para lá caminha. O seu percurso tem sido marcado por uma enorme fiabilidade e entrega que dá ao jogo, marcas que o acompanham desde o início.

É o melhor marcador da equipa e um dos que tem mais minutos, contribuindo e muito na forma de jogar deste SC Braga que ainda tem uma grande margem de progressão, dado o valor do plantel. Sá Pinto tem de estar satisfeito por poder contar com jogadores como Ricardo Horta, o verdadeiro atleta com quem se pode contar. Tem sido peça fulcral no sistema de jogo e no onze o seu nome já está gravado, sem poder ser apagado. Sendo que se apresenta nas faixas do tabuleiro, o médio/extremo alia velocidade de execução a bons recursos técnicos e o instinto goleador parece estar cada vez mais apurado, característica que o torna ainda mais completo.

É um jogador com um estilo algo irrequieto, mas que tem tido um rendimento muito elevado e um enorme impacto nas prestações bracarenses, assim poderá despertar, seguramente, a cobiça de outros clubes mais apetrechados. No seu currículo devem constar as seguintes características: jogador voluntarioso, disponível, regular, forte nas transições e nas diagonais, boa meia distância e capacidade de finalização.

Está só à espera que Fernando Santos se lembre de si, abrilhantando uma carreira de regularidade e de golo. Uma chamada à Seleção não deveria surpreender, apesar de Portugal apresentar um bom lote de jogadores para aquelas zonas do terreno. Contudo, o nível competitivo que tem demonstrado, alicerçado pela diferença que tem feito no último terço, devem colocá-lo na fronteira dos jogadores elegíveis.

Foto de capa: SC Braga

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

 

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