Transferências para clubes de Topo: Será a nossa Liga assim tão má?

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Hoje falamos de transferências no futebol português. Numa altura em que o futebol está parado, é tempo de reflexão, de repensar aquilo que tem acontecido ao longo dos últimos anos dentro e fora de portas.

Fala-se que o nosso campeonato tem perdido a competitividade e a qualidade, que as equipas que vão jogar fora de Portugal têm cada vez menos capacidade de ombrear com muitas das equipas que lá estão presentes, que existe um enorme desequilíbrio nas questões financeiras e, consequentemente, transferências entre os clubes da Liga Portuguesa, entre muitos outros pontos.

De facto, acredito que o nosso campeonato possa ter perdido qualidade. No entanto, no que à competitividade se refere, já não existem os resultados fáceis de prever, a certeza de que o “dito” grande português vai ganhar aquele jogo seja em que casa for. Há cada vez mais mérito, bom trabalho e qualidade, tendo em conta os recursos disponíveis, nas restantes equipas do campeonato português e isso deve ser reconhecido. Não se trata apenas do regredir da capacidade entre os grandes, mas também do desenvolvimento e progresso, do trabalho com cada vez mais qualidade e do querer jogar futebol por parte destes clubes.

As questões financeiras, as distribuições dos direitos televisivos, entre outras, têm um peso fundamental nesta competitividade de que se fala. É obvio.

Da mesma forma que qualquer grande europeu dá 70/80/100 milhões de euros por transferências de jogadores para que estes se juntem ao seu plantel, um grande português dá 7/8/10 e agora 20, e qualquer outro clube da Liga Portuguesa tem capacidade para apenas dar alguns milhares ou 1/3/4 milhões para contratar alguém a seu desejo ou necessidade. Não serão estas diferenças entre clubes europeus e os portugueses que vão à europa e entre esses e as restantes equipas portuguesas, diferenças equiparáveis?

Ao longos dos últimos anos, inúmeras são as provas de que o nosso campeonato tem e cria qualidade, o nosso país é um formador de alta qualidade em todas as vertentes, o que resulta em transferências bem interessantes para os clubes portugueses. O nosso futebol cria e desenvolve indivíduos extremamente competentes e, no futebol, temos sido exímios e servido de escola formadora que mais tarde preenche as fileiras dos grandes clubes europeus.

Enuncio, então, uma lista dos últimos cinco anos das maiores transferências dos clubes portugueses para os grandes clubes europeus, ou então que mais tarde vieram a entrar nestas ligas.

Bruno Alexandre Rodrigues
Bruno Alexandre Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
Desde cedo praticou futebol e o seu gosto pelo desporto foi crescendo. Licenciado em Educação Física e Desporto no ramo de Treino Desportivo e com Mestrado em Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, é, atualmente, Treinador de futebol de formação e Treinador Adjunto de futebol sénior. Pretende refletir sobre as situações que vivencia, em primeira pessoa e não só, no dia a dia da modalidade.                                                                                                                                                 O Bruno escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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