A CRÓNICA: SEM OPORTUNIDADES FICA DIFÍCIL DE MARCAR

O Académico Viseu FC só tinha sentido o sabor da vitória, nos dois jogos, com o novo técnico Pedro Duarte ao comando. Já o CD Feirense queria ficar isolado na liderança da Segunda Liga.

O jogo começou com o Feirense, com mais bola e a estar mais perto da baliza da equipa da casa. No entanto, as ocasiões de perigo não existiam, com o Académico Viseu, à medida que o tempo passava, ia afastando os visitantes da sua baliza, através de contra-ataques rápidos.

Só aos 24 minutos se deu um lance digno de registo e logo o primeiro golo da partida. Fábio Espinho lançou, no centro, Fati, que só perante Janota, picou a bola já dentro da área para o fundo da baliza.

A equipa da casa passou a ter mais posse de bola e a estar mais perto da baliza da equipa de Santa Maria da Feira, mas sem consequências práticas. O melhor que conseguiu foi um remate de fora de área por Mesquita, que passou muito longe da baliza de Brígido.

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Já à beira do intervalo, o Feirense teve uma bola oportunidade para alargar a vantagem. Aos 44 minutos, Tavares aproveitou uma bola que se esbarrou na defensiva academista, para rematar em arco à entrada de área e fez passar perto do poste direito da baliza de Janota. A segunda parte começou como acabou a primeira, com o Feirense a estar perto do golo.

Aos 46 minutos, Fati, em boa posição do lado esquerdo, fez um remate cruzado dentro da área, com a bola a passar não muito longe do poste direito da baliza dos anfitriões. O Académico estava por cima do jogo, mas sem criar perigo. Já os visitantes aproveitavam o contra-ataque. Aos 57 minutos, Fati lançou Fabricio que já em desequilíbrio acabou por rematar fácil para Janota.

O jogo parecia que ia animar. À passagem da hora de jogo, lance polémico na grande área dos forasteiros. Fernando Ferreira rematou fora da área, com Gui Ramos, a fazer de barreira e a não deixar a bola ir para a baliza. A equipa do Académico ficou a pedir penalti por bola no braço, mas o árbitro deixou seguir.

Os anfitriões apostavam sobretudo em cruzamentos do lado direito do ataque para dentro da área, mas, ora por inércia dos atacantes dentro de área, ora pela má qualidade dos passes, não conseguiam sequer criar oportunidades.

Do outro lado, o Feirense conseguia através de contra-ataques rápidos, acalmar o ímpeto do Académico de Viseu. A 20 minutos do final da partida, o recém-entrado Marcus cruzou para outro recém-entrado do Feirense, João Victor, que saltou mais alto que João Pica, e cabeceou para defesa de Janota.

Logo a seguir, azar para Janota que se lesionou e obrigou Pedro Duarte a colocar na baliza, o guarda redes suplente, Ricardo Fernandes, que foi logo chamado a intervir. João Victor já dentro da área, obrigou o guarda vezes academista a fazer a mancha e a evitar o segundo para os forasteiros.

O Académico Viseu tentou ao cair do pano, de canto, até com o guarda-redes, na grande área do Feirense, chegar ao empate, sem sucesso.

Vitória justa para a única equipa que criou oportunidades de perigo durante toda a partida.

A FIGURA

Fonte: CD Feirense

Fati – Fez o golo, desmarcando-se de forma oportuna e a finalizar à ponta de lança frente a Janota. Foi o elemento mais dinâmico do ataque, através das combinações com os elementos do meio campo. Ainda teve oportunidade de bisar na primeira.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

Ataque do Académico Viseu – Dois remates, nenhum à baliza, em todo o jogo. Fraco pecúlio para uma equipa que pareceu sempre estar sem ideias para criar oportunidades, limitando-se na segunda parte, a bombear bolas do lado direito do ataque, para a grande área. Não incomodaram Brígido durante todo o jogo.

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICO VISEU FC

Pedro Duarte apostou num 4x4x2, que se transformava, por vezes, em 4x2x4, em momento ofensivo. Apostando em transições rápidas, em especial pelo centro, era Ayongo, como referência atacante, para conseguir ganhar as bolas, nas costas dos centrais. A equipa da casa tentou exercer pressão alta sobre o Feirense, em especial quando estivessem a trocar a bola, nas imediações da sua grande área, mas sem eficácia. André Carvalhas funcionava como apoio ao ponta de lança, com Yuri Araújo e João Vasco, para as alas do meio-campo/ataque. Diogo Santos e Fernando Ferreira faziam a dupla no meio campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Janota (6)

Jorge Miguel (6)

Mathaus (5)

João Pica (5)

Mesquita (6)

Diogo Santos (6)

Fernando Ferreira (6)

André Carvalhas (5)

João Vasco (5)

Yuri Araújo (5)

Ayongo (5)

SUBS UTILIZADOS

Luisinho (5)

Paná (6)

 Ricardo Fernandes (6)

 Bruninho (5)

ANÁLISE TÁTICA – CD FEIRENSE

O Feirense apostou no esquema tático em 4x3x3. Fati e Feliz apoiavam nas laterais, o ponta de lança, Fabrício, com muitas vezes o primeiro, a ir para dentro. A aposta nas laterais para atacar ficou bem patente, até pelas combinações, dos médios Tavares e Fábio Espinho, com os extremos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Brígido (6)

Zé Ricardo (7)

Pedro Monteiro (7)

 Gui Ramos (7)

Edson Farias (7)

Washington (6)

Fábio Espinho (7)

Tavares (7)

Fati (8)

Feliz (6)

Fabrício (6)

SUBS UTILIZADOS

Latyr Fall (6)

João Victor (6)

Marcus (6)

Mica (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Bola na Rede: Apesar de ter ganho, o Feirense não teve muitas oportunidades de golo. Qual foi a principal dificuldade para chegar à baliza do Académico?

Filipe Rocha: “Na minha leitura do jogo, a equipa que criou as melhores ocasiões fomos nós. Estou a lembrar-me de, pelo menos, quatro situações de golo. Do adversário, lembro-me de uma cabeçada perigosa na segunda parte e pouco mais. Se nós não chegámos com perigo à baliza adversária, o adversário ainda fez menos. Acho que entrámos no jogo a assumir o jogo. O Viseu, já sabíamos, que tinha uma estratégia, em que cede o domínio da bola em zonas recuadas. Tentámos fazer circulação de bola e procurar espaços para entrar e criar situações de golo. Foi numa transição que conseguimos fazer o golo. Naturalmente, o Viseu a perder 1-0 não vai ficar a defender em bloco baixo, vai reagir, vai tentar ter mais bola. Teve mais bola, nós continuámos compactos, controlámos o adversário e só permitimos mesmo essa situação. Para além do golo, tivemos um remate do Tavares a rasar o poste, numa transição, no final da primeira parte. Temos a situação do João Victor isolado, que o guarda redes defende para canto. Temos uma situação do Feliz que me parece uma grande penalidade que não foi assinalada e um remate do Fati, no início da segunda parte, que sai perto do poste. Queremos mais, claro, mas há um adversário que também dificulta. No global, a vitória é justa da minha equipa.”

Bola na Rede: No início do jogo, o objetivo do Académico era a dar iniciativa ao adversário, apostando no contra-ataque?

Pedro Duarte: “Não. O que nós fazemos durante a semana, é tentar preparar os jogadores para aquilo que pode acontecer no jogo. E temos de definir bem aquilo que queremos nos momentos de organização defensiva, ofensiva e transição defensiva-ofensiva. Obviamente, pela qualidade do plantel do Feirense, que é claramente um candidato à subida, sabíamos que em momentos do jogo, o Feirense iria ter mais bola e que teríamos de estar mais organizados. Foi o que fizemos na primeira parte, com menos bola e mais dificuldade em termos bola. Corrigimos depois o momento da transição. O Feirense é muito forte ao nível das transições ofensiva, principalmente quando se coloca em vantagem. Tem extremos muito velozes, muito verticais. Na segunda parte, estivemos melhores, com mais bola, com mais dinâmica, a criar mais dificuldades ao adversário. O resultado acaba por ser injusto.”

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