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Uma Liga Portuguesa, cinco Taças de Portugal e três Supertaças Cândido de Oliveira são alguns dos títulos presentes no museu do histórico Boavista.

De regresso ao principal escalão do futebol profissional português após seis temporadas em escalões inferiores, o Boavista estabeleceu, pragmaticamente, para a primeira época, o sensato objetivo da manutenção. Para a época 2015/2016, o objetivo manteve-se inalterado, rumo à estabilização.

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Na edição 2016/2017, no entanto, sendo igualmente a meta prioritária permanecer na Liga NOS, o seu cumprimento possibilitará à equipa uma abordagem com maior tranquilidade perante os desafios vindouros e a aspiração a outros lugares classificativos. Futuramente, os objetivos deverão passar seguramente pelos anteriormente conquistados patamares europeus e pela aposta nas competições internas.

O MOMENTO

O Boavista de Miguel Leal é, hoje, um Boavista de cara lavada. Assumindo o cargo de técnico no início de outubro do ano transato, o treinador natural de Marco de Canaveses, inicialmente, não realizou muitas transformações nas peças colocadas à sua disposição, mas no período pré-natalício a sua personalização tornou-se mais proeminente.

O caminho faz-se caminhando, não é verdade? A qualidade das exibições do Boavista sob o comando de Miguel Leal e, sobretudo, os resultados alcançados até às duas primeiras jornadas da segunda ronda motivaram a renovação do vínculo entre a direção e o treinador por mais uma temporada. O desfecho parecia inadiável e, tendo por base um crescimento sustentado, deu-se assim o primeiro passo para um planeamento aprazado e seguro de uma nova época. Por tradição, e enfrentando uma verdadeira prova de fogo, desde o regresso das panteras ao principal escalão do futebol português, os técnicos que recebem um voto de confiança e transitam para uma nova temporada têm vivenciado momentos atribulados.

Esquema tático e constituição da equipa no recente encontro caseiro diante do SC Braga)
Esquema tático e constituição da equipa no recente encontro caseiro diante do SC Braga)

Atualmente, o 4-1-2-3 é o sistema tático de eleição dos axadrezados. Na baliza, a insegurança nos guardiões tornou-se evidente logo após a saída de Mika para o Sunderland. Depois das oportunidades dadas a Mickaël Meira e a Mamadou Ba, Ağayev exibiu algumas debilidades nas saídas entre os postes e em situações de bola parada que, devidamente identificadas, sentenciaram a contratação do experiente Vágner a título de empréstimo. No centro da defesa, Lucas Tagliapietra é presença assídua e Philipe Sampaio tem assumido algum protagonismo devido à lesão de Henrique, afastado dos relvados desde novembro. Contudo, os erros individuais neste setor têm custado pontos ao conjunto de xadrez. Carraça, que acompanhava Idris no capítulo defensivo e, por vezes, na primeira fase de construção, acabou por ser excluído do 11 inicial, fruto de algumas prestações positivas de Anderson Carvalho, apresentando caraterísticas mais ofensivas. Na frente de ataque, Schembri permanece enquanto indiscutível, sendo vítima de uma organização tática que não favorece as suas particularidades e que o obriga a contemporizações desnecessárias. Estando talhado para atuar enquanto segundo avançado e dada a sua mobilidade, fixar Iván Bulos e retirar um elemento do eixo central poderá ser uma opção proveitosa.

Na era Miguel Leal, além da persistente aposta em Anderson Carvalho, o lateral direito Edu Machado tem estado em bom plano e revelou-se uma cartada valiosa lançada após a lesão do outrora titular Tiago Mesquita contraída na primeira volta no Estádio dos Barreiros.