Publicidade

É tempo de arrumar a casa

Vasco Moreira · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol NacionalHá, essencialmente, dois tipos de empréstimos: emprestar um jogador jovem para que este tenha minutos, evolua e possa ser opção quando regressar, e emprestar um excedentário, um jogador que não tem lugar no plantel e que o clube não conseguiu vender. Neste artigo vou analisar os principais empréstimos dos três grandes, como é que correram, quem não conta e quem pode voltar para ser verdadeira opção.SL Benfica

No clube da Luz a grande maioria dos empréstimos passa pela segunda opção: excedentários. Desde Adel Taarabt, passando por Derley, Ola John, César, Luis Fariña, Diego Lopes, Pelé, entre vários outros.

Os grandes destaques foram Marçal e Talisca, que se apresentaram a bom nível em Guingamp e Besiktas, respetivamente. Ainda assim, nenhum deles será opção para a próxima temporada. O primeiro conseguiu oito assistências e foi um dos destaques da Ligue 1, mas já assinou pelo Lyon, e o segundo, mesmo depois de 17 golos e seis assistências, não deve tardar em sair.

Celis volta após o empréstimo ao Vitória SC Fonte: SL Benfica
Celis volta após o empréstimo ao Vitória SC
Fonte: SL Benfica

De todos os empréstimos não vejo ninguém a ficar no plantel principal. Bryan Cristante parece reunir a qualidade, mas por uma razão ou outra não é opção, e, quanto a Cellis e Benitez, duvido de que cheguem alguma vez a ser opção regular, à imagem de Victor Andrade.

Finalmente uma palavra para João Carvalho, um dos poucos jovens emprestados com a ideia de vir a ser opção – podemos também considerar João Teixeira, Hildeberto, João Lima e Pedro Nuno – e o único deles que, a meu ver, tem capacidade suficiente para chegar ao plantel principal dos encarnados.

FC Porto

Pelo Dragão também temos uma quantidade absurda de emprestados; no entanto, tendo em conta a necessidade de vender e a impossibilidade de grandes investimentos nesta época, vários deles podem vir a ganhar uma segunda vida com Sérgio Conceição.

Leandro Silva, Gonçalo Paciência, Ivo Rodrigues: são todos jovens e formados no clube, e a qualidade de nenhum está colocada em causa, mas parecem já todos ter perdido o comboio do plantel principal. Depois temos jogadores mais experientes: Zé Manuel, Sami, Bueno, Suk, José Angél, Andrés Fernandez (este já assinou em definitivo pelo Villareal), Adrián López, Quintero, Walter, ou Tiago Rodrigues. Erros de casting que serão ou vendidos ou emprestados até acabar o contrato.

 Fonte: FC Porto
Suk pode ter vida difícil no Dragão
Fonte: FC Porto

Noutro patamar há vários jogadores, alguns até já foram dados como dispensados, mas com a mudança de política e treinador podem sonhar. Maxi já não vai para novo e Ricardo Pereira faz todo o sentido naquela ala direita, Reyes foi um grande investimento e parece ainda ter potencial para explorar, e Rafa Soares pode compensar uma eventual saída de Layun.

Depois temos Hernani e Marega. Ambos realizaram uma excelente temporada em Guimarães e podem lutar por um lugar na equipa, à semelhança de Sérgio Oliveira, que trabalhou com Conceição no Nantes. Há ainda a incógnita Martins Indi – parecia que ia ficar em Inglaterra, mas o negócio caiu – e o caso singular de Aboubakar, que podia dar muito jeito ao clube só que não quer regressar.

Sporting CP

Dos três é o clube que apresenta menos emprestados, mas também não é nenhum modelo a seguir. A diferença é que já integrou Geraldes, Podence e Palinha, três empréstimos que parecem ter funcionado, ainda que a continuação na equipa principal não seja uma garantia, principalmente no caso do Chico.

Teo já saiu, mas falta colocar Barcos, Ewerton, Slavchev, Rosell, Petrovic, Miguel Lopes, Heldon, André Geraldes ou Ryan Gauld. Contrações falhadas e todos casos por resolver.

Tudo muda com Jonathan Silva e Iuri Medeiros. Jefferson já saiu, Marvin não conta e, apesar da mais do que provável entrada de Coentrão, o argentino tem tudo para ficar e ser uma opção válida. Quanto ao jovem açoriano, teve mais um empréstimo bem sucedido –  oito golos e nove assistências. Tecnicamente está lá tudo; resta saber se tem o que é preciso psicologicamente para dar o salto qualitativo. Essa dúvida pode ser esclarecida este ano com uma oportunidade.

Fonte: Facebook de Iuri Medeiros
Após a participação no Euro Sub-21, Iuri regressará a Alcochete
Fonte: Facebook de Iuri Medeiros

Depois há três casos singulares: Carlos Mané, Tobias Figueiredo e Lukas Spalvis. Os dois primeiros já foram considerados jóias da formação e já fizeram parte do plantel verde e branco – Tobias chegou mesmo a ser titular com Marco Silva. Ainda assim, nenhum deles parece contar para Jorge Jesus e devem deixar o clube que conheceram ainda bem jovens, sendo que Mané tem mais um ano de empréstimo no Estugarda. Quanto a Spalvis, sofreu uma lesão que lhe comprometeu a pré-época passada, já veio reclamar minutos e uma oportunidade para tentar provar que não é mais uma má contratação, mas não sei se alguma vez os terá.

Foto de Capa: SL Benfica

Vasco Moreira

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.