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Tarde de muito calor e de decisões importantes para ambas as equipas no António Coimbra da Mota. O Estoril, último classificado com 26 pontos, recebe, em jogo a contar para a penúltima jornada do campeonato, o Vitória Futebol Clube, que ocupa o antepenúltimo posto da tabela com 29 pontos.

Com a urgente necessidade de pontuar para garantir a manutenção, Ivo Vieira, técnico dos estorilistas, modificou duas peças comparativamente ao onze da última partida (derrota na Vila das Aves por 1-0): Jorman e Matheus Savio avançaram para os respetivos lugares de Allano e de Bruno Gomes.

No lado dos sadinos, José Couceiro queria ver a sua equipa longe da zona de descida. Para tal, o técnico operou três substituições em comparação com o onze que perdeu por duas bolas a zero frente ao Feirense: Arnold, Wallyson e José Semedo cederam os lugares a Vasco Fernandes, a Nuno Pinto e a João Amaral.

O jogo começou… e de que maneira! Aos 4 minutos, numa jogada que parecia algo inconsequente, Ewandro cruzou e, na zona do segundo poste, tentando aliviar para canto, Nuno Pinto acabou por introduzir a bola na própria baliza.

Ao minuto 8, foi a vez do Vitória responder. Após um cruzamento tenso e perigoso, André Pereira antecipou-se a Renan Ribeiro e atirou por cima.

O ambiente estava ao rubro no António Coimbra da Mota. A festa nas bancadas era bem elucidativa da necessidade de pontos das duas equipas: os homens da casa não paravam de apoiar a sua equipa e os sadinos apareceram em massa.

Porém, e para infelicidade dos 3588 adeptos presentes no estádio, o ritmo de jogo abrandou. O resultado era favorável aos homens da linha e o Estoril baixou as linhas, demonstrando assim o claro objetivo de jogar cautelosamente para garantir os três pontos. O Vitória bem tentava, mas os sadinos estavam em “dia não” e pouco produziram no que diz respeito ao jogo ofensivo da equipa.

Tiago Martins apitou para intervalo e a festa dos adeptos só existia graças à filosofia dos presentes: muita festa e muito apoio.

O jogo esteve sempre fechado, mas o Estoril foi ligeiramente superior
Fonte: Bola na Rede

O segundo tempo começou e, pelo decorrer do jogo, percebeu-se logo quer nada iria mudar: poucas ocasiões e um ritmo de jogo reduzido.

Foi preciso esperar até ao minuto 57 para se cheirar a golo na Amoreira. Matheus Savio foi lançado em velocidade e, com tudo para fazer o segundo da partida, permitiu Cristiano brilhar: o guardião defendeu o remate e ainda conseguir impedir o golo na recarga.

Aos 65 minutos, machada fatal para os homens do Bonfim: Fernando Fonseca foi lançado na ala; em velocidade e “na garra”, o jovem lateral português ganhou a bola, progrediu para dentro de área a assistiu Matheus Savio; o brasileiro não tremeu e atirou a contar. Estava feito o segundo da partida e do Estoril!

Após 25 minutos de muita apatia, sem ocasiões dignas de registo, o Vitória reduziu.  A cinco minutos dos noventa, Arnold, numa das suas mais do que habituais investidas, entrou na área estorilista e assistiu André Pereira. Este, de costas para a baliza, entregou a bola a Bassan, que, assim, reduziu a desvantagem.

Dois minutos depois, o Vitória teve o empate nos pés de André Pereira. Após uma falha clamorosa da defensiva do Estoril, André Moreira teve tudo para fazer o golo: já junto da baliza, rematou e a bola só foi travada por Duarte Valente já perto da linha de baliza.

O jogo terminou e o Estoril foi um justo vencedor. Demonstrou ser uma equipa matura, na medida em que soube “segurar” o jogo mal se viu na frente do marcador. Não baixou muito as linhas, mas controlou, quase na perfeição, o jogo ofensivo dos sadinos. O jogo foi pobre: Estoril mediano e Vitória mal. Foram três importantes pontos ganhos pela equipa da linha e três importantes pontos perdidos pela equipa do Sado.

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