É com grande expectativa que os aficionados do futebol nacional esperam ver como rola a bola em Vila do Conde. Muito por culpa do sucesso em 2019/2020, onde alcançou o quinto lugar na Primeira Divisão portuguesa, o Rio Ave FC perdeu algumas das suas principais figuras no ano em que volta a concorrer por um lugar na fase de grupos da Liga Europa.

Com um olhar geral para aquilo que tem sido a preparação de 2020/2021 por parte dos vilacondenses, convém destacar o quão crucial é esta fase de pré-época para a formação rioavista, que pode aliar ao bom encaixe financeiro, o rumo para a afirmação do clube nortenho em Portugal. Ainda com o mercado aberto, o Estádio dos Arcos já se despediu de algumas caras, destacando Taremi (FC Porto), Nuno Santos (Sporting CP), Al Musrati (SC Braga) e o treinador Carlos Carvalhal (SC Braga).

Na transição para 2020/2021, o Rio Ave FC garantiu também a importante continuidade de Gelson Dala e Aderllan Santos. O central é uma aposta muito certeira da formação vilacondense, já que aliada à qualidade, o brasileiro apresenta um currículo rico na Europa e alguma rotatividade nas grandes competições. A experiência servirá em muito as pretensões para esta nova época. Ainda na linha dos reforços, Francisco Geraldes retoma a uma casa que bem conhece, e André Pereira chegou envolvido no negócio de Taremi. O guardião Léo Vieira aterra vindo do CA Paranaense e vem para ser figura secundária na baliza. Desconhecido também é o defesa Pijnaker. O neozelandês chega depois de estar no Grasshopper CZ, onde realizou dois jogos. Relevante é igualmente a vinda de Ivo Pinto que vai dar uma injeção de qualidade. O defesa conta com experiência em Inglaterra, Croácia, Roménia e Portugal.

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Apresentado como Tsubasa, Ryotaro chega por empréstimo do Manchester City FC, e são já algumas expectativas depositadas no japonês que se espera uma surpresa agradável. De um modo geral, o Rio Ave FC tem gerido bem a janela de transferência, com algum dinheiro a entrar nos cofres e com a tentativa de manter ou melhorar a qualidade, onde destaco Geraldes, Ivo Pinto, e a permanência de Aderllan e Lucas Piazón. Com uma forte espinha dorsal a transitar para esta nova temporada, o ataque rioavista parece-me ainda curto, com menos qualidade que o da época transata, onde se espera por menos a chegada de mais um jogador. André Pereira não me parece suficiente para o desenrolar de 2020/2021.