A CRÓNICA: SC BRAGA POSSESSIVO, MAS POUCO EFETIVO NESTE DUELO FRENTE O SC FARENSE

Noite gelada na Pedreira e jogo a condizer, com os homens da casa, claramente favoritos à partida, a mostrarem dificuldades em aquecer o encontro.

A primeira metade viu um Braga mais dominador, com posse e algumas boas ocasiões para desfazer o nulo. Contudo, entre boas defesas de Defendi e intervenções a bom tempo do setor defensivo dos visitantes, os arsenalistas não foram capazes de chegar ao golo.

Por seu turno, o Farense também se aproximou da baliza contrária, ainda que com menos frequência. Aos 25’, Brian Mansilla introduziu o esférico na baliza à guarda de Matheus, mas este seria invalidado após consulta do VAR por fora de jogo de Gauld e, alguns minutos depois, o escocês atirou por cima a outra boa oportunidade dos algarvios.

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O segundo tempo começou com tónica semelhante. O braga dominou, mas o maior perigo até surgiu para o Farense, que atirou com uma bola ao ferro. O cenário só mudou nos 20 minutos finais, em que, finalmente, o Braga acelerou e colocou mais pressão no adversário.

Aos 88’, numa jogada de insistência, a bola sobrou para Al Musrati que, à entrada da área, resolveu o encontro com um tiro bem enquadrado, garantindo três pontos que valem ao Braga a manutenção no segundo posto e condenam o Farense ao último lugar da Liga.

 

A FIGURA

Sérgio Vieira – Claramente com menos armas individuais, o Farense só poderia fazer frente ao Braga mostrando identidade, jogando sem medo e tendo a lição bem estudada. Tudo isto aconteceu e o culpa tem que ser atribuída ao seu treinador.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Esgaio – Uma das principais armas do Braga pela sua versatilidade, foi repetida e facilmente anulado pela defensiva de Faro, contribuindo com pouco de positivo.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Faltou criatividade. O conjunto da casa teve mais posse durante toda a duração da partida, mas, mesmo assim, teve dificuldades em criar oportunidades claras de golo. Para isso, muito contribuiu um meio-campo apático, incapaz de criar espaços e desequilíbrios. Valeram as substituições de  Carlos Carvalhal que, lançando três centro-campistas de uma assentada, deu renovada dinâmica à sua equipa.

Mais à frente, a situação não foi muito diferente. Paulinho e Ricardo Horta raramente se desfizeram da marcação direta e a pontaria não esteve afinada e nas alas o cenário repetiu-se. À falta de capacidade técnica, sobrou a velocidade de Galeno, a única forma que o Braga teve de constantemente ultrapassar a defensiva visitante.

Somente atrás não houve razões de queixa, com Matheus e os centrais a responderem positivamente sempre que foram chamados a intervir.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Esgaio (4)

David Carmo (6)

Bruno Viana (5)

Sequeira (5)

Fransérgio (5)

André Castro (6)

Iuri Medeiros (6)

Ricardo Horta (6)

Galeno (7)

Paulinho (6)

SUBS UTILIZADOS

Musrati (6)

André Horta (6)

Novais (5)

Schettine (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

Muito bem organizado, o SC Farense mostrou do início ao fim do encontro uma excelente capacidade de se adaptar a tudo o que o Braga tentava para chegar ao golo. Defensivamente, o quarteto defensivo esteve impecável, sempre tempestivo e demonstrador de entreajuda, anulando quase todas as investidas arsenalistas, com exceção das conseguidas pela velocidade de Galeno.

Ofensivamente, houve menos possibilidades da equipa se mostrar, mas, ainda assim, os detalhes foram positivos, com várias jogadas estudadas e boa mobilidade na procura de espaços entre linhas.

Mesmo encostados às cordas durante grande parte do jogo, os algarvios nunca abdicaram de jogar em qualidade e de sair com bola, resistindo à tentação do alívio fácil e, assim, dificultando ao Braga a reconstrução atacante.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Defendi (7)

Alex Pinto (6)

César (8)

Abner (7)

Filipe Melo (8)

Falcão (6)

Ryan Gauld (6)

Amine (5)

Brian Mansilla (5)

Bilel (6)

Stojiljkovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Patrick (5)

Hugo Seco (5)

Bura (-)

Licá (-)

Madi Queta (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Farense

BnR: A equipa ainda não teve nenhum jogo sem sofrer golos, hoje esteve quase, mas acabou por falhar perto do fim. Pretende mudar alguma coisa ou é só uma questão de tempo?

Sérgio Vieira: É uma questão de tempo. São circunstâncias, de alguma estabilidade também no setor defensivo. Hoje, por exemplo, em relação aos jogadores que vinham a disputar essa posição, acabamos por não ter aqui o Eduardo Mancha, que também outro grande jogador, com potencial enorme infelizmente, por uma lesão, não pode dar o seu contributo.

Mas, temos que procurar soluções, como encontramos contra o Belenenses, por exemplo, adaptamos ali um jogador que não fazia aquela posição, o Falcão. Também vimos o César, que voltou agora, acabou o jogo já numa atitude de superação, já com algumas limitações físicas, esse também foi um dos aspectos que condicionou o nosso rendimento.

Como você disse, hoje poderia ser um jogo que a gente terminaria sem sofrer, mas não vamos ficar agarrados a esse aspetos e deixar de valorizar a nossa forma de estar em campo. Se tivermos que sofrer um golo e marcar dois ou três, como aconteceu com o Boavista, preferimos assim que não sofrer e ficar 0-0. Acho que não podemos é ficar agarrados a isso. Faz parte do futebol, temos de lutar para não acontecer.

SC Braga

Não foram colocadas questões ao treinador do SC Braga, Carlos Carvalhal.

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