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No final da década de 90 o Grunge era um dos estilos musicais mais em voga. O Grunge, uma espécie de rock alternativo, chamava a atenção de todos os jovens da época. A irreverência, as letras musicais caraterizadas pela angústia, pelo sarcasmo e pelo desejo de libertação eram as grandes marcas distintivas deste género.

Os Nirvana foram uma das bandas que mais marcou este género musical. A banda liderada por Kurt Cobain começou a fazer furor após o  lançamento do single Smells like teen spirit, música que viria a marcar a adolescência de uma geração e que perdurou no tempo até aos dias de hoje.

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Mas falemos de futebol, falemos do campeonato português. O nosso campeonato não foi invadido pelo Grunge mas é quase como se tivesse sido. Depois de uma fase em que os nomes dos treinadores em Portugal eram quase sempre os mesmos, surge uma nova vaga de jovens treinadores. As equipas optavam habitualmente por nomes conhecidos e que fossem consensuais entre os adeptos. Os objetivos eram quase sempre os mesmos: assegurar a manutenção, fazer uma época tranquila, valorizar alguns jogadores, sendo que a valorização do espetáculo acabava sempre por ficar em segundo plano.Nesta temporada este dogma tem vindo a ser ultrapassado, principalmente através das escolhas que os dirigentes optam por fazer, mesmo que por vezes essas escolhas tenham sido soluções alternativas. Jovens treinadores têm surgido em catadupa e têm demonstrado, mais uma vez que  o que é nacional é bom. O campeonato nacional foi assim inundado por um teen spirit.

Um dos casos mais flagrantes é o de Vasco Seabra. Vasco Seabra, jovem treinador de 33 anos começou a temporada como adjunto de Carlos Pinto no Paços de Ferreira.  Desde 2013 a treinar os júniores do Paços de Ferreira, Vasco Seabra tem feito um trabalho em clara ascensão. Depois de duas temporadas consecutivas em que os júniores do Paços de Ferreira lutaram para não descer, na época passada a equipa competiu, de forma inédita, na fase de apuramento para campeão, juntamente com outros clubes com maior tradição na formação. Depois do bom trabalho, o jovem técnico foi recompensado com o lugar de treinador adjunto. O início da época não estava a correr de feição a Carlos Pinto e o técnico que agora treina o Santa Clara acabaria por ser despedido pela direção do clube. Quando muitos esperavam que a solução encontrada para comandar o clube da capital móvel assentasse num treinador mais experiente eis que surge o nome de Vasco Seabra. A direção do Paços de Ferreira voltou a confiar no jovem e no passado Sábado já conseguiu um primeiro bom resultado, empatando em casa frente ao Porto mesmo tendo uma equipa extremamente desfalcada, o que até motivou a presença de alguns jogadores dos júniores que já conheciam o treinador de épocas transatas.

Em Santa Maria da Feira a história foi parecida. O Feirense que acabava de chegar à principal divisão do futebol português, confiou em José Mota, um dos treinadores mais experiente do futebol português, para comandar a equipa rumo à manutenção, depois de já ter orientado a equipa no final da temporada passada.  O início da época até foi prometedor mas com o passar dos jogos  o Feirense entrou numa espiral negativa de resultados. A equipa de Santa Maria da Feira acumulava derrotas ,o futebol jogado não era o melhor e a direção do clube decidiu por um ponto final ao contrato de José Mota. De novo as expetativas eram as de que surgisse um nome experiente e consagrado para treinar o clube. A solução inicial foi chamar Nuno Manta Santos,  jovem técnico de como técnico interino até surgir outra opção para treinar a equipa. Nuno Santos, que havia sido treinador adjunto na temporada passada e que já tinha um passado no clube como treinador de formação, teve o primeiro desafio frente ao Paços de Ferreira. Logo no primeiro jogo o técnico põe fim a uma série de resultados negativos e consegue uma vitória por 2-0. Os dirigentes do Feirense quiseram esperar para ver mais.