O Futebol Feminino esteve em destaque no BnR TV com a presença de Jéssica Silva (Olympique Lyonnais), Catarina Realista (CF Benfica) e Rita Latas (jornalista da Sport TV). As três convidadas tornaram a discussão em torno do principal assunto numa conversa agradável e nada foi esquecido neste programa.

As experiências no estrangeiro de Jéssica Silva e de Catarina Realista foram o tema inicial para a nossa conversa. A 19 do Lyon relembrou as passagens pelo Levante UD e comparou o futebol praticado de Espanha com o de França, onde atualmente joga. Catarina Realista vivenciou o ambiente do Futebol Feminino nos Estados Unidos e contou-nos algumas particularidades enquanto esteve a representar os Nashville Rhythm. Já a possibilidade de haver a ligação entre as Universidades e o Futebol Feminino no nosso país tal como acontece nos Estados Unidos, a jogadora do CF Benfica acredita ser impossível.

Em discussão esteve também os moldes da Primeira Divisão no próximo ano, na qual a Liga voltará a ter duas séries: a Norte e a Sul. Catarina Realista defendeu que a série Sul será, sem dúvida, a mais competitiva com SL Benfica, Sporting CP e CF Benfica. A média do “Fofó” realçou a discrepância entre Norte e Sul, tornando-se injusto todo o investimento já feito pela FPF com «o campeonato num formato de séries vem contrariar o crescimento que vinha a ser feito». A jornalista Rita Latas defendeu que a Primeira Divisão poderia ter 16 equipas e não as 20 que irá ter.

Jéssica Silva disse estar atenta à qualidade das jogadoras mais jovens e acredita que o futuro está mais do que assegurado para a seleção nacional, realçando os nomes de Francisca Nazareth e de Andreia Faria.

Anúncio Publicitário

A terminar o programa, Jéssica Silva falou sobre a possibilidade de se tornar na melhor jogadora do Mundo: «Nada é impossível, mas não penso no prémio. Penso em ganhar títulos coletivos, mas estar nas melhores é um objetivo». A extremo portuguesa tem convicção que pode fazer algo de diferente no Futebol e deixar a sua marca de uma forma mais significativa a nível individual, escrevendo a sua história em “bom português”.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Comentários