A CRÓNICA: FORMAÇÃO ESPANHOLA DEU UM AUTÊNTICO FESTIVAL DE FUTEBOL OFENSIVO

O Chelsea FC e o FC Barcelona viajaram até ao estádio Gamla Ullevi, em Gotemburgo, na Suécia, para disputarem a final da Liga dos Campeões Feminina e sucederem ao Olympique Lyonnais como vencedor da prova.

O começo do encontro foi de sonho para o Barcelona que, aos 35 segundos de jogo, se colocou em vantagem no marcador, num lance infeliz de Melanie Leupolz, que colocou a bola na própria baliza. O Chelsea respondeu de imediato, mas Harber falhou uma oportunidade clamorosa. Quem não falhou foi Alexia Putellas, que ao minuto 14, aumentou a vantagem para a equipa catalã, depois da conversão de uma grande penalidade.

A formação espanhola ia imprimindo no jogo todo o seu estilo e qualidade, perante um Chelsea muito apático, e aos 20 minutos chegaria mesmo ao 3-0, desta feita, depois de um grande lance coletivo que culminou com o tento de Aitana Bonmatí. A dar um autêntico recital de futebol, o Barcelona chegaria mesmo ao quarto golo, desta vez por Caroline Hansen, à passagem do minuto 36.

No segundo tempo, o Chelsea entrou melhor, conseguindo ter mais bola – ainda que de forma algo consentida pelo Barcelona – e mostrando mais capacidade de chegar com perigo perto da baliza adversária. Ainda assim, não conseguiram concretizar as oportunidades criadas, fazendo com que a formação espanhola se mantivesse confortável na partida.

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Com este triunfo categórico, o Barcelona festejou pela primeira vez na sua história a conquista do troféu de campeão europeu em futebol feminino, sucedendo assim ao Olympique Lyonnais, que venceu a prova na temporada transata. A formação catalã redimiu-se assim da derrota sofrida na final da edição de 2018/19, perdida justamente para a formação francesa.

 

A FIGURA

Capacidade ofensiva do FC Barcelona – A formação espanhola foi absolutamente avassaladora a nível ofensivo, “destruindo” a formação inglesa na primeira parte do encontro, o que culminou numa vitória irrepreensível.

O FORA DE JOGO

Organização defensiva do Chelsea FC – A formação londrina foi cilindrada pelo conjunto espanhol, mostrando-se incapaz de conter a avalanche ofensiva impingida pelas catalãs. Apesar da qualidade de jogo mostrada pelo adversário, as blues fizeram um jogo desastroso a nível defensivo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

A formação orientada por Emma Hayes apresentou-se estruturada num sistema tático base de 4-3-3. A equipa londrina mostrou muitas dificuldades no encontro, em praticamente todas as fases do seu jogo, fazendo uma primeira parte desastrosa em que se viu a perder por quatro golos sem resposta. As dificuldades na fase de construção e a débil organização defensiva mostrada pelas inglesas foi fatal, e só na segunda parte conseguiram dividir o jogo com a equipa catalã, ainda que tarde e com pouco proveito.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Berger (5)

Carter (7)

Bright (5)

Eriksson (6)

Charles (6)

Leupolz (5)

Ingle (6)

Ji So-yun (6)

Kirby (7)

Harder (5)

Kerr (7)

SUBS UTILIZADAS

Reiten (7)

England (6)

Cuthbert (6)

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Lluís Cortés colocou as suas pupilas em campo organizadas num dispositivo tático base em 4-3-3. Muito bem organizada e com as suas dinâmicas bem definidas, controlaram por completo toda a partida, registando uma entrada perfeita no encontro, resolvendo a partida ainda no primeiro tempo. Mostraram um futebol excecional a todos os níveis, que não deu qualquer hipótese à formação adversária. A avalanche ofensiva que as catalãs mostraram no jogo, não deu margem para dúvidas de quem foi a melhor equipa nesta final.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paños (7)

Torrejón (6)

Guijarro (7)

León (7)

Ouahabi (6)

Bonmatí (8)

Hamraoui (7)

Putellas (8)

Hansen (7)

Hermoso (7)

Martens (7)

SUBS UTILIZADAS

Caldentey (6)

Losada (6)

Oshoala (6)

Serrano (-)

Crnogorcevic (-)

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