Jogo 1000 de José Mourinho | Nem sempre vencedor, eternamente especial

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O Início: Do Comércio e Indústria ao SL Benfica, com Bobby Robson pelo meio

Nasceu em Setúbal e é filho de Mourinho Félix, histórico guarda-redes do Vitória FC e do CF Os Belenenses, que também passou por muitos bancos do futebol português. Ainda muito jovem seria presença regular nos treinos do pai, onde começou a ganhar o gosto pelo futebol. Iniciou carreira como jogador, integrando os planteis de clubes como o Rio Ave FC e Belenenses, mas nunca conseguiu muito tempo de jogo.

Pendurou as botas aos 25 anos no UF Comércio e Indústria e, imediatamente começou a treinar os escalões jovens do mesmo clube. Estávamos em 1987, treze anos antes da estreia como técnico principal. Durante mais de uma década foi figura secundária, mas raramente passava despercebido.

Um ponto decisivo na carreira de dá-se em 1992, quando ingressa no Sporting CP como adjunto de Bobby Robson. Acompanha o inglês durante oito anos, também por FC Porto e FC Barcelona. São muitas as entrevistas em que o setubalense revela a importância que Bobby Robson teve, tanto a nível pessoal como profissional.

 

Algures pelo ano de 2006, no programa humorístico “Diz que é uma Espécie de Magazine”, Ricardo Araújo Pereira satirizava as previsões de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI. Numa delas, o agora Presidente da República, teria dito nos anos 90 que “esse tradutor de Bobby Robson nunca vai dar treinador”. Claro que, na realidade, Marcelo nunca disse isso, mas é bem provável que muitos benfiquistas o tenham pensado quando substituiu Jupp Heynckes à quarta jornada da Liga 2000/2001.

Pouco terão mudado de opinião durante os 11 jogos que Mourinho fez à frente dos encarnados. O jogo número um da sua carreira foi uma derrota por 1-0 no Estádio do Bessa. Demorou quatro jogos para conseguir a primeira vitória e foi despedido em dezembro, depois de perder por 3-0 em Alvalade. Para a posteridade ficou o estilo, que hoje o caracteriza, mas que na altura caiu mal em muitos adeptos … e jogadores. Felizmente, Mourinho manteve-o.

Vasco Borges
Vasco Borgeshttp://www.bolanarede.pt
Frequentador de estádios e consumidor de bifanas desde os 5, aprendeu cedo que é melhor a ver do que a jogar futebol. Aos 22, estuda Jornalismo e vai escrevendo sobre os jogos que valem o preço do bilhete e as estórias que só se ouvem no bar, ao intervalo.                                                                                                                                                 O Vasco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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