Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

4-3-3 ou 4-4-2?

Luís Coelho · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

fc porto cabeçalho

Os últimos treinadores do FC Porto (Jesualdo, AVB, Vítor Pereira, Paulo Fonseca, Lopetegui) utilizaram quase exclusivamente o 4-3-3. É um sistema tático que não me agrada particularmente, é evidente que os sistemas não são estáticos e a mobilidade e dinâmica dada pelos jogadores é um fator preponderante, mas é um ponto de partida que nunca me agradou particularmente.

Quando se tinha um tridente ofensivo com James, Hulk e Falcão ou um Ponta de Lança como Jardel (em tempos mais remotos) que podem valer 50/60 golos por época o 4-3-3 ate pode ser um ponto de partida interessante, mas quando não se consegue ter essa qualidade no último terço do campo o treinador tem de encontrar outras soluções e outros sistemas que consigam manter a equipa mais equilibrada.

Fonte: Telegraph
Fonte: Telegraph

NES foi perspicaz nesse aspeto, percebeu que tinha muita juventude na frente e que essa juventude iria trazer alguns problemas de finalização. Partindo desse pressuposto montou a equipa de uma forma mais conservadora, muito solida no processo defensivo e com algumas alternâncias táticas consoante as necessidades de cada jogo.

A equipa evoluiu taticamente e hoje consegue alternar entre o 4-4-2 (com diversas variantes) e o 4-3-3 durante o próprio jogo e isso é uma tremenda mais-valia para a equipa. Desde logo porque o adversário tem muita dificuldade em antecipar de que forma o FC Porto vai jogar.

O reconhecimento das nossas fragilidades é um ato de inteligência e foi isso que NES fez, não tem vergonha em dar a iniciativa de jogo ao adversário quando necessário, se souber que com isso vai potenciar as virtudes da sua equipa e ferir o adversário.

Foto de Capa: FC Porto

No Futebol Europeu de top as equipas que utilizam o 4-3-3 quase exclusivamente são equipas como o Barcelona, Real Madrid que conseguem ter tridentes ofensivos impressionastes, num outro patamar estão outras equipas e treinadores que através de mudanças e alternâncias táticas tentam surpreender e encurtar distâncias para estas equipas. NES é um estratega que analisa exaustivamente os adversários, acredito que esse trabalho pode fazer com que na próxima semana as distancias entre o FC Porto e a Juventus diminuam e que os azuis e brancos consigam eliminar os campeões Italianos.

Fonte: Juventus FC
Fonte: Juventus FC

Estou muito curioso para ver que abordagem NES vai ter no jogo do Dragão, se mantem o 4-4-2 com Soares e André Silva ou se retira o jovem Avançado metendo um médio e passa para um 4-3-3 com Danilo, Oliver e Herrera no triangulo do meio campo. A Juventus desta época tem jogado preferencialmente em 4-4-2 e não no seu sistema habitual das ultimas épocas que era um 3-5-2 impressionante que fazia da Vecchia Signora uma das melhores equipas da Europa, penso que essa alteração tática tornou a equipa mais débil.

Foto de Capa: FC Porto

Luís Coelho

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.