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Os últimos treinadores do FC Porto (Jesualdo, AVB, Vítor Pereira, Paulo Fonseca, Lopetegui) utilizaram quase exclusivamente o 4-3-3. É um sistema tático que não me agrada particularmente, é evidente que os sistemas não são estáticos e a mobilidade e dinâmica dada pelos jogadores é um fator preponderante, mas é um ponto de partida que nunca me agradou particularmente.

Quando se tinha um tridente ofensivo com James, Hulk e Falcão ou um Ponta de Lança como Jardel (em tempos mais remotos) que podem valer 50/60 golos por época o 4-3-3 ate pode ser um ponto de partida interessante, mas quando não se consegue ter essa qualidade no último terço do campo o treinador tem de encontrar outras soluções e outros sistemas que consigam manter a equipa mais equilibrada.

Fonte: Telegraph
Fonte: Telegraph

NES foi perspicaz nesse aspeto, percebeu que tinha muita juventude na frente e que essa juventude iria trazer alguns problemas de finalização. Partindo desse pressuposto montou a equipa de uma forma mais conservadora, muito solida no processo defensivo e com algumas alternâncias táticas consoante as necessidades de cada jogo.

A equipa evoluiu taticamente e hoje consegue alternar entre o 4-4-2 (com diversas variantes) e o 4-3-3 durante o próprio jogo e isso é uma tremenda mais-valia para a equipa. Desde logo porque o adversário tem muita dificuldade em antecipar de que forma o FC Porto vai jogar.

O reconhecimento das nossas fragilidades é um ato de inteligência e foi isso que NES fez, não tem vergonha em dar a iniciativa de jogo ao adversário quando necessário, se souber que com isso vai potenciar as virtudes da sua equipa e ferir o adversário.

Foto de Capa: FC Porto

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