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fc porto cabeçalhoJogo grande de dois grandes a encabeçar a jornada 13 do campeonato português. As balizas encarnadas e azuis e brancas permaneceram virgens durante todos os 90 minutos mas não faltou intensidade, drama e polémica, muita polémica! Ingredientes fundamentais para um clássico entre FC Porto e SL Benfica.

O SL Benfica chegou ao Dragão “dado como morto” e sem grandes surpresas no onze, apresentou-se ao jogo com um 4-3-3 que pouco a pouco tem-se sobreposto ao 4-4-2 que já vem desde o tempo de Jorge Jesus. O esquema com dois avançados tem proporcionado nos últimos anos várias conquistas e alegrias aos adeptos encarnados, mas mais recentemente é sinónimo de maus resultados, principalmente na Liga dos Campeões. No entanto, o 4-3-3 com que o SL Benfica subiu ao relvado mostrou-se competente e com Krovinovic a mostrar rasgos de génio e Bruno Varela a ter uma exibição inspirada permitiram às aguias sobreviver com um ponto no Dragão.

Por sua vez, o FC Porto apresentou-se igualmente com um 4-3-3 com Brahimi pela esquerda, Marega na direita e Aboubakar no centro. Este esquema tático era, no entanto, mais flexível do que o dos encarnados, já que o extremo maliano frequentemente “colava” na frente a Aboubakar algo que já não lhe é estranho e pudemos assistir em alguns momentos do jogo a nuances de 4-4-2

Os dragões estiveram por cima do jogo grande parte do encontro Fonte: FC Porto
Os dragões estiveram por cima do jogo grande parte do encontro
Fonte: FC Porto

Apesar de os dragões serem dados como favoritos e até potencialmente vencer facilmente os rivais face ao mau momento das águias, a verdade é que foram os homens de Rui Vitória a controlar as rédeas do encontro nos vinte minutos iniciais do encontro. O início de jogo tipicamente intenso que Sérgio Conceição tem habituado os adeptos portistas teimava em surgir e o SL Benfica surpreendeu (até talvez aos seus próprios adeptos) com um futebol fluído e irreverente, algo pouco visto nesta época. Em contrapartida, o FC Porto tremia com José Sá a mostrar-se desconfortável nas saídas aéreas e a únicas investidas de ataque eram protagonizadas por contra-ataques esporádicos e desapoiados de Marega.

O barulho ensurdecedor de um Estádio do Dragão completamente lotado fez acordar a turma de Sérgio Conceição e depois dos primeiros vinte minutos da primeira parte assistimos a um encontro completamente diferente e desnivelado em que uma equipa só atacava e outra só defendia, uma dominava e outra tentava aguentar-se como podia, uma tentava ganhar e a outra lutava por um ponto. O FC Porto colou as águias às cordas!

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