tinta azul em fundo brando pedro nuno silva

Altura de paragem no campeonato, altura de fazer uma reflexão sobre o que falta jogar desta época e quais as chances de o Porto ter sucesso nas três competições que ainda disputa.

Amanhã o Porto vai-se deslocar à Madeira para defrontar o Marítimo e tentar o primeiro resultado positivo na ilha esta época. Caso consiga passar à final vai acentuar-se o desgastante mês de Abril – defronta Bayern de Munique e Benfica duas vezes (a menos que o calendário seja reajustado). O facto de nunca ter ganho esta competição e as escolhas técnicas mostram um pouco o desprezo que o Porto tem tido por um troféu que foi criado só para gerar dinheiro. Se a final for um clássico então assume um prestígio mais elevado, e quem entrar em campo tem de dar tudo, esquecendo-se das restantes competições em que estamos inseridos. Serão “segundas esolhas”, provavelmente, pois só assim se consegue distribuir o calendário por um plantel que já leva muitos minutos nas pernas.

De Munique surgiram noticias satisfatórias – o Bayern perdeu na última jornada da Bundesliga e o seu jogador mais acutilante está lesionado. Não fica bem a um adepto de futebol desejar a lesão de um adversário (não desejo a lesão de Robben) mas a verdade é que o facto de o Bayern não contar com o extremo holandês (e também com Alaba, que se lesionou ao serviço da seleção austríaca) acaba por beneficiar o Porto, embora a panóplia de craques ao dispor de Pep Guardiola seja tão grande que este seja um problema que o treinador catalão poderá resolver facilmente. Será que há uma quebra física e/ou psicológica dos bávaros? O desgaste chega a todos, pelo que os comandados de Lopetegui têm de estar altamente concentrados a defrontar uma equipa superior, esperando o erro do adversário e lançando rapidamente o contra-ataque. Vantagem no primeiro jogo é crucial!

A equipa  Fonte: Twitter do FC Porto
O FC Porto não pode escorregar mais se ainda quer conquistar o campeonato
Fonte: Twitter do FC Porto

Do campeonato veio uma das grandes desilusões da época, a par da derrota com o Benfica em casa – penso que supera até a eliminação da Taça de Portugal (jogo mau dos Dragões). O Benfica está apenas concentrado no campeonato, não sendo de esperar muitos erros dos encarnados, mas a prenda do Rio Ave foi terrivelmente, esmagadoramente mal aproveitada. Confesso que custou a assimilar o empate, mesmo dois dias após o jogo. Já não é a primeira vez que este Porto falha em alturas em que não pode falhar, o que revela inexperiência e talvez uma falta de sentimento sobre o que é ser Porto e o que significa a vitória para os seus adeptos. Arrisco mesmo dizer que o Porto, apesar de ter reduzido a diferença pontual, está mais longe do título. O Benfica não deixará isto acontecer muito mais vezes, pelo que aproveitar as oportunidades para encurtar a distância é crucial – era crucial, mas não foi. Uma vitória por 3 golos na Luz é irrealista; temos, então, de esperar outra escorregadela dos benfiquistas e, claro, ganhar os nossos jogos. Por oposição a outras alturas desta época, têm faltado soluções individuais quando o colectivo não funciona tão bem. O que me deixou mais intranquilo foi ter visto a falta de frescura fisica do Porto contra o Nacional: jogadores que não recuperavam as suas posições defensivas e erros infantis por parte de todos os jogadores.

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Tudo vai começar a ganhar forma depois desta paragem. Quem vier mais fresco fisica e mentalmente pode ter o 1% a mais necessário para levar a bom Porto o campeonato. É aqui que o trabalho de Lopetegui e restante equipa técnica tem de ser excelente. Um mês de tudo ou nada, sem distracções, sem abrandamento; a máquina tem de estar tecnicamente, tacticamente, fisicamente e mentalmente afinada para defrontarmos as adversidades que nos esperam. Como sempre do Porto só espero o melhor; dos jogadores só espero que joguem com a raça de Dragão.

Foto de Capa: Twitter do FC Porto

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