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ÚLTIMA HORA:

CD Mafra 3-2 FC Porto B: Mafrenses anulam todas as ações de um FC Porto B completamente apagado

A CRÓNICA: CD MAFRA TRAÇA PLANO DE JOGO QUE ANULA O FC PORTO B

No Estádio Municipal de Mafra, o CD Mafra rececionou o FC Porto B, encontro a contar para a 22.º jornada da Segunda Liga. De salientar que, o último frente a frente entre as duas equipas, a 7 de novembro de 2021, terminou com uma vitória do CD Mafra, com dois golos do avançado Abel Camará.

O CD Mafra vinha de uma pesada derrota frente ao UD Vilafranquense, por 2-0. Já o FC Porto B vinha de uma vitória em casa frente ao SC da Covilhã, por 3-1.

No primeiro quarto de hora, o FC Porto B tentava assumir o jogo ao tentar ter a gestão total da posse de bola, mas não conseguia exercer o seu forte jogo exterior: mérito do CD Mafra que controlava e impedia a subida dos laterais da equipa visitante. Por outro lado, os mafrenses criavam perigo através de bolas paradas e cruzamentos que faziam tremer a defensiva dos dragões, que mostravam certa insegurança neste tipo de lances.

A equipa da casa, após sucessivos cruzamentos perigosos, consegue mesmo chegar ao golo inaugural do encontro, aos 20 minutos: cruzamento de Gui Ferreira pelo lado direito, Rodrigo Martins aparece no miolo da área, e finaliza de cabeça para dentro da baliza dos azúis e brancos.

Com o apoio dos adeptos, os mafrenses, gradualmente, assumiam cada vez mais o controle do jogo: aos 28 minutos, uma construção perfeita desde da defesa culmina numa finta de Francis Cann ao guarda-redes, Ricardo Silva, que fatura assim o segundo golo da equipa da casa. O CD Mafra assumia assim o controle total do encontro.

O FC Porto B tentava, como resposta aos ataques dos mafrenses, transições rápidas que causavam certo perigo à defesa do adversário. Numa destas transições, Bura faz falta sobre Varela dentro de área e o árbitro assinala grande penalidade, lance algo contestado pelos adeptos do CD Mafra. O avançado Namaso Loader é chamado á conversão e reduz para os dragões: 2-1.

Na segunda parte, o GD Mafra continuava a demonstrar certa tranquilidade e segurança em todas as ações do jogo. Conseguia, com sucesso e mérito, anular todos os pontos fortes dos azuis e brancos, sendo estes incapazes de chegar á grande área dos mafrenses.

António Folha operacionalizou mexidas no ataque com o intuito de dar mais dinâmica e velocidade à equipa que, até então, era incapaz de ter qualquer tipo de criatividade na construção de jogo: era necessário circular a bola mais rapidamente e, sobretudo, mostrar uma atitude diferente.

Com a expulsão de Vasco Sousa, aos 83 minutos, o FC Porto B encontrava-se distante de um possível empate, quiçá da vitória. Aos 88 minutos, com mais uma falha da defesa dos dragões, os mafrenses conseguem chegar ao golo por intermédio do recém-entrado Dieguinho. 3-1 para os homens da casa que, praticamente, retiravam os azuis e brancos da discussão do resultado. No entanto, Diogo Ressurreição, com um belo golo fora de área, aos 90 minutos, reacendia a esperança dos dragões num possível empate.

Todavia, já era tarde: os mafrenses saiam assim vitoriosos, por 3-2, num duelo onde souberam anular o seu adversário e mostrar uma atitude de vencedor.

 A FIGURA

Francis Cann – O grande desestabilizador da defesa do FC Porto B no encontro de hoje. Com a sua velocidade e técnica, apareceu, por diversas vezes, nas costas dos laterais portistas, e em zonas de finalização. Sem dúvida, a grande figura do CD Mafra.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Tomás Esteves – Hoje esteve completamente “a leste do jogo”. Além de não conseguir mostrar a sua presença a nível ofensivo, esteve mal defensivamente: Rodrigo Martins “fez o que quis” do lateral ao longo do jogo. Muitas ocasiões perigosas, por parte dos mafrenses, tiveram origem no seu corredor.

ANÁLISE TÁTICA – CD MAFRA

O treinador dos mafrenses, Ricardo Sousa, como já é habitual, optou por um sistema de 3-4-3. A equipa defendia de forma compacta, permitindo ao FC Porto ter o controle da posse de bola, e saía em transições rápidas a explorar a velocidade de Francis Cann e Rodrigo Martins que aproveitavam as subidas dos laterais dos dragões para causar perigo à defesa adversária.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Miguel Santos (7)

Tomás Domingos (6)

Bura (5)

Pedro Pacheco (6)

Pedro Barcelos (7)

Gui Ferreira (6)

Leandrinho (6)

Inácio Miguel (6)

Rodrigo Martins (8)

Francis Cann (8)

Pedro Lucas (7)

SUBS UTILIZADOS

Dieguinho (7)

Pedro Aparício (6)

Vítor Gabriel (6) 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO B

A equipa comandada por António Folha dispôs-se em campo num 4x3x3, a optar pela titularidade de Silvestre Varela em detrimento de Gonçalo Borges, o habitual titular. A equipa, inicialmente, conseguia ter o controle da posse de bola, mas era incapaz de furar a defesa do CD Mafra que anulava todos os seus pontos fortes. Ao longo do jogo, mesmo com a entrada de vários jogadores na frente de ataque, foram incapazes de ter o controle do jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (6)

Tomás Esteves (4)

Zé Pedro (5)

Romain Correia (5)

João Mendes (5)

Mor Ndiaye (5)

Bernardo Folha (6)

Rodrigo Fernandes (6)

Vasco Sousa (6)

Varela (6)

Namaso Loader (6) 

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Borges (6)

Sidnei Tavares (5)

Peglow (6)

Diogo Ressureição (7)

Rodrigo Pinheiro (6)

BnR na Conferência de Imprensa

CD Mafra

BnR: Boa tarde, mister. Sendo que o FC Porto é uma equipa que joga com os laterais muito subidos, o CD Mafra hoje explorou bastante as transições rápidas a aproveitar a velocidade de jogadores como Francis Cann e Rodrigo Martins nas costas da defesa. Foi uma estratégia pensada para o jogo de hoje e trabalhada ao longo da semana?

Ricardo Sousa: Sim, nós somos uma equipa que gosta de explorar os pontos fracos dos nossos adversários. O FC Porto é uma equipa que deixa muito espaço atrás, devido à subida dos seus laterais, e por isso, explorámos bastante a profundidade, através desses jogadores. Mas, hoje, além da tática o que nos fez vencer este jogo foi a nossa alma.

FC Porto B

BnR: Boa tarde, mister. Desde já, felicitá-lo pelo seu regresso aos relvados. Hoje o FC Porto teve dificuldades em furar a defesa de um Mafra muito bem organizado. Com Tomás Esteves e João Ferreira algo apagados nas suas subidas ao ataque, com a entrada de Gonçalo Borges e também de Peglow pretendeu dar velocidade e uma dinâmica diferente ao ataque da equipa?

António Folha: Sim, hoje estivemos mal coletivamente. Como disse, o Tomás e o João não foram capazes de subir, mas não é culpa deles. A equipa não foi capaz de proporcionar essas condições ao dois, por isso, a má exibição não é deles, mas da equipa.

O Felipe é um jovem que estuda Jornalismo na Escola Superior Comunicação Social. Gosta sempre de dar a sua opinião quando de futebol se trata, atentando sempre para os mínimos detalhes que acontecem dentro de campo. É devoto do Porto, daqueles que conta os dias que faltam para o jogo. Vê o futebol como um livro recheado de particularidades únicas, onde várias opiniões diferentes compõem a história.                                                                                                                                                 O Felipe escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

O Felipe é um jovem que estuda Jornalismo na Escola Superior Comunicação Social. Gosta sempre de dar a sua opinião quando de futebol se trata, atentando sempre para os mínimos detalhes que acontecem dentro de campo. É devoto do Porto, daqueles que conta os dias que faltam para o jogo. Vê o futebol como um livro recheado de particularidades únicas, onde várias opiniões diferentes compõem a história.                                                                                                                                                 O Felipe escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

FC PORTO vs CD TONDELA