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CD Nacional 0-1 FC Porto: Vitória sem encanto, mas saborosa dos portistas

João Castro · 4 min

CD Nacional 0-1 FC Porto: Vitória sem encanto, mas saborosa dos portistas
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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A CRÓNICA: ÀS VEZES, O 4-3-3 TAMBÉM É BOM!

O FC Porto venceu o CD Nacional por um a zero. O único golo do encontro foi marcado por Mehdi Taremi ainda na primeira parte.

A equipa de Sérgio Conceição poderia ter começado muito mal o encontro. Zaidu cometeu grande penalidade sobre Camacho, mas Marchesín levou a melhor na marca dos onze metros. A equipa da casa não marcou e, aos 20 minutos, pagaram caro a pressão dos avançados portistas. Mehdi Taremi fez o primeiro do encontro e deu uma maior tranquilidade à equipa, que, até ao intervalo, não voltou a sofrer um grande susto dos madeirenses.

Na segunda parte, Kenji Corré fez um pequeno aviso a Marchesín ao rematar em zonas mais interiores aos 54 minutos. A partir daí, percebeu-se que estava nas mãos da equipa da casa tentar inverter o resultado. A verdade é que não surgiram mais oportunidades flagrantes de golo e Toni Martínez acabou mesmo por fazer o segundo golo, posteriormente anulado por fora de jogo.

Com este resultado, o CD Nacional permaneceu no último lugar do campeonato. Já o FC Porto alimenta ainda uma pequena esperança nas contas do título.

A FIGURA

Sistema tático do FC Porto – Este jogo foi a prova de que nem sempre é necessário um 4-4-2 com Marega e outro ponta de lança para jogar com equipas mais recuadas no terreno. É verdade que o CD Nacional não jogou com um esquema de três centrais, mas jogar com Marega no onze não era o mais indicado para este tipo de jogos, e o 4-3-3 com Taremi na frente funcionou na perfeição.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Zaidu – Jogo com uma nota muito negativa para o lateral esquerdo nigeriano. Apesar de mostrar alguns problemas físicos, ainda mostra alguma inconsistência sendo capaz do melhor e do pior em diferentes jogos. Olhando para o caso de hoje, não acrescentou nada ofensivamente e ainda cometeu uma grande penalidade sobre Camacho no início do encontro.

ANÁLISE TÁTICA – CD NACIONAL

A equipa de Manuel Machado apresentou-se num 4-3-3 com Azouni e Alhassan como médios mais recuados e Éber Bessa a fazer ligação ao tridente ofensivo. O jogo foi muito baseado nas dificuldades que os três homens da frente, através da velocidade, poderiam criar à defesa portista. Camacho foi um dos melhores exemplos por ter conquistado uma grande penalidade frente a Zaidu. Por outro lado, tínhamos Brayan Riascos, que, apesar de ser o ponta de lança, colocava-se algumas vezes na linha entre Mbemba e Manafá para explorar algumas debilidades defensivas sempre que era explorado o jogo mais direto.

Com a entrada de Kenji Corré ainda na primeira parte, o principal perigo vinha nas investidas do extremo sempre que puxava da ala para zonas interiores. Nos minutos finais, o CD Nacional parecia mais o FC Porto da primeira parte. Laterais bem abertos nas alas e quatro jogadores ofensivos para tentar bater os três centrais do FC Porto em busca do empate. Era o tudo ou nada.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

António Filipe (4)

Rúben Freitas (5)

Pedrão (5)

Rui Correia (6)

Lucas Kal (5)

Larry Azouni (6)

Ibrahim Alhassan (6)

Éber Bessa (4)

João Camacho (7)

Brayan Riascos (6)

Marco Matias (-)

SUBS UTILIZADOS

Kenji Corré (6)

Rúben Micael (6)

Bryan Róchez (5)

Mabrouk Rouai (-)

Nuno Borges (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A equipa de Sérgio Conceição apresentou-se num 4-3-3 com Grujic numa zona mais recuada sendo que Uribe e Sérgio Oliveira posicionavam-se numa zona mais ofensiva do meio-campo até como forma de pressão da linha mais defensiva do CD Nacional. Essa pressão, juntamente com o tridente ofensivo do FC Porto (Taremi, Luis Díaz e Corona) foi essencial para o primeiro golo do encontro. Olhando para a dinâmica posicional da equipa, podemos destacar Tecatito Corona e Luís Díaz por estarem muito versáteis no posicionamento dentro de campo (não aparecendo totalmente abertos nas alas para dar espaço aos laterais), sendo que o mexicano muitas vezes colocava-se no meio campo com vista a tentar fazer chegar a bola ao último terço do terreno. Também se viu alguma vezes Tecatito no lado esquerdo do ataque, algo que é costume na equipa portista. Sérgio Oliveira também muitas vezes partia do meio-campo mais defensivo na primeira fase de construção para depois se colocar na zona mais ofensiva.

Mehdi Taremi não era um ponta de lança de apoios nem de jogar de costas para a baliza. Procurava sempre movimentações constantes de profundidade e de desmarcação diante os centrais. Na 2ª parte, destaque para a saída de bola que mostra uma imagem de marca deste FC Porto. Bola para Sérgio Oliveira e grande parte da equipa (incluindo Pepe) sobem para junto da área contrária com o objetivo de o central ganhar a bola e criar perigo. Os minutos finais significaram um 4-4-2 com a entrada de Marega e Toni Martínez. Diogo Leite também entrou e formou um esquema de três centrais face à última investida ofensiva do CD Nacional.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (8)

Zaidu (4)

Pepe (6)

Mbemba (5)

Manafá (5)

Grujic(5)

Uribe (6)

Sérgio Oliveira (7)

Tecatito Corona (6)

Taremi (8)

Luis Díaz (5)

SUBS UTILIZADOS

Romário Baró (6)

Toni Martínez (6)

Marega (6)

Nanú (6)

Diogo Leite (-)

João Castro

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