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Chegam ao fim duas angustiantes semanas de espera para aquele que pode muito bem ser o jogo do título. Dos empates registados na última ronda por cada um dos candidatos não se pode propriamente dizer que ambos tenham conquistado um ponto ou perdido dois. Aqui, entra a primeira indefinição subjacente a este clássico. Qual dos dois perdeu dois pontos e qual dos dois ganhou um? A resposta não parece nada difícil e está fácil de ver que a divisão de pontos ante Paços de Ferreira e V. Setúbal caiu bem melhor nas hostes encarnadas do que no Dragão.

É, por isso, interessante perceber quem entrará em campo com maior força mental para fazer esquecer esse último percalço e, por outro lado, de que forma esse mesmo percalço terá consequências visíveis nesta partida. Nuno Espírito Santo já alertou, na antevisão, que só um forte controlo emocional por parte dos seus jogadores poderá trazer os dividendos que tanto querem(os).

A força mental será decisiva no clássico Fonte: Porta 19
A força mental será decisiva no clássico
Fonte: Porta 19

Aspeto importante a ter em conta é, também, o desgaste acumulado que esta “paragem” provocou nos atletas de ambas as equipas. O Benfica foi quem cedeu mais jogadores às respetivas seleções, contudo é o FC Porto que os recebe mais desgastados. Nesse particular, a lateral direita dos azuis e brancos concentra todas as atenções. Layún e Maxi Pereira, por exemplo, chegam sem lesões, mas ambos com 180 minutos nas pernas, fruto de dois jogos completos ao serviço dos respetivos países. Aí, poderá entrar o aspeto mental, mas até nesse particular este clássico encerra uma indefinição: Layún venceu os dois jogos pelo México e Maxi perdeu-os ao serviço do Uruguai. Por esse prisma, a alta motivação da locomotiva de Córdoba parece ser um ponto favorável para lhe entregar a titularidade.

Foto de Capa: Alberto Fernandes

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