O FC Porto entrou com o pé direito na edição 2020/2021 da Taça de Portugal. Para além da vitória frente ao GD Fabril, outro motivo de destaque foi que os jogadores do plantel portista que ainda não tinham minutos tiveram a sua estreia de azul e branco. Contudo, houve uma exceção. Cláudio Ramos é, neste momento, e a par de jogadores que estão a recuperar de lesão como Marcano, o único jogador que ainda não foi utilizado esta época. Como os jogadores lesionados não podem jogar seja de que forma for, Cláudio Ramos é, até agora, a exceção no meio dos utilizados, sendo que quando somar o primeiro minuto será também a estreia de azul e branco.

Se calhar muitos se questionam, mas creio que não é motivo de preocupação esta ausência de minutos de Cláudio Ramos. Em primeiro lugar porque se trata de um guarda-redes que é uma posição ocupada por um único jogador e tem sempre uma hierarquia bem definida para o campeonato e para as taças. Em segundo lugar existe um Marchesín que é intocável e aquele que é visto como o sucessor de Vítor Baía: Diogo Costa. O normal será o campeonato ficar para o guardião argentino e a Taça de Portugal para o jovem da formação portista. A preocupação apenas deverá surgir se Cláudio Ramos não for utilizado na Taça da Liga e isso leva-nos a questionar se a sua contratação foi mesmo a pensar num reforço ou em mais uma oportunidade de negócio a pensar numa mão cheia de nada…

 Cláudio Ramos não é um guarda-redes qualquer, é internacional A por Portugal e foi durante vários anos a principal figura do CD Tondela. Defendia tudo e mais alguma coisa e nos jogos contra os grandes do futebol nacional mostrava-se sempre em grande plano. Já era um jogador para outras andanças há muito tempo. Na conferência de antevisão do encontro entre o CD Tondela e o FC Paços de Ferreira da época passada, Natxo González, técnico da equipa beirã na altura, afirmou ao Bola na Rede que o Cláudio Ramos era o melhor guarda-redes da Liga. Uma mostra de confiança de alguém que trabalhava muito de perto com o atual número 14 dos dragões.

No momento atual e numa comparação direta com Diogo Costa, creio que Cláudio Ramos não fica atrás do internacional sub-21 português. Chega para ser titular? Não, porque há um internacional argentino com qualidade à frente, mas tem capacidade para somar muitos minutos ao longo da época. Se chegarmos ao fim da época e não virmos alguns jogos nas pernas de Cláudio Ramos (exceto por questões físicas), então é mais um fator preocupante para a gestão portista nos últimos anos. A Taça da Liga tem de ser, pelo menos, o palco para o guarda-redes de 29 anos.

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