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Duas semanas após a rescisão do contrato que ligava Nuno Espírito Santo ao FC Porto foi finalmente apresentado o senhor que se segue no lugar de treinador dos azuis e brancos: Sérgio Conceição. Não sendo propriamente uma surpresa, esta foi uma opção que dividiu opiniões entre os adeptos do clube que, ao longo das últimas semanas, sempre foram fazendo notar que as suas preferências para substituir Nuno Espírito Santo eram outras, com Marco Silva à cabeça dessas mesmas preferências.

Em relação ao FC Porto 2017/18 pouco se poderá prever porque, como é sabido, são esperadas algumas saídas do plantel e, como tal, não se sabe que recursos humanos terá Sérgio Conceição ao seu dispor. Uma coisa é certa: à imagem de Conceição associa-se a intempestividade, a figura de um líder que tem no grito a forma de impor a sua lei dentro do balneário e na própria estrutura dos clubes.

Porém, foi essa mesma imagem que o novo treinador do FC Porto procurou desmistificar nas mais importantes declarações prestadas pelo mesmo aquando da cerimónia de apresentação como treinador dos azuis e brancos: “Isto de se ganhar no grito já não existe. Ter ambição e raça é importante, mas é preciso muito mais do que isso. É preciso inteligência e que os jogadores percebam o que o treinador quer.” Caso Sérgio Conceição consiga traduzir esta mensagem nos treinos e no futebol a praticar pela equipa que irá orientar então o FC Porto terá feito uma excelente aposta para o cargo porque o futebol atual está, efetivamente, já muito longe de ser jogado unicamente na base dos pressupostos defendidos por Nuno Espírito Santo na mais mediática conferência de imprensa realizada na última temporada futebolística.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto
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Pese embora as palavras de Conceição deem alguma esperança aos adeptos do FC Porto, não basta ao clube ter um bom treinador para conquistar títulos, já que um plantel com escassa qualidade individual dificilmente poderá competir com um SL Benfica de boa saúde financeira e organizacional. Soube-se na passada 6ª feira que o FC Porto será multado pela UEFA em 700 mil euros por incumprimento do fair play financeiro, valor esse que pode ascender a 2,2 milhões de euros caso as metas acordadas até 2020/21 não sejam cumpridas pelos azuis e brancos.

Assim sendo, o clube vê-se obrigado a reduzir os seus prejuízos, atualmente na ordem dos 58 milhões de euros, para 30 milhões no ano financeiro que termina em 2017, para 20 milhões em 2018, e finalmente para 10 milhões em 2019. Foi ainda acordado pelo FC Porto, para 2018 e 2019, uma redução do rácio entre despesas com pessoal e receitas, assim como ao nível dos custos financeiros. A somar às sanções monetárias o FC Porto não poderá, em 2017/18, inscrever os habituais 25 futebolistas nas competições internacionais, ficando este número limitado a 22 e a 23 na temporada 2018/19.

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