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A uma semana do Natal, presentes são pensados, idealizados e comprados; no Porto começam a ser dados os primeiros passos para um bom Natal em família.

Começando pela Liga

O Porto não fez um excelente jogo contra o Rio Ave nem está num patamar exibicional brutal, de todo; aquilo que critico mais nos adeptos de outros clubes é a ânsia de começar a achar que as equipas “digivoluiram” de um momento para o outro, e isso não faço. O Porto está fraco ainda, continua a depender em demasia de Danilo e Alex Sandro (os grandes desequilibradores desta equipa), mas pelo menos um outrora peão na equipa B começa a assumir-se no plantel principal do Porto – Carlos Eduardo, um falso 10, que provou numa excelente 2ª parte com o Braga ser uma opção para esta equipa.

O triângulo inverteu? É a pergunta cuja resposta todos os adeptos querem saber. Nunca antes no futebol português se falou tanto de tal figura geométrica; de repente, todos passámos a ser analistas técnico-tácticos de futebol, argumentando factos geométricos para explicar o insucesso do actual Futebol Clube do Porto. Aparentemente sim, inverteu (de 2-1 para 1-2). Fernando foi pivot defensivo e Lucho e Carlos Eduardo os médios interiores, com este segundo a assumir um papel de um falso 10, aparecendo no centro e nas alas com uma polivalência e técnica impressionantes, prometendo muito para esta equipa.

De realçar a ausência na convocatória de Quintero (sendo convocado para o jogo da B contra o Atlético), um elemento que neste “novo” sistema de jogo de Paulo Fonseca poderia lutar pelo lugar com Carlos Eduardo, neste momento assumidamente titular no Futebol Clube de Porto. Realço também a excelente entrada de Kelvin em campo, tendo tido uma entrada gradual no plantel (começou na B, tem sido convocado ultimamente e jogou cerca de 20 minutos contra o Rio Ave) e assumindo-se cada vez mais como uma hipótese (à frente de Ricardo, por exemplo, mas ainda atrás de Licá, que continua a merecer a confiança do treinador – presumo que deva treinar bem e esforçadamente…).

Jackson Martinez tem sido o grande artilheiro do Porto Fonte:Maisfutebol.iol.pt
Jackson Martinez tem sido o grande artilheiro do Porto
Fonte:Maisfutebol.iol.pt

Liga Europa

Entre vários pequenos tubarões da Europa, acaba por calhar ao Porto uma equipa acessível, de seu nome Eintracht Frankfurt. Esta equipa alemã é a actual 15ª classificada da Bundesliga, muito longe do valor das principais equipas alemãs (este ano já perdeu fora por 6-1 com Hertha de Berlim para a Bundesliga e por 4-1 com o Maccabi Tel Aviv), tendo até ao momento oito derrotas, cinco empates e apenas três vitórias na principal liga de futebol alemã.

A primeira mão joga-se no Dragão e talvez seja essa a única desvantagem para este Porto, que é, a meu ver, a par de Benfica, Juventus, Nápoles e Tottenham, um dos favoritos para sair de Turim com o troféu. De salientar ainda que, ao passar estes dezasseisavos de final, o Porto irá apanhar o vencedor do jogo entre Nápoles e Swansea City, sendo que para muitos a equipa italiana é a grande favorita a vencer a Liga Europa (não esquecer que Nápoles fez doze pontos na fase de grupos da Champions e mesmo assim não passou) e a grande fava que poderia calhar às equipas portuguesas.

 

A passagem de ano não chega depois do Natal

Depois do Natal há Sporting-Porto, todos sabemos. Eu sou um apologista de que esta competição está claramente a mais no panorama nacional de futebol, daí querer uma equipa constituída por jogadores menos regulares no Porto contra um Sporting que aparenta ser grande mas que está a competir unicamente em duas frentes.

Não vai acontecer, mas gostava de ver finalmente Ghilas a jogar mais de 10 minutos, Kelvin a ter uma oportunidade clara de mostrar o seu valor, de ver Quintero a poder finalmente provar o seu talento, e até, quem sabe, de ver Reyes a marcar Montero.

Para a semana irei falar dos presentes que o Porto irá receber, assim como dos presentes que vai (ou devia) vender ou emprestar a outros clubes. Até lá, esperar que no fim-de-semana se cante no estádio do Dragão “A todos um bom Natal”, com uma boa exibição para adeptos que não estão de todo habituados a derrotas nem empates – se possível com triângulo 1-2 com Fernando, Lucho e Carlos Eduardo, e com Kelvin em vez de Licá.

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“Lisboa tem mais encanto pintada de azul branco”, o lema de qualquer portista de Lisboa que se preze. Em 22 anos, não me cansei de festejar. Com o Dragão longe mas sempre no coração, é demasiado fácil ser campeão.                                                                                                                                                 O Telmo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.