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A CRÓNICA: DO MEIO NASCE A VIRTUDE

O FC Porto recebeu e venceu o AC Milan por 1-0, num jogo marcado pela grande prestação do meio campo azul e branco, e por (mais uma) exibição fantástica de Luis Díaz. A criatividade e eficácia do extremo colombiano contrastou com a falta de fantasia dos rossoneri.

Com este resultado, o FC Porto faz esquecer o resultado pesado da última jornada diante o Liverpool FC.

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Início de nervos no Dragão. O amarelo madrugador de Sérgio Oliveira encolheu e receou o FC Porto num período inicial – que viu o AC Milan ter mais posse -, porém, os dragões paulatinamente coletaram o domínio da partida e dispuseram das principais oportunidades para fazer golo.

Taremi, Otávio e Díaz foram os responsáveis pelos principais sustos e momentos de perigo no último terço. Contudo, a dupla do meio campo – Matheus Uribe e Sérgio Oliveira – esteve a um nível altíssimo, funcionando como o coração da equipa.

No momento com bola (sempre conscientes do que fazer estrategicamente), mas principalmente sem ela – no momento da transição defensiva e da recuperação – Uribe e Oliveira estiveram impecáveis.

O papel de Mehdi Taremi no momento defensivo também se revelou essencial, que o diga Luiz Díaz. Após uma recuperação de Taremi, o colombiano galgou uns metros e atirou uma bomba que fez as bancadas e, principalmente, o poste tremer.

Do lado de Milão, a turma de Pioli acabou engolida taticamente, e exceptuando algumas saídas interessantes na primeira fase de construção, pouco perigo conseguiu provocar na baliza de Diogo Costa. Destaque evidente para a ginga de Rafael Leão e a referência Giroud – sempre à espreita do golo.

Tudo a zeros ao intervalo, com culpas para a falta de eficácia azul e branca, com Taremi em noite de bruxedo – sete remates, todos desenquadrados.

Taremi foi quem mais rematou do lado portista
Fonte: Diogo Cardoso/ BnR

À saída dos balneários a toada permaneceu igual. FC Porto por cima, e Taremi a falhar. Apesar disso, a asfixiante forma de defender atirou os dragões para cima dos italianos e, ao minuto 65 – após domínio soberbo de Taremi -, Luiz Díaz aproveitou as sobras para atirar para o primeiro da noite. Justiça feita no marcador.

Até ao final, o ímpeto rossoneri não foi suficiente, e o FC Porto acaba por arrecadar o primeiro triunfo nesta edição da Liga dos Campeões. Do outro lado, a equipa do AC Milan acaba por realizar o primeiro jogo sem marcar qualquer golo – dado conducente com a falta de fantasia da equipa – e soma a terceira derrota na Liga dos Campeões.

A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Luiz Díaz – Que época estrondosa. O internacional colombiano está insansiável, e voltou a ser a figura de destaque do lado azul e branco. Nota também para o seu compatriota Matheus Uribe que encheu o meio campo e revelou-se, também ele, decisivo na vitória portista.

 

O FORA DE JOGO

Pioli – Já se sabia que o FC Porto tem uma versão «diferente» quando chega a Champions League, mas Pioli tem culpas na forma como não conseguiu conter o ímpeto azul e branco. A escassez de soluções foi de tal ordem, que somente após o golo a equipa italiana conseguiu colocar “em sentido” a defensiva portista, e, mesmo assim, sem colocar grandes sustos a Diogo Costa.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

De volta ao 4-4-2 clássico. Assim apresentou-se o FC Porto, com uma demonstração de perícia tática e estratégica de Sérgio Conceição. Com Taremi mais recuado – como vem sendo habitual –  a turma portista acionou o momento de pressionar o adversário de forma sublime.

Taremi pressionava o pivot – Tonali ou Bennacer – e o resto funcionava quase de forma automática.

No momento com bola, Sérgio Conceição procurou ser rápido em construção e bastante vertical, com Díaz a procurar muito a bola nas costas e Otávio a servir como referência na construção.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

João Mário (6)

Pepe (6)

Mbemba (6)

Wendell (6)

Matheus Uribe (8)

Sérgio Oliveira (7)

Otávio (7)

Luis Díaz (8)

Evanilson (5)

Mehdi Taremi (6)

SUBS UTILIZADOS

Zaidu (6)

Grujic (-)

Toni Martínez ( )

Vitinha (6)

Corona (6)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – AC MILAN

A equipa orientada por Pioli alinhou em 4-2-3-1, que ia variando para um 4-3-3 no momento defensivo.

Tonali foi servindo como referência no meio campo italiano, aproximando-se dos centrais e criando superioridade perante a pressão portista. O objetivo passava por fazer a ligação defesa – meio-campo, ainda que a pressão do FC Porto tenha tornado a tarefa dos rossoneri muito complicada.

Ofensivamente, Rafael Leão – quase sempre colado à linha – era o principal artista, porém, quando em apuros, a equipa procurava servir muito Giroud – e mais tarde Zlatan.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ciprian Tatarusanu (6)

Davide Calabria (6)

Fodé Ballo-Touré (6)

Fikayo Tomori (6)

Simon Kjaer (6)

Ismael Bennacer (5)

Sandro Tonali (6)

Alexis Saelemaekers (5)

Rade Krunic (4)

Rafael Leão (6)

Olivier Giroud (6)

SUBS UTILIZADOS

Pierre Kalulu (6)

Alessio Romagnoli (6)

Zlatan Ibrahimovic (5)

Maldini (-)

Bakayoko (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Não foi possível realizar quaisquer questões ao míster Sérgio Conceição.

AC Milan

Não foi possível realizar quaisquer perguntas a Stefano Pioli.

Artigo revisto por Joana Mendes

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