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O FC Porto venceu o CD Tondela por 1-0, em jogo a contar para a sexta jornada da liga. Tiquinho Soares saiu do banco e precisou de 20 minutos para desbloquear um empate que parecia estar bem atado. Dragão disse presente, depois do empate das águias na noite de ontem, em Chaves.

Em dia de comemoração do 125.º aniversário, a possibilidade de regressar ao topo da tabela era a cereja no topo do bolo e a prenda que todos os portistas esperavam. No onze inicial, uma novidade: Danilo. Depois da entrada direta para a titularidade no regresso da longa paragem por lesão, o internacional português não fez parte das contas de Sérgio Conceição para a noite de festa do clube. Em sentido contrário esteve Soares, que foi a novidade no banco azul e branco, também após regresso de cerca de dois meses de lesão. Do lado do CD Tondela, tudo igual ao encontro do fim-de-semana passado, na vitória frente ao Moreirense FC.

Com uma motivação extra vinda das bancadas, com os adeptos em apoio ininterrupto à equipa, o FC Porto obrigou Cláudio Ramos a uma grande defesa à passagem dos dez minutos. Ícaro aliviou a bola para a entrada da área, onde surgiu Brahimi que, com um remate potente, testou a atenção do guarda-redes do CD Tondela. Cerca de cinco minutos depois foi a vez de Marega colocar Cláudio Ramos à prova, naquilo que parecia ser um golo feito. Na bancada o grito já estava pronto a sair quando o maliano apareceu isolado frente à baliza, após passe de Herrera, mas o remate voltou a encontrar a mão de Ramos para o desvio para canto.

Por cima no encontro e sem permitir que o adversário importunasse verdadeiramente Iker Casillas, o FC Porto ia lançando o ataque na procura pelo desequilíbrio de Marega e criando algumas oportunidades. Mas os verdadeiros lances de perigo estavam reservados para a reta final da primeira parte. Primeiro, à passagem do minuto 40, Marega atirou a rasar o poste, após passe de Brahimi. Dois minutos depois, foi Aboubakar quem falhou na cara do golo: Otávio isolou Marega e o maliano, já junto à linha final, picou sobre Cláudio Ramos servindo Aboubakar, que não conseguiu a emenda. Alex Telles também esteve perto de inaugurar o marcador na conversão de um pontapé livre frontal, aos 45’, que saiu ligeiramente ao lado e, ainda antes do apito para intervalo, foi a vez do poste negar o primeiro do encontro a Sérgio Oliveira, que de cabeça teve a pontaria demasiado afinada.

Ao intervalo, o marcador no Dragão assinalava a igualdade a zero
Fonte: Bola na Rede

Com mais domínio mas com dificuldade em ultrapassar a defesa da formação às ordens de Pepa, os azuis e brancos entraram no segundo tempo com dificuldades em encontrar o caminho para a baliza adversária. Ao minuto 54 a bola chegou à área, mas Marega atirou à figura de Cláudio Ramos. Recém-entrado na partida, Corona, ainda antes dos 60’, conseguiu abrir espaço na direita do ataque e cruzou para Aboubakar que, depois de saltar mais alto do que os centrais do CD Tondela, atirou também ao ferro, desta feita à trave.

A solução para desbloquear o impasse saiu do banco aos 63’, mas precisou de 20 minutos para furar a defensiva adversária. Já com o nervosismo a tomar conta de adeptos e jogadores, com a bola a não encontrar o caminho para o fundo das redes, Tiquinho Soares apareceu para abrir o laço da vitória, a prenda da noite. O lance foi de insistência azul e branca, com Cláudio Ramos a não segurar o primeiro remate de Brahimi e Soares a aparecer para atirar para o 1-0. Nas bancadas, com 40.011 vozes em uníssono, saudou-se o avançado brasileiro.

O FC Porto aproveitou assim o empate do SL Benfica ontem, na deslocação a Chaves, e voltou a ocupar a liderança da tabela, à condição, à espera do que vai fazer o Sporting de Braga. Para trás já estão águias e leões.

Onze inicial FC Porto: Casillas, Maxi (Hernâni, 80’), Éder Militão, Felipe, Alex Telles, Herrera, Sérgio Oliveira (Corona, 59’), Otávio, Brahimi, Marega e Aboubakar (Tiquinho Soares, 63’)

Onze inicial CD Tondela: Cláudio Ramos, David Bruno, Ricardo Costa, Ícaro, Joãozinho, Bruno Monteiro, Hélder Tavares, Peña (Chicho, 86’), Murillo, Tomané e António Xavier (Delgado, 60’)

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