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Exibição fraca (mais uma), muito fraca mesmo, do FC Porto. Jogo pálido de princípio ao fim. Primeira parte má, segunda parte sofrível.

Mas comecemos pelo princípio. O Porto fez alinhar, na partida de hoje, a sua equipa de “gala”, com a exceção da troca de Miguel Layun por Maxi Pereira. O Porto entrava, então, em palco no já habitual 4x1x3x2 com Casillas na baliza, o quarteto defensivo comporto por Telles, Marcano, Felipe e Maxi, secundados pelo pivot defensivo Danilo. No apoio à dupla Jota/André Silva jogaram, também, os três do costume: Otávio sobre a esquerda, Herrera mais à direita e Oliver como maestro. Era, portanto, a equipa tipo do Porto que ia atacar o campeão belga. O Brugge apareceu no Dragão num 4x4x2 clássico, ao contrário do que havia sucedido no jogo da primeira volta no qual Michell Preud’Homme havia apostado numa estrutura com três defesas centrais.

No primeiro tempo o Porto foi dono e senhor do jogo. Controlou a posse de bola (ao intervalo era de 60% para o Porto e 40% para o Brugge) mas faltou velocidade e largura. O jogo começou muito disputado a meio campo com as equipas, como se costuma dizer, a estudarem-se uma à outra. No entanto, à medida que o tempo ia correndo o Porto começava a crescer e a instalar-se no meio campo adversário, sem nunca, apesar de tudo, ter tido a lucidez suficiente para materializar a posse em oportunidades. Aliás, nesse particular Porto e Brugge equivaleram-se, com uma oportunidade pra cada lado: aos 25 minutos Wesley desvia dentro de área um cruzamento para intervenção de Casillas e aos 34 o Porto respondeu por Alex Telles num livre lateral que acaba por não ser desviado e embate na barra, sendo que o Guarda-Redes belga defendeu, de seguida, a recarga de Danilo. Parecia, então, que se compunha o cenário perfeito para uma igualdade a zero ao intervalo que, diga-se, apesar do domínio portista, seria um resultado justo. Todavia, a 8 minutos dos 45, canto, igualmente batido por Alex Telles, e cabeceamento do jovem talismã André Silva que depois de sofrer um desvio num adversário só parou no fundo das redes da baliza belga, à guarda de Butelle. O Porto era, assim, salvo por André Silvas mas as bancadas do Dragão desconfiavam e tinham razões para isso.

No reatar da partida o Porto entrou irreconhecível. Entregou a bola ao Brugge e esperou pelo apito final. E podia ter-se dado muito mal. Para se ter uma ideia, a posse de bola no fim do jogo já era de 50/50, o que ilustra bem aquilo que se passou na segunda metade: Porto metido no seu meio campo a tentar suster as investidas do Club Brugge, tentando apenas sair através de bolas bombeadas para a velocidade da dupla atacante. A toada de jogo mantinha-se e só as substituições de Herrera e Diogo Jota para as entradas de Rúben Neves e Corona (a primeira aos 62 minutos e a segunda aos 70) estancaram por alguns instantes o jogo belga e conferiram ao FC Porto alguma clarividência. Mas foi sol de pouca dura. Nos 10 minutos finais o Porto voltou a recuar e o Estádio do Dragão só voltou a descansar depois do apito final do senhor Angel Rodriguez, árbitro espanhol que apitou a partida. Foram 45 minutos medíocres do Porto que, para quem não acompanha o fenómeno do futebol, devem levar à seguinte questão: Afinal qual é o clube grande, de dimensão europeia e que conta com 7 títulos a nível internacional no seu palmarés? O FC Porto ou o Club Brugge? Sim, é o Futebol Clube do Porto mas a julgar por este jogo não parecia.

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Em suma, foi mais um jogo pobre do FC Porto e um ensaio falhado para o (fundamental) jogo de Domingo. O Porto usou e abusou do jogo direto (começa a tornar-se um vício) e voltou a não ter largura no seu jogo, já que joga sem extremos e os laterais não têm sido suficientes para criar mossa pelos corredores. Há, portanto, muito para Nuno e a sua equipa técnica pensarem e trabalharem no sentido de melhorar a qualidade de jogo da equipa. Domingo há jogo grande, jogo no qual o a equipa do Porto terá forçosamente de se apresentar a um nível muito mais elevado sob pena de ver o Benfica (que também fez uma exibição pálida no dia de ontem) alargar a distância entre ambos. Exige-se mais, muito mais.

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Fervoroso adepto do futebol que é, desde o berço, a sua grande paixão. Seja no ecrã de um computador a jogar Football Manager, num sintético a jogar com amigos ou, outrora, como praticante federado ou nos fins-de-semana passados no sofá a ver a Sporttv, anda sempre de braço dado com o desporto rei. Adepto e sócio do FC Porto e presença assídua no Estádio do Dragão. Lá fora sofre, desde tenra idade, pelo FC Barcelona. Guarda, ainda, um carinho muito especial pela Académica de Coimbra, clube do seu pai e da sua terra natal. De entre outros gostos destacam-se o fantástico campeonato norte-americano de basquetebol (NBA) e o circuito mundial de ténis, desporto do qual chegou, também, a ser praticante.                                                                                                                                                 O Bernardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.