FC Porto 1-0 SC Braga: No construir é que está o ganho

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Num Estádio do Dragão com uma moldura humana aquém daquilo que seria expectável,  decorreu o FC Porto vs SC Braga, jogo a contar para a 12ª Jornada da Liga NOS 2016/17. Do lado do FC Porto entrou em campo o onze teoricamente mais forte (ainda que seja discutível a opção entre Danilo Pereira e Ruben Neves, tendo em conta o que cada um dos futebolistas pode oferecer à equipa na fase inicial de criação) e, do lado do SC Braga, desta feita, José Peseiro optou por uma dupla de ataque menos móvel, composta por Stojiljkovic e Hassan, tendo Rui Fonte sido relegado para o banco de suplentes. Destaque ainda, na equipa do SC Braga, para a titularidade de Xeka, futebolista que, em comparação com Mauro (ausente do jogo por lesão), oferece à equipa uma maior projeção ofensiva.

Após uns primeiros dez minutos de jogo marcadamente “mornos”, a primeira jogada de verdadeiro perigo surge aos vinte minutos, com André Silva a receber a bola de Otávio, a assistir Diogo Jota a partir da esquerda, e com o avançado o FC Porto a falhar o golo perante a baliza deserta do SC Braga. Pouco depois, aos 27 minutos, Marafona protagoniza uma deficiente reposição da bola em jogo deixando Óliver Torres isolado frente ao mesmo. Contudo, o médio espanhol não aproveitou a oportunidade, tendo acabado por rematar fraco e ao lado da baliza à guarda do português. Aos 29, minutos nova jogada de perigo para o FC Porto, com Corona a isolar André Silva que rematou para boa defesa de Marafona (que encurtou significativamente o espaço disponível para o remate do avançado do FC Porto); na recarga Maxi Pereira rematou para o alívio de Baiano.

Nesta fase do jogo, o FC Porto, fruto de um forte trabalho de transição defensiva, encontrava-se claramente por cima e, aos 34 minutos, Óliver faz um grande passe de rutura a isolar André Silva que, na cara de Marafona, é derrubado por Artur Jorge. Carlos Xistra não teve dúvidas e apontou para a marca de grande penalidade, dando ordem de expulsão ao futebolista do SC Braga. Porém, na marcação do penálti, André Silva não conseguiu bater Marafona, especialista nessa matéria, tendo permitido uma boa defesa para canto ao guarda-redes português.

O jogo continuava a dar apenas FC Porto e, aos 39 minutos, Óliver Torres faz um excelente cruzamento a partir da esquerda que encontra André Silva na área. O jovem avançado português cabeceou de cima para baixo permitindo nova defesa de Marafona.

O final da primeira parte fica marcado pela opção conservadora de José Peseiro que, para reequilibrar o setor defensivo, optou por substituir Stojiljković por Rosić. Do lado do FC Porto, Otávio saiu lesionado e deu o seu lugar ao criativo argelino Yacine Brahimi. A primeira parte do jogo não terminaria sem nova jogada de perigo para o FC Porto: cruzamento de Layún a partir da direita com Danilo a cabecear ao poste; na recarga, nova oportunidade para o médio português que acabou por “entregar” a bola sem dificuldades para Marafona.

Francisco Sampaio
Francisco Sampaiohttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde a segunda infância, Francisco Sampaio tem no FC Porto, desde esse período, o seu clube do coração. Apesar de, durante os 90 minutos, torcer fervorosamente pelo seu clube, procura manter algum distanciamento na apreciação ao seu desempenho. Autodidata em matérias futebolísticas, tem vindo recentemente a desenvolver um interesse particular pela análise tática do jogo. Na idade adulta descobriu a sua segunda paixão, o ténis, modalidade que pratica de forma amadora desde 2014.                                                                                                                                                 O Francisco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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