Os segundos 45 minutos ficaram marcados por um domínio total do jogo pelo FC Porto, que foi acumulando oportunidades desperdiçadas de golo. Logo aos 47 minutos Brahimi protagoniza uma jogada individual pela esquerda que resulta num remate perigoso para a baliza do SC Braga. Aos 55 minutos Maxi Pereira cruzou para a área e Diogo Jota acabou por introduzir a bola no fundo da baliza à guarda de Marafona; porém, o lance já havia sido interrompido por falta do português sobre Baiano.

O FC Porto continuava a carregar e, aos 57 minutos, Óliver Torres faz um grande passe para Corona que, a partir da direita, cruza para André Silva. Sozinho frente a Marafona, rematou por cima da baliza. Esta era uma fase do jogo em que José Peseiro, claramente, apostava em reforçar o setor defensivo e na transição ofensiva para criar problemas à equipa do FC Porto, com Wilson Eduardo a dar o seu lugar a Djavan e Rui Fonte a entrar para o lugar de Hassan.

Entretanto, Marafona continuava o seu festival, tendo realizado duas boas defesas consecutivas a remates de Diogo Jota e de Brahimi. Nuno Espírito Santo abdicava do seu sistema tático habitual e colocava a equipa a jogar apenas com três defesas após as entradas de Rui Pedro e Héctor Herrera para os lugares de Óliver Torres e Miguel Layún, aos 74 minutos de jogo.

Pouco depois, Marafona voltou a protagonizar uma grande defesa a remate de Maxi Pereira, após uma excelente iniciativa individual de Brahimi na esquerda. Aos 78 minutos, e novamente com os mesmos protagonistas na jogada, Marafona fez bem a mancha a Brahimi e impediu que o argelino assistisse Rui Pedro para o golo.

A resistência do SC Braga parecia para vez mais frágil e, aos 88 minutos, o remate de Diogo Jota vai parar aos pés de Herrera que, isolado frente a Marafona, remata para golo. Porém, a jogada já havia sido anulada por fora de jogo assinalado ao mexicano. Já dentro dos sete minutos de compensação dados por Carlos Xistra, aos 93 minutos de jogo, Brahimi marcou um livre direto perigoso, levando a bola a passar ligeiramente por cima da baliza à guarda de Marafona.

Foi aos 94 minutos de jogo que o FC Porto conseguiu, finalmente, quebrar a resistência do SC Braga e marcar o golo com o qual a equipa haveria de vencer o jogo. Diogo Jota, de costas para a baliza, realizou um fabuloso passe de rutura e o jovem Rui Pedro, frente a frente com Marafona, teve a frieza para colocar a bola no fundo da baliza, dando assim os três pontos ao FC Porto.

A equipa portista, desta feita, não se precipitou em tentativas vãs de esticar o jogo na frente e optou por colocar um maior foco na construção. Mesmo nos momentos finais do jogo, a equipa soube manter a calma e continuar a procurar chegar junto da baliza do SC Braga por via de um futebol mais apoiado. Ainda que seja incompreensível a retirada de Óliver Torres do jogo quando este estava a ser o melhor jogador da equipa, importa dar mérito a Nuno Espírito Santo pela opção de levar a jogo Rui Pedro em detrimento de Depoitre (que neste jogo ficou na bancada), permitindo que a equipa não se precipitasse em busca de um futebol direto que, tal como tem ficado claro nos últimos jogos, em nada favorece o FC Porto e os seus futebolistas. Este é um caso em que pode, apropriadamente, dizer-se: no construir é que está o ganho!

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