FC Porto 2-0 Bayer 04 Leverkusen: Mesmo com VAR, V foi de Vingança

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A CRÓNICA: MESMO COM GOLO ANULADO PELO VAR, OS AZUIS E BRANCOS CONQUISTAM PRIMEIRA VITÓRIA

O Futebol Clube do Porto estava sem vencer nesta edição da Liga dos Campeões, perdendo com o Club Atlético de Madrid e o Club Brugge KV.

Hoje, tinham uma oportunidade de ouro de pontuar, frente a uma equipa que na última vez que visitou o Estádio do Dragão venceu por 3-1, deixando os azuis e brancos sedentos de vingança.

Apesar de um início repartido, o plano de vingança parecia ir por água a baixo, pois, no minuto 16, os alemães inauguraram o marcador. Para infortúnio dos forasteiros, o VAR considerou haver falta no lance que originou o golo e foi consequentemente anulado.

Quem ameaçou primeiro foi Hudson-Odoi, porém, no cair da primeira parte, após uma excelente jogada coletiva, Mehdi Taremi recebeu a bola e apontou o golo de abertura. Ou pelo menos, até ao Var intervir novamente, desta vez, de maneira surpreendente a anular o golo para assinalar grande penalidade a favor dos forasteiros.

Era de esperar que através da grande penalidade fosse surgir o primeiro golo, contudo, numa desforra entre Patrik Schick e Diogo Costa (Chéquia-Portugal), o guardião português voltou a prevalecer com uma defesa que fez explodir o Estádio de excitação.

Já no minuto 69, vimos o que foi uma das melhores jogadas coletivas do FC Porto de Sérgio Conceição. A bola partiu da defesa, atravessou o meio-campo de pé para pé e acabou na ala até que Mehdi Taremi efetuou um cruzamento para as coordenadas de Zaidu e, tal como fez na Luz, decidiu com um golo indefensável.

Se uma substituição havia provado vital para a vitória no primeiro golo, outra não quis ficar aquém. Após o golo de Zaidu, foi a vez de Galeno brilhar, ao receber um passe de rotura de Taremi (segunda assistência da noite), fazendo assim o 2-0 para a vitória e os primeiros três pontos da edição.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Diogo Costa – O guardião não só brilhou como segurou a equipa quando mais precisou dele. Manteve a baliza inviolável ao alcançar a clean sheet, concretizou seis defesas, sendo uma delas grande penalidade, evitando um golo na chegada do intervalo, que certamente iria dar muitos problemas à equipa.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Patrick Schick – O ponta de lança desiludiu a equipa, muito pelo contrário de Diogo Costa. A presença do checo provou-se nula em campo, sem conseguir ameaçar a baliza com as oportunidades que teve, especialmente ao falhar uma grande penalidade que colocaria a equipa a vencer ao intervalo.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A equipa da casa alinhou no mesmo 4-4-2, apostando na utilização de João Mário em vez de Rodrigo Conceição na direita. O resto do 11 foi idêntico ao utilizando no último encontro com o Braga.

Com bola, ou seja, no processo de construção, os dragões deixavam a dupla de centrais mais próxima do corredor central, apostando na largura promovida através de Wendell e João Mário. Uribe ou Eustáquio também apostavam em papéis ligeiramente mais ofensivos. Apesar de parecer arriscado em termos defensivos, esse risco permitia ao Porto controlar melhor o meio-campo, ajudando na pressão e a fechar jogadores como Diaby e Hudson-Odoi.

A entrada de Otávio ao intervalo por Bruno Costa permitiu à equipa controlar mais as linhas. Tinham mais velocidade, mais criatividade e claro, mais oportunidades surgiram.

Poucos minutos depois, João Mário e Wendell deram lugar a Zaidu e Galeno, sendo que Galeno passou a ocupar o lugar de Pepê e este a atuar como lateral direito.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (8)

João Mário (6)

Pepe (6)

David Carmo (5)

Wendell (6)

Bruno Costa (5)

Uribe (6)

Eustáquio (6)

Pepê (7)

Taremi (7)

Evanilson (6)

SUBS UTILIZADOS

Otávio (6)

Zaidu (7)

Galeno (7)

Toni Martinez (-)

Grujic (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BAYER 04 LEVERKUSEN

O Bayer alinhou num sistema de 4-2-3-1, fazendo algumas mudanças comparado com o 11 utilizado na derrota frente ao Bayern Munique. Em vez de colocar Diaby na esquerda, Gerardo optou por ver o extremo na direita, colocando Frimpong como lateral direito, Hudson-Odio como extremo direito e a jovem promessa de 20 anos, Adam Hlozek  no centro do corredor como médio ofensivo.

Na segunda parte, a equipa demorou a adaptar-se à estratégia de Sérgio Conceição, perdendo bastante a reagir e consequentemente as transições defensivas ficaram muito aquém do trabalho na primeira parte.

As substituições da parte do treinador, implementadas apenas no minuto 72 (após sofrer o golo), provaram ser tarde demais para a equipa dar uma reação.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hradecky (6)

Frimpong (5)

Tah (6)

Tapsoba (6)

Hincaple (5)

Andrich (5)

Aránguiz (6)

Hlozek (6)

Diaby (6)

Hudson-Odoi (6)

Schick (5)

SUBS UTILIZADOS

Demirbay (-)

Adli (-)

Amiri (-)

Fosu-Mensah (-)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA:

 

Bayer 04 Leverkusen

Não foi possível fazer pergunta ao treinador Gerardo Seoane.

 

FC Porto

BnR: Considera que a defesa de Diogo Costa da grande penalidade antes do intervalo acaba por ser decisiva para o jogo sendo que acaba por, pode desmoralizar um pouco o seu adversário ou mesmo moralizar a sua equipa?

Sérgio Conceição: Não, ele está lá para isso. É difícil defender um penálti, claro que sim, fazer o golo é mais difícil. Não é difícil perceber que é o melhor guarda-redes português da atualidade. Não é preciso estarmos aqui a elogiar, se olharmos para o golo do Zaidu ele foi tão ou mais importante, o Diogo está habituado a isto, o Zaidu aparecer naquela zona é que não. É aquilo que é preciso, os laterais têm de ser alas, os alas têm de ser avançados centro, como o Galeno fez aquele golo a aparecer de fora para dentro. São situações que são trabalhadas, que são pedidas aos jogadores. O Diogo fez uma intervenção que eu acredito que seja uma intervenção importante porque se formos ver a situação e entramos a perder no intervalo, obviamente que era diferente, não há dúvida absolutamente nenhuma.

Marcos Brea
Marcos Breahttp://www.bolanarede.pt
O Marcos é licenciado em Comunicação e Jornalismo. O objetivo de carreira é tornar-se num jornalista desportivo, mas no fundo é um amante de desporto e acima de tudo alguém que procura partilhar a verdade desportiva, a sua opinião e criar interesse nas pessoas para verem modalidades novas.

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