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O F. C. Porto cumpriu a sua obrigação e ganhou em casa ao Maccabi Tel Aviv, num jogo em que o resultado acaba por pecar por escasso, apesar de os Dragões terem jogado sem grande intensidade.

Lopetegui não fez mexidas em relação ao último jogo da liga portuguesa mas assim que Martins Indi ocupou o lugar do lesionado Maicon fez-se história na Liga dos Campeões: Rúben Neves com apenas 18 anos tornou-se no jogador mais jovem de sempre a envergar a braçadeira de capitão na competição, ascensão astronómica do craque português, que é dono de um posicionamento e colocação de bola invejável.

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Os adeptos portistas sentaram-se (sem contar com as claques) nas cadeiras como quem vai assistir a mais um episódio de uma série policial – um pouco de acção e história para encher o tempo no meio e, no fim, os maus são presos. Este sentimento pareceu igual ao dos jogadores nos primeiros 25/30 minutos. Um jogo de baixa rotação à espera do golo, mas este não aparece sem que alguém faça por isso e quando foi preciso o herói entrar Aboubakar assumiu o protagonismo.

Não esteve sozinho o avançado camaronês, o jogo reclamava mais protagonistas, que apareceram na figura de André André, Layún, Maxi e, principalmente, Brahimi. O extremo argelino parece uma enguia que rodopia no meio dos adversários, às vezes perde a noção do colectivo mas o que é certo é que se lhe sai bem o bailado faz muito perigo.

A bola circulou sempre à volta da defensiva dos israelitas, que pareciam frágeis. No entanto, a inércia portista era evidente, daí que houve oportunidades repartidas para ambas as equipas pois os Dragões também estavam macios na recuperação e no corte. Exemplo disso são os lances aos 13’, 16’ e 23’, em que os visitantes podiam ter inaugurado o marcador não fossem os centrais da casa e a fraca pontaria do Maccabi.

Do Porto apenas uns cantos e a ameaça sempre presente de que o golo poderia vir a qualquer altura… bastava que alguém acelerasse. Aos 37’ Layún acelerou e cruzou para um bom golo de Aboubakar, de cabeça – estava inaugurado o marcador e descansavam os adeptos, que após 30 minutos de enredo já estavam a ficar sem paciência. Aos 41’ Aboubakar arrastou meia defensiva consigo e isolou Brahimi que com categoria aumentou a vantagem para 2-0. O Porto atacava com poucos homens e mesmo assim em poucos passes o extremo esquerdo aparecia isolado na cara do guardião forasteiro.

Rúben Neves é o capitão mais novo de sempre da história da Liga dos Campeões Fonte: FC Porto
Rúben Neves é o capitão mais novo de sempre da história da Liga dos Campeões
Fonte: FC Porto

O Maccabi, adversário frágil, só conseguia criar perigo através da velocidade dos extremos e quando se aventurava no ataque consentia sempre o contra-ataque! O jogo podia ter acabado aqui pois a segunda parte trouxe pouca história.

No segundo tempo continuaram as dificuldades de posicionamento de Imbula (continua a precisar de “lições” de posicionamento) e uma certa inércia portista e o treinador basco só esperou 10 minutos para tirar o franco-belga e também Corona, que esteve mal nesta partida. Entraram Danilo, para a posição de médio defensivo (subia Rúben Neves no terreno), e Tello, para extremo direito, embora tivesse havido trocas de posição entre extremos ao longo da partida.

Os primeiros 15 minutos foram controlados pelo Porto mas a entrada de Rikan fez acordar os israelitas e, logo a seguir, os portugueses, já que depois de dois lances perigosos aos 64’ e 65’ do Maccabi o Porto enviou uma bola ao poste (67’) e no canto subsequente Martins Indi tem uma grande perdida na pequena área.

A segunda parte prosseguiu sem sobressaltos, sempre com a ideia de que o terceiro podia surgir num lance qualquer, até porque havia bons apontamentos dos protagonistas já nomeados e também com o esforço do “por vezes trapalhão” Tello.

Aos 84’ entrou Herrera para segurar o meio-campo e ainda houve tempo para uma defesa de Casillas aos 87’. Também era noite de bater recorde para o espanhol, uma vez que somou o seu 51ª jogo na liga milionária sem sofrer golos.

Foi com naturalidade e sem grandes sobressaltos que o Porto fez 7 pontos na fase de grupos. A equipa pareceu desconcentrada (talvez devido à paragem) mas fez o que lhe competia. Resta agora descansar e preparar o jogo difícil de Domingo frente ao Sporting de Braga.

A leste nada de novo, o Chelsea empatou frente ao Dínamo e veio confirmar que neste grupo vai haver luta até ao fim. A vitória no próximo jogo põe o Porto com um pé nos oitavos embora não garanta a passagem.

A Figura:

Aboubakar – Mereceu pelo que batalhou, pelo golo e pelo passe para golo. Fica uma menção honrosa também a Brahimi e Maxi, que mereciam a distinção.

O Fora-de-Jogo:

Corona – Inconsequente e trapalhão, procurou a finta e os caminhos mais dificeis. Entregou-se ao jogo mas estava desconcentrado.

Foto de Capa: FC Porto

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