eternamocidade

O FC Porto arrancou a ferros a vitória por 3-0 frente ao Moreirense, esta noite, no Estádio do Dragão. O resultado folgado dos dragões é enganador face às dificuldades que os portistas sentiram para derrubar a muralha montada por Miguel Leal.

No onze inicial confirmaram-se as expetativas: Lopetegui é um treinador que potencia a rotação no plantel, o que levou às entradas de José Angel, Quaresma e Adrián López para os lugares de Alex Sandro, Rúben Neves e Herrera. As alterações no onze do Dragão levaram a que o jogo portista se desenvolvesse maioritariamente pelas faixas, com Brahimi e Oliver Torres a funcionarem como âncoras no jogo ofensivo azul e branco. Do lado do Moreirense, as coisas não começaram bem; a lesão de Bolívia logo aos três minutos levou o treinador Miguel Leal a colocar o experiente Vítor Gomes em campo. Ainda assim, a mexida em termos concretos não alterou em nada a estratégia do Moreirense: uma equipa a procurar jogar sempre em ritmo baixo e a tentar, sempre que o árbitro Bruno Esteves assim o permitia, o anti-jogo. Durante o primeiro tempo, o FC Porto nunca conseguiu derrubar a muralha defensiva da equipa de Moreira de Cónegos: Danilo e José Angel não se incorporaram da melhor forma na combinação com os extremos, enquanto Quaresma e Adrián López eram inconsequentes nos desequilíbrios pelas alas. Nos primeiros quarenta e cinco minutos, poucos foram os lances de real perigo junto das balizas de Marafona e Fabiano, pelo que o nulo era mais do que justo face ao que se tinha visto no relvado do Dragão.

Anúncio Publicitário
1
No 1º golo portista, Brahimi confundiu a defensiva do Moreirense e ofereceu o golo a Oliver
Fonte: maisfutebol.iol.pt

No segundo tempo, tal como se esperava, tudo mudou: o FC Porto entrou muito mais forte, mais pragmático e mais pressionante perante um Moreirense que continuava a não criar perigo e apenas à espera de que os minutos passassem. Brahimi e Óliver Torres entraram muito mais no jogo ofensivo, enquanto Adrián e Quaresma começaram a criar desequilíbrios na defensiva contrária. Ainda assim, o forte balanceamento portista teimava em não ter efeitos práticos, pois Jackson Martinez continuava muito sozinho na área adversária. Aos 62 minutos, e quando o Dragão já dava sinais de alguma impaciência, finalmente o “autocarro” verde e branco se desmoronou: Brahimi serpenteou a defensiva contrária e encontrou Oliver, que se limitou a empurrar para o 1-0. A partir do primeiro tiro no porta-aviões de Moreira de Cónegos, tudo se tornou mais simples. O FC Porto encontrou muitos mais espaços na defensiva contrária, e por isso não foi de estranhar que a equipa portista chegasse a mais golos, com Jackson como protagonista em duas ocasiões. Na primeira tentativa, o colombiano aproveitou o lance de Oliver e o erro de Marafona para faturar; na segunda vez, e depois de Quintero falhar uma grande penalidade, o avançado aproveitou a assistência de Adrián para fechar em 3-0 uma vitória suada perante um Moreirense muito defensivo.

A Figura

Brahimi/Jackson Martínez – Num jogo como o de esta noite, era impossível não optar por duas figuras em vez de uma. O argelino e o colombiano foram sempre os mais expeditos no ataque à baliza de Marafona, revelando-se decisivos para a vitória portista, com Jackson inclusive a bisar na partida.

O Fora-de-Jogo

Casemiro – A excelente exibição frente ao Lille não fazia esperar um jogo tão pobre do brasileiro esta noite. Usou e abusou do passe longo e acabou por ser surpreendido algumas vezes pelos médios do Moreirense.