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Obrigado a uma resposta firme depois da frustração na Taça da Liga, o campeão nacional não perdeu tempo e começou a resolver as coisas cedo, evitando dissabores que a chuva, o frio e o estado do terreno poderiam trazer. Brahimi, Militão e Soares fizeram os golos, num jogo em que Óliver esqueceu o erro cometido frente ao Sporting CP com uma bela assistência. Manafá estreou-se com a azul e branca vestida, frente a um Belenenses SAD que não surpreendeu… porque jogou como sempre. Futebol agradável e positivo aquele pratica a equipa de Silas. Merecia sair do Dragão pelo menos com um festejo.

A chuva fez questão de dar uma enorme trégua assim que os artistas se preparavam para meter a bola a rolar e isso só poderia ser um bom sinal. Diminuiu a intensidade, mas fez questão de dizer sempre presente. Até por isso, o estado do relvado não aconselhava a grandes aventuras pela circulação de bola sobre o chão. Não estavam reunidas as condições para a fluidez de que Sérgio Conceição tanto gosta.

Quem também não estava para grandes paciências era Corona, que fez ver aos defensores do Belenenses SAD que o momento não era de trocar a bola de pé para pé. Pleno de oportunidade, lá estava o mexicano a interceptar um passe em zona privilegiada e a servir inteligentemente Brahimi com um passe atrasado para a zona de penálti. O argelino fez o que melhor sabe e atirou a contar. Durou cinco minutos a resistência dos lisboetas.

Soares, num par de ocasiões, ainda esteve perto de resolver o assunto antes do primeiro quarto de hora, mas para isso seria necessário calibrar a mira, tanto do cabeceamento como do pé direito. Do outro lado, a turma de Silas não abdicava da sua identidade, insistindo no futebol rendilhado, o que lhe ia valendo algumas perdas de bola em zonas sensíveis. Tinha, no entanto, razão o técnico visitante, já que foi numa dessas jogadas construída a um e dois toques que Licá esteve perto de cometer uma pequena traição. Acertou, porém, nas malhas laterais.

Óliver fez esquecer a final da Taça da Liga com uma assistência
Fonte: FC Porto

Eram os primeiros sinais de impaciência da plateia azul e branca que logo Éder Militão tratou de acalmar. Não só o central/lateral direito diga-se, mas toda a equipa, a começar por… Sérgio Conceição. Sim, porque o segundo golo dos dragões tem dedo da equipa técnica e demonstra muito trabalho de laboratório. Como? Simples. Um livre perto do meio campo foi batido de forma curta para Óliver Torres, que rapidamente despachou a bola para a esquerda onde estava Alex Telles a cruzar com a medida certa para a entrada de rompante de Militão. Tudo isto enquanto a chuva voltava a cair com força para dificultar ainda mais a tarefa dos jogadores. Corona e Diogo Viana, antes do descanso, ainda tentaram o golo, com belas iniciativas individuais. Os guarda redes, esses, estão lá para alguma coisa, não é assim?

Falando já da etapa complementar, foi pela primeira vez tempo – porque a oportunidade assim ditou – de lançar a velocidade de Marega nas costas da defesa, mas a bola travou tanto que no momento do remate o maliano já não teve a força necessária para bater Muriel que, diga-se, ainda fez uma boa defesa. Na resposta foi Henrique, de pé esquerdo e em zona frontal, a atirar rasteiro, bem perto do poste de Casillas.

Este FC Porto, já se sabe, não é equipa de fazer uma gestão passiva do jogo, pelo que o jogo não perdeu interesse em nenhum momento. Às investidas dos azuis e brancos, rapidamente respondia o Belenenses SAD com saídas rápidas a tentar aproveitar ainda uma ligeira desarticulação entre Felipe e Pepe.

Não obstante, seriam os dragões a dar a estocada final, num golo que ganha muita importância se atendermos a quem o construiu. Óliver tinha a medida certa na ponta da bota quando cruzou para o cabeceamento certeiro de Soares. Um castigo duro para os visitantes mas também uma prenda que o futebol devia ao número dez dos dragões. Só lhe faltou o golo, que esteve perto de aparecer em cima dos 90’, numa altura em que os portistas se iam recriando com a bola e acumulando oportunidades para desnivelar ainda mais o resultado.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

FC Porto: Casillas, Militão (Manafá, 80’), Pepe, Felipe, Alex Telles, Herrera, Óliver, Corona (Otávio, 72’), Brahimi, Marega e Soares (Fernando Andrade, 78’).

Belenenses SAD: Muriel, Eduardo (Matija, 78’), Sasso, Licá (Kikas, 82’), Dálcio, Diogo Viana (Diogo Calila, 73’), Henrique, Zakarya, Cleylton, André Santos e Gonçalo Silva.

Foto de Capa: FC Porto

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