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FC Porto 3-0 FC Arouca: A lei do mais forte. O avançado mais forte.

João Ferreira · 4 min

FC Porto 3-0 FC Arouca: A lei do mais forte. O avançado mais forte.
Foto: FC Porto

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Os homens de NES apresentam-se no seu já típico 4-1-3-2, desta vez com Óliver pela esquerda e Corona na direita. Surpreendeu Nuno Espirito Santo ao apresentar Herrera de início depois da pálida exibição do capitão contra o Brugge. No Arouca surpresa para a titularidade de Vitor Costa na lateral-esquerda, no lugar de Tiago Carleto.

Os dragões iniciaram bem a partida, num ritmo alto e com movimentações incisivas. Ao minuto 4, um grande momento de futebol de Corona, com a bola a bater no ferro após dribles fenomenais e remate do jogador Azteca. Aos 9 minutos e noutra destas jogadas incisivas dos homens da invicta, Óliver ficou muito perto do golo após um excelente passe de Herrera. Herrera apresenta-se hoje com um papel de médio vagabundo no momento ofensivo, à semelhança do que acontece com Jota também muito solto e contrastando com um posicionamento mais fixo de André Silva.

O Arouca apresentou-se com reduzida distância entre linhas, ficando num 4-5-1 em processo defensivo, mas procurando uma presença forte no contra-ataque. Sobretudo através de Walter González, Zequinha e Mateus, desdobrando-se os homens de Lito num 4-3-3 no momento ofensivo. Apesar do ritmo, mobilidade e incisividade do Porto, por volta da meia-hora o Arouca já dava sinais de ajuste à dinâmica do FCP, que também abrandou o ritmo. Aos 30 minutos amarelo para Nuno Coelho por falta sobre Jota quando este disparava para o contra-ataque. No dragão viam-se duas faces do jogo muito bem executadas, os de NES atacavam bem e os de Lito defendiam bem. O jogo apresentava-se a bom ritmo com jogadas de perigo por parte do FCP, mas o bom posicionamento defensivo do FCA evitava o golo do FCP. Aos 33, Jota podia mesmo ter feito o golo, mas Jubal evitou a festa no dragão com um corte em cima da linha. Aos 42 minutos, golo de André Silva após um cruzamento rasteiro de Jota. Excelente a receção do 10 do FCP. Aos 44 minutos foi a vez de André Silva assistir Jota que podia ter ampliado a vantagem, porém o remate passou a centímetros do poste.

O FCP foi em vantagem para o intervalo mas Arouca reagiu e após o intervalo apresentou-se mais ofensivo e perigoso. Grande jogo de Danilo. No entanto foi do FCP a primeira jogada de verdadeiro perigo na 2ª parte. André Silva podia ter feito o segundo aos 57 minutos, mas deslumbrou-se e perdeu o controlo da bola. Aos 59 minutos, Lito mexeu na equipa e trocou Zequinha e Artur por Marlon e André Santos. Aos 62 minutos foi a vez de Nuno fazer dupla alteração. Entraram Brahimi e Neves para os lugares de Óliver e Corona. Os primeiros 15 minutos da 2ª parte pautaram-se por um FCP a tentar controlar o jogo e explorar os espaços deixados pelo Arouca que se exponha mais na procura do empate. Aos 66 minutos, o FCP desperdiçou excelente situação de ampliar a vantagem num contexto de 3×3. Acima de tudo o FCP apresentava-se menos intenso nesta segunda parte e o jogo perdeu qualidade, apesar das arrancadas imprevisíveis que Brahimi trouxe ao jogo.

Um jogo menos coletivo e mais feito de iniciativas individuais, de parte a parte. Aos 74 minutos, os dragões completavam o vigésimo primeiro minuto sem fazer um remate enquadrado. Apesar disso, aos 77 impôs a lei do mais forte e o FCP dilatava a vantagem por André Silva. Novamente com Jota a assistir e numa jogada iniciada por Brahimi, o avançado luso cabeceou para o fundo das redes e fez o 2º na conta pessoal. Aos 79 minutos, oportunidade para Varela entrar em campo pelo lugar de Jota, numa rara oportunidade esta época. Ocupa o papel que em tempos foi de Ricardo Pereira, 3º lateral e última escolha para a posição de extremo. Aos 82 minutos, última alteração de Vidigal. Saiu Walter González e entrou Kuca. Aos 86, Varela poderia ter feito uma assistência para golo mas André Silva falhou o cabeceamento. Aos 90 minutos, Brahimi fez o que só ele pode: fintas e mais fintas que dessa vez acabaram num portentoso remate para o fundo das redes. O argelino tem um talento tão grande, tão grande que lhe impede de partilhar a bola com os outros e lhe permite golos “maradonianos”. Um golo que foi o reflexo do FCP esta segunda parte no que diz respeito ao processo ofensivo: lances individuais.

Fim do jogo. Uma vitória, a quarta consecutiva e pressão no líder do campeonato, o SL Benfica. Um FCP eficaz, cínico e cauteloso. Aplausos para uma excelente 1ª parte de dinâmica coletiva.

A FIGURA

Fonte: Facebook oficial de André Silva
Fonte: Facebook oficial de André Silva

André Silva – O jovem dragão não é um 9, não é um Ponta de Lança. O internacional luso é o projeto de um avançado moderno do mais fino recorte. Um bis para cimentar o estatuto de melhor marcador dos dragões.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: FC Arouca
Fonte: FC Arouca

Mateus – O avançado do Arouca foi um homem a menos na frente de ataque e foi com grande surpresa que o vi completar os 90 minutos.

João Ferreira

Redação Bola na Rede · ver artigos

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