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Segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. O FC Porto defrontou o Basileia, no Dragão, com a vantagem de ter empatado a um golo na Suíça. A equipa portista apresentou-se com o mesmo onze do jogo contra o Sp. Braga, à excepção de Aboubakar, que tomou o lugar de Jackson. Nota ainda para a inclusão de Óliver na lista de convocados.

O jogo foi bastante duro na primeira parte, com entradas ríspidas, e muito disputado a meio-campo. O FC Porto entrou melhor no jogo, mas o Basileia esteve sempre à espreita do contra-ataque e tentou sempre impor o físico contra uma equipa portista com mais talento do que o adversário.

Mais uma vez a pressão alta no portador da bola fez com que o Basileia poucas vezes atacasse de forma organizada – Herrera, Evandro e, principalmente, Casemiro limparam o meio-campo. Tello e Brahimi têm fechado melhor as alas e o Porto joga como uma verdadeira equipa, atacando e defendendo em bloco. Há sempre alguém disponível para receber a bola e os dribles saem bem aos portistas. Os jogadores parecem entender-se melhor com as desmarcações e ganham mais ressaltos e segundas bolas, sinal de que ocupam melhor os espaços. Resumindo: estamos bastante bem!

O meio-campo do FC Porto esteve ao seu melhor nível  Fonte: AFP/Getty Images
O meio-campo do FC Porto esteve ao seu melhor nível
Fonte: AFP/Getty Images

Aos 14’, Brahimi inaugurou o marcador com um grande golo de livre. O FC Porto dominava e conseguiu cedo materializar o ascendente sobre o Basileia. Os suíços bem tentaram responder mas nunca conseguiram realmente incomodar o Porto – demasiada pressão, demasiado talento portista. O Porto foi coleccionando ataques ao longo da primeira parte, principalmente pela esquerda, mas também pela direita, onde Tello, sempre que pôde, deu profundidade ao jogo.

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A única mancha negra no jogo aconteceu aos 18’ – choque entre Fabiano e Danilo (autor do golo em Basileia, hoje capitão na ausência de Jackson) a deixar o lateral em muito mau estado. O jogador perdeu mesmo a consciência e teve de ser transportado de ambulância para o Hospital de São João. O FC Porto podia tremer mas não o fez – parece que ganhou ainda mais força. Entrou Indi para a esquerda e Alex Sandro mudou para a lateral direita. Nada mudou, esta era uma noite de festa.

A segunda parte começou com um Porto ainda mais dominador e aos 47’ marcou mais um grande golo, desta vez através de Herrera. O mexicano é assim: por vezes liga o chip e tem momentos de classe! O 2-0 trouxe mais estabilidade e optimismo aos dragões e a partir daí foi vê-los jogar: boas transições, bons passes, bons dribles – houve de tudo. Aos 56’, o 3-0 surgiu com um livre marcado primorosamente por Casemiro. O médio defensivo anda a jogar muito bem – hoje cortou a bola, passou (e bem!), fintou, marcou – nada ficou por fazer a Casemiro, está um verdadeiro pivot defensivo.

O bloco continuou consistente, o meio-campo esteve um verdadeiro tampão defensivo – admito que Evandro me tem surpreendido muito, está muito consistente – e foi tão eficaz que, a minutos do fim, segundo dados estatísticos da emissora TVI, os azuis e brancos só tinham cometido 5 faltas! Numa das várias boas recuperações de bola, Aboubakar foi lançado para o ataque por Herrera e, com algumas mudanças de direcção, foi-se aproximando da baliza até disparar para o quarto golo da noite. Quatro golaços que fazem, na minha opinião, um dos melhores jogos do FC Porto no Dragão.

Aboubakar substituiu Jackson e tratou de assinar a folha dos goleadores  Fonte: AFP/Getty Images
Aboubakar substituiu Jackson e tratou de assinar a folha dos goleadores no segundo tempo
Fonte: AFP/Getty Images

O FC Porto vestiu-se da gala e o Basileia, apesar da excessiva agressividade, foi um digno vencido, mostrando sempre querer mais do que o que conseguiu. A exibição da equipa portista mostrou que quando está bem é a melhor do país. Estamos entre as oito melhores equipas da Europa! E que bem sabe! Este é o nosso destino: vencer! A partir daqui só podemos sonhar.

 

A Figura
Casemiro – grandíssimo jogo do médio defensivo portista. Nada ficou por fazer ao pivot: cortou, marcou, passou, fintou… é só escolher! Brahimi e Herrera também mereciam a nomeação esta noite.

O Fora-de-Jogo
Walter Samuel – personificou a agressividade do Basileia. Podia perfeitamente ter visto o vermelho mais cedo.

Foto de Capa: Página de Facebook da UEFA Champions League

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