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Pelo terceiro jogo consecutivo, os dragões ‘ofereceram’ um golo de vantagem ao adversário e, desta vez, até acabaram o jogo com o ‘credo na boca’, após boa réplica do Moreirense, que nunca se rendeu a um fim praticamente inevitável. Pelo meio, a equipa de Sérgio Conceição revelou novamente frescura mental para dar a volta a mais uma entrada em falso, até desperdiçar um sem número de oportunidades que lhe daria uma segunda parte bem mais tranquila. Isso não aconteceu e o cansaço tomou conta da equipa à medida que os minutos foram passando. Aí emergiu o génio de Brahimi e a assertividade de Marega, que se redimiu e bisou. Fabiano ainda teve de sujar o equipamento para manter vivo o sonho de conquistar a Taça.

Num quarto de hora de emoções forte se conta a história do primeiro tempo. Teixeira deu continuidade ao que têm sido os inícios dos últimos jogos do FC Porto e, aos nove minutos, estava no sítio certo para finalizar da melhor maneira uma transição rápida bem desenhada por Bruno Silva, primeiro, e Heriberto, depois.

Os cónegos adiantavam-se bem cedo no marcador, mas das bancadas do Dragão (onde estiveram quase 16 mil adeptos) nem ponta de insatisfação, não estivesse este FC Porto com uma saúde mental invejável e que lhe tem permitido dar as melhores respostas a eventuais momentos negativos no jogo. Foi o que aconteceu. Nem cinco minutos se passaram e já estava Alex Telles a descobrir a cabeça de Felipe, solto na área, para fazer o empate. Como se isso não bastasse, mais três minutos volvidos e Hernâni, que tinha acabado de substituir o azarado Otávio, agradeceu a oferta de Adrián e fuzilou Trigueira. Belo golo do português a colocar os dragões pela primeira vez em vantagem. Tudo se encaminhava para mais uma noite tranquila, mas acabou por não ser bem assim.

Os homens de Sérgio Conceição desperdiçaram um sem número de ocasiões que lhes permitiriam arrumar a questão ainda antes do descanso. Marega, nesse particular, foi o expoente máximo do esbanjar de oportunidades. Também André Pereira, servido por Hernâni e em zona frontal, não foi capaz de bater Trigueira, que fez bem a mancha. Danilo, de cabeça, respondeu a um cruzamento do inevitável Telles mas a bola saiu a centímetros do poste direito, para logo a seguir entrar em cena Moussa Marega. Mais uma vez Alex, da esquerda, a tirar um fenomenal cruzamento para o maliano falhar, de forma incrível, quando só tinha de acertar na baliza.

Felipe ainda tentou o bis, mas Trigueira também estava em noite de querer enervar as hostes azuis e brancas. Isso acabou mesmo por acontecer, no primeiro e único minuto de descontos, quando Iago mostrou o que acontece a quem esbanja ‘tanto golo’. Um livre de Bruno Silva encontrou a cabeça do central brasileiro, que saltou mais alto que toda a gente e bateu Fabiano pela segunda vez. Era o melhor que poderia ter acontecido ao Moreirense, que ia para o intervalo com um empate a duas bolas, depois de sair vivo de um festival de ocasiões desperdiçadas pelos dragões.

Hernâni entrou para substituir Otávio e foi uma das figuras
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Para o segundo tempo Ivo Vieira abdicou de um médio de características mais defensivas para colocar em campo uma unidade… ultra defensiva. Halliche entrou para revolucionar taticamente a equipa de Moreira de Cónegos, que passou a jogar numa espécie de 3x5x2, na tentativa de abafar o meio campo portista. Essa premissa não se verificou na totalidade, mas a avalanche portista que previa para a etapa complementar não se verificou, é certo. Ainda assim, Marega, quem mais, poderia e deveria ter recolocado os azuis e brancos na frente, mas foi mais uma vez protagonista…pela negativa. Hernâni correu de uma ponta à outra do campo e serviu o maliano, que com a baliza escancarada, permitiu a defesa a Trigueira.

Não gostava do que via Sérgio Conceição, que chamou imediatamente Brahimi para dar um abanão na partida. Precisamente dos pés do argelino saiu o passe milimétrico, de régua e esquadro, que isolou mais uma vez Marega que, à terceira, não vacilou e fez o 3-2. O desgaste era notório por esta altura e o Moreirense ia, de quando em vez, ameaçando com as investidas de Pato Rodríguez e Heriberto, mas haveria de ser novamente o entendimento de Brahimi e Marega a ‘fechar’ as contas. O maliano, com todo o tempo do mundo, na cara de Trigueira, picou a bola e fez um golo de classe. Era o 4-2 em cima dos noventa e a certeza quase absoluta de que tudo estava consumado. Puro engano.

Num forcing final, os cónegos ainda ameaçaram, imagine-se, com o prolongamento. Heriberto, com um pontapé de meia distância, apontou um grande golo aos 90+2 e, logo a seguir, esteve a causar suores frios aos adeptos azuis e brancos, mas Fabiano, que se mostrou algo inseguro e nervoso esta noite, segurou a passagem do FC Porto aos quartos de final da prova rainha.

Onzes iniciais: 

FC Porto: Fabiano, Maxi Pereira, Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo (Sérgio Oliveira, 79’), Herrera, Otávio (Hernâni, 12’), Adrián López, André Pereira (Brahimi, 60’) e Marega.

Moreirense FC: Pedro Trigueira, D’Alberto, Ivanildo Fernandes, Iago, Bruno Silva, Loum (Schons, 70’), Pedro Nuno, Neto (Halliche, 46’), Pato Rodríguez, Heri e Teixeira.

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