Neste artigo, decidi contar-vos uma história que até enquadra bem no Halloween. A noite das bruxas foi de facto na noite de dia 31 de outubro, mas esta história deu-se na véspera e acabou por dar aos portistas o pesadelo que todos esperavam ter apenas no dia seguinte, com grandes culpas na defesa portista.

Falo, pois, da derrota portista em Paços de Ferreira por três a dois. Resultado igual à derrota do FC Porto diante do CS Marítimo no Estádio do Dragão. No entanto, a principal diferença é que esta última derrota pode começar a complicar muito as contas do campeonato deste ano para os lados da Invicta. Já são 5 pontos frente a um SL Benfica que promete não vacilar por enquanto. O Sporting CP também decidiu surpreender e empurrou a equipa de Sérgio Conceição para o terceiro lugar. Resumindo, um fiasco para os azuis e brancos.

Vamos então para o pesadelo da Mata Real. Um pesadelo que resultou em mais 3 pontos naquela que foi talvez a pior exibição da era Sérgio Conceição. Um desastre completo com bruxas e fantasmas a abençoar o espírito dos dragões.

O título deste artigo remete para o principal motivo que levou ao descalabro que assistimos na sexta-feira à noite. A história de como uma ausência destrói uma defesa. Pois bem, não é difícil adivinhar que essa ausência foi o capitão de equipa Pepe, que, com 38 anos, mete uma defesa e uma equipa em sentido. O central português testou inconclusivo à Covid-19 e por isso não pôde ser utilizado por Sérgio Conceição. Para o seu lugar entrou Diogo Leite que não esteve à altura tal como o restante setor defensivo, refira-se.

Notou-se claramente a ausência de um espírito de liderança, de qualidade na saída de bola, até porque muitos lances que se viram em Paços de Ferreira não se iriam ver com Pepe em campo. A juntar a isto foi o facto de a equipa nem ter tempo para se preparar sem o internacional português, porque só se soube que Pepe não podia jogar muito em cima da hora.

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 Tudo isto que acabei de referir serve de desculpa? Um claro não. Se o FC Porto tem de estar dependente de um jogador para se comportar bem defensivamente e ofensivamente frente ao FC Paços de Ferreira então estamos mesmo muito mal.

A equipa parecia estar possuída para não criar perigo e para deixar o adversário criá-lo. Ofensivamente, o FC Porto foi uma nulidade por só conseguir marcar com um penalti muito duvidoso e por uma bomba de Otávio que de pouco serviu. De resto, nada, o que é extremamente preocupante. Em termos defensivos formou-se uma autoestrada, com uma transição defensiva amadora, erros infantis e um golo do FC Paços de Ferreira que só não foi validado sabe-se lá porquê…

Creio que há muito a refletir se o FC Porto ainda ambiciona poder vir a ser Campeão Nacional. Que sejam dados murros na mesa, berros, que se façam revoluções…

A juntar a isto, estamos perante o pior registo defensivo dos últimos 61 anos. Pior que aquele FC Porto de José Peseiro e Lopetegui. Uma coisa é certa, não faz sentido falar-se em ausências e em 72 horas entre jogos… Que se comece a ver um FC Porto sólido e à imagem da sua história.

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