FC Porto: A importância da continuidade da espinha dorsal

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Os troféus do FC Porto foram apenas conquistados com um trabalho consistente ao longo da época, embora a recuperação pontual tenha iniciado em fevereiro e a partir daí começou o melhor período da equipa, com destaque para vitórias com clara superioridade em dois jogos de elevada dificuldadeSL Benfica no Dragão e Vitória SC em Guimarães – e exibições de excelência no pós-Covid.

É certo que foi durante este período que a qualidade de vários atletas se emancipou, no entanto, houve um grupo de jogadores que apresentou uma consistência formidável durante toda a temporada e seguramente não foi graças a eles que os resultados iniciais deixaram a desejar. Falo, portanto, de Marchesín, Alex Telles, Otávio e Corona, pois foram estes que se aproximaram mais da construção de uma espinha dorsal da época 2019/2020 do FC Porto.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Além de terem sido os que mais se destacaram ao longo do ano, continuaram a ser os mais influentes no melhor momento dos dragões no campeonato, especialmente os três jogadores de campo.

Tecatito Corona foi, a meu ver, o melhor jogador desta edição do campeonato pela influência no futebol do FC Porto, mediante a quantidade de oportunidades criadas e na forma como desbloqueava facilmente a defesa contrária. Foi, sem sombra de dúvidas, o seu ano de explosão e a melhor época da carreira até à data.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O drible desconcertante, a rapidez na execução e a magia para tirar os adversários da frente são as suas maiores armas, mas há um fator que tornou Corona o jogador mais importante da manobra ofensiva azul e branca. E com isto falo da sua evolução como criador de jogo, através dos passes a rasgar, desmarcações a isolar colegas e uma inteligência nunca antes vista. Prova disso foram as 21 assistências realizadas em todas as competições – 14 delas no campeonato. Não esquecer também que Corona atuou várias vezes a lateral direito, incluindo nas partidas frente ao Benfica. O que certamente ninguém se esquecerá é o túnel deslumbrante a Rafa Silva.

João Pedro Rocha
João Pedro Rochahttp://www.bolanarede.pt
João é de Espinho, no norte de Portugal, é licenciado em Ciências da Comunicação e tem o objetivo de singrar no jornalismo desportivo. É um apaixonado pelo futebol e acompanha o desporto desde tenra idade, principalmente o campeonato português, as top 5 ligas e as competições europeias. Tem o tiki-taka de Pep Guardiola como referência futebolística.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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