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Não está fácil a vida para o atual campeão da Ledman Liga Pro. A equipa B do FC Porto experienciou esta tarde a cruel sensação de derrota num jogo em que, apesar de não ter feito uma grande exibição, foi bastante superior ao seu adversário. A sorte foi madrasta para os azuis e brancos, que viram, por duas vezes, a bola embater nos ferros da baliza de Marco. São já cinco jogos consecutivos sem conhecer o sabor da vitória. O cenário de despromoção começa a ganhar forma.

Com Rui Pedro de início, um reforço de “última hora” vindo da equipa A, António Folha apresentou o melhor figurino na busca pelos três pontos que se exigiam. Assim, os dragões apareceram no tradicional 4-3-3 com Gudiño no lugar do lesionado João Costa; Dalot, Jorge Fernandes, Chidozie e Fernando Fonseca na defesa; o trio composto por Omar Govea, Chico Ramos e João Graça a comandar as operações no meio campo; e no ataque, Ismael Diaz e Galeno no apoio ao ponta de lança Rui Pedro. Por seu lado, Ricardo Chéu pretendia transportar para este jogo os dividendos da vitória (3-1) diante do Cova da Piedade e arrumou o onze num 4-2-3-1 de tração atrás: Marco na baliza; quarteto defensivo com Mica, Luís Pedro, Paulo Grilo e o experiente Raínho; no meio campo, Rui Sampaio e Leandro Pimenta funcionavam como destruidores de jogo e Fausto, médio mais adiantado, foi apoiando, sempre que possível, a manobra ofensiva, juntamente com os avançados Diogo Valente, Hassan e Diogo Ramos.

Numa primeira meia hora sem motivos de grande interesse, tanto FC Porto como Freamunde aproveitaram para se habituarem às disposições das equipas em campo. Os anfitriões detinham a iniciativa, mas os “capões” espreitavam, de vez em quando, a oportunidade perfeita para explorar as costas da defensiva portista. Nesse aspeto particular, Diogo Valente, Raínho e Fausto destaparam algumas fragilidades defensivas do jovem Dalot, que viu a sua faixa ser a eleita para a maior parte dos ataques do Freamunde durante a etapa inicial. Ainda assim, nada a registar durante este período. No quarto de hora final surgiram, enfim, os lances de perigo. Primeiro Rui Pedro, isolado por Graça, atirou fraco para defesa de Marco. Na resposta, Diogo Valente aproveitou uma segunda bola vinda de um pontapé de canto para encher o pé e obrigar Gudiño à primeira grande defesa da tarde. A fechar o primeiro tempo, através de um contra ataque rápido, Ismael Diaz viu o seu remate ser travado por um defesa e foi Dalot que, com ângulo apertado mas numa posição ainda assim favorável, enviou a bola ao ferro.

Rui Pedro não conseguiu dar os três pontos ao FC Porto Fonte: FC Porto
Rui Pedro não conseguiu dar os três pontos ao FC Porto
Fonte: FC Porto

Na etapa complementar, o domínio dos dragões acentuou-se e as oportunidades sucederam-se. Contudo, o discernimento no último terço do terreno não era muito e o golo teimava em não aparecer. Ruben Macedo, que entrara entretanto para o lugar de Ismael, desperdiçou uma soberana oportunidade em frente a Marco. Também Chidozie, na sequência de um pontapé de canto, saltou mais alto que os demais e cabeceou, mais uma vez, ao poste. Azar para os dragões que pareceram, desde aí, dominados pela descrença. As tentativas de Folha de acrescentar fulgor à equipa com as entradas de Areias e Fede Varela não surtiram o efeito desejado e o resto da história deve à experiência dos forasteiros um final feliz. Aos 87 minutos, Luis Pedro, de cabeça, na sequência de um canto, concretiza aquilo que havia tentado minutos antes. Um cabeceamento como mandam as regras, de cima para baixo, sim hipóteses para o guardião mexicano. Estava dada a machadada final nas aspirações de uma equipa que conheceu, hoje, a dura realidade que assola aqueles que não aproveitam as oportunidades de que dispõem.

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Foto de Capa: FC Porto

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