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O FC Porto podia, nesta altura, ser líder isolado da Liga NOS. O FC Porto devia, ao dia de hoje, ser líder isolado da Liga NOS.

O que sucedeu ontem no Estádio do Dragão foi uma lição para toda a Nação Portista e uma prova de que aquela fibra de campeão, que sempre caracterizou o clube, já não mora na Invicta. Foram largas jornadas consecutivas numa caminhada triunfal, vitória após vitória, na expectativa de que o líder escorregasse. Aconteceu no passado sábado e o Porto tinha, num jogo em casa perante 50 mil adeptos, uma oportunidade de ouro de consumar a subida “ao lugar onde quer estar”. Não conseguiu e é necessário perceber o porquê, aprender a lição e “levantar a cabeça o mais rápido possível”.

Era um jogo fundamental para o clube e o clima que se viveu ontem à tarde no Dragão foi mais de nervos e tensão do que de apoio e festa. Os jogadores entraram nervosos e a bancada não ajudou. O FC Porto não fez um mau jogo e, porventura, terá feito mais do que suficiente em campo para levar de vencido o Vitória FC mas esteve errático no passe e na finalização e o discernimento dos jogadores foi afetado pelo nervosismo que se vivia na bancada. Desde já quero fazer um mea culpa.

Eu fui um dos milhares dos que lotaram o Estádio do Dragão e que transmitiu mais ansiedade à equipa do que apoio e confiança. Os adeptos desesperavam por golos e acabaram por prejudicar a equipa no seu processo. Na noite em que mais era necessária, faltou a paciência.

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Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Não consigo deixar de olhar para tal situação como um sinal dos tempos. Podemos (os portistas) continuar a viver do passado e pensar que o Porto continua a ser o clube hegemónico que outrora mostrou ser mas a verdade é que a seca de títulos começa a pesar no sub consciente de todos os portistas e essa ânsia de vencer, pela primeira vez esta época, prejudicou o clube. Também tem sido ela a alavancar a equipa para a recuperação na tabela classificativa mas quando se tratava de ascender ao primeiro lugar a equipa e adeptos soçobraram.

Há que tirar ilações, há que ter a humildade de reconhecer que depois de três anos de fracassos não soubemos (clube e adeptos) lidar com a pressão de poder assumir aquele lugar que chegou a ser nosso por direito. E voltamos à estaca zero. Continuamos a correr atrás do prejuízo.

Foto de Capa: FC Porto

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Fervoroso adepto do futebol que é, desde o berço, a sua grande paixão. Seja no ecrã de um computador a jogar Football Manager, num sintético a jogar com amigos ou, outrora, como praticante federado ou nos fins-de-semana passados no sofá a ver a Sporttv, anda sempre de braço dado com o desporto rei. Adepto e sócio do FC Porto e presença assídua no Estádio do Dragão. Lá fora sofre, desde tenra idade, pelo FC Barcelona. Guarda, ainda, um carinho muito especial pela Académica de Coimbra, clube do seu pai e da sua terra natal. De entre outros gostos destacam-se o fantástico campeonato norte-americano de basquetebol (NBA) e o circuito mundial de ténis, desporto do qual chegou, também, a ser praticante.                                                                                                                                                 O Bernardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.