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Ambos serviram o clube enquanto jogadores e viram o seu nome inscrito em momentos importantes da sua história. Em comum, a garra que demostravam e o sentimento de “ser porto”. Com o fim das suas carreiras enquanto atletas, voltaram as atenções para a carreira de treinador e conseguiram assim regressar a casa. Nuno Espírito Santo teve uma passagem de apenas uma época pelo banco do Dragão, sem conseguir devolver a equipa aos sucessos. Sérgio Conceição permanece ainda no lugar a que chegou no ano passado, tendo na primera temporada atingido o principal objetivo: o campeonato.

Nuno Espírito Santo

44 anos;

Épocas ao serviço do FC Porto: 1

Jogos realizados: 49

Vitórias: 27

 

Sérgio Conceição

43 anos;

Épocas ao serviço do FC Porto: 1 (prestes a iniciar a segunda)

Jogos realizados: 52

Vitórias: 38

Títulos: Liga Portuguesa

Chegou ao Dragão com o intuito de devolver a mística ao clube. A famosa frase “Somos Porto” foi-lhe desde logo associada, com as imagens do seu discurso após o polémico caso do túnel da Luz a passarem vezes sem conta nas televisões. Enquanto jogador, Nuno Espírito Santo vestiu a camisola azul e branca durante várias épocas, vendo o seu nome associado a muitas conquistas do clube, entre elas a Taça UEFA, a Liga dos Campeões e a Taça Intercontinental.

Depois de três anos sem vencer títulos, o FC Porto precisava voltar ao topo no campeonato. Para isso, pensou-se, nada melhor do que um ex-jogador, um ex-jogador em início de carreira enquanto treinador, um que sempre viveu e sentiu o clube. Nuno Espírito Santo veio claramente para vencer, mas cedo a equipa se começou a atrasar relativamente aos lugares da frente. A meio do campeonato era já dada como arredada da luta.

Ainda assim, Nuno Espírito Santo conseguiu relançar os dados e a discussão com o SL Benfica pelo primeiro lugar acabou por ser quase até ao fim. Pelo meio, começou a intensificar-se um clima de união com os adeptos, que na época seguinte (e que em maio terminou), se materializou no “mar azul”. Fica o ressentimento de uma passagem sem títulos e de uma equipa incapaz de ser “Porto” nos momentos decisivos.

Da época de Nuno no Dragão, fica a memória da incapacidade de vencer em casa a partida que podia ter dado o título. Depois do deslize do SL Benfica com o Paços de Ferreira, a vitória em casa com o Setúbal tinha colocado o Porto no topo, já na reta final da temporada. Mas a pressão falou mais alto e os pontos perdidos vieram a ser decisivos para o afastamento definitivo da luta.

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