Anterior1 de 2Próximo

fc porto cabeçalho

Ao olhar para o plantel do FC Porto na atualidade e, sobretudo, ao analisar os futebolistas que atuam do meio-campo para a frente é improvável, para o mais desatento dos adeptos, não vislumbrar talento acima da média. Assim, Rúben Neves, Óliver Torres, Otávio, João Carlos Teixeira, Jesús Corona, Diogo Jota e André Silva são apenas exemplos de alguns dos mais promissores futebolistas a atuar presentemente na Europa que integram o plantel do clube.

Com tanta qualidade do meio-campo para a frente é legítimo que se coloque a questão: assim sendo, como pode explicar-se a inconsistência exibicional e os períodos nos quais o FC Porto apresenta dificuldades significativas para chegar ao golo? Apesar de a equipa não ter um modelo de jogo muito interessante nem sequer bem consolidado, essa parece não ser a principal justificação para essas mesmas dificuldades. Assim, a chave para esta (complexa) “equação” parece residir, essencialmente, na imaturidade emocional dos futebolistas.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

A maturidade é, por definição, a capacidade de dar resposta ao ambiente de forma adequada. No amplo conceito de “maturidade” cabem diversas dimensões, sendo que no futebol existem duas que parecem assumir particular relevância: a maturidade tática e a maturidade emocional. Se por um lado é certo que a maioria dos futebolistas em questão revela níveis de maturidade tática, entenda-se, de compreensão do jogo e tomada de decisão em função do contexto acima da média (com o expoente máximo em Óliver Torres), por outro lado estes parecem apresentar ainda algumas dificuldades no que concerne ao controlo da vertente mais emocional do jogo.

Foto de Capa: FC Porto

Anterior1 de 2Próximo

Comentários

Artigo anteriorDois portugueses entre os dez melhores de 2016
Próximo artigoJogador da Semana: Alex Telles
Apaixonado por futebol desde a segunda infância, Francisco Sampaio tem no FC Porto, desde esse período, o seu clube do coração. Apesar de, durante os 90 minutos, torcer fervorosamente pelo seu clube, procura manter algum distanciamento na apreciação ao seu desempenho. Autodidata em matérias futebolísticas, tem vindo recentemente a desenvolver um interesse particular pela análise tática do jogo. Na idade adulta descobriu a sua segunda paixão, o ténis, modalidade que pratica de forma amadora desde 2014.                                                                                                                                                 O Francisco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.