fc porto cabeçalhoEsta rubrica é dedica aos momentos que nos marcaram e que jamais sairão da nossa memória. E claro que, no início de tudo, está a minha estreia no saudoso estádio das Antas.

Foi no dia 26 de Agosto de 1987, num fantástico FC Porto 7 – Belenenses 1. O FC Porto acabara de ser Campeão Europeu, na célebre final de Viena, e o estado de euforia era notório: estádio cheio para a primeira jornada do campeonato, e uma exibição de luxo do Campeão Europeu.

FC Porto – Mlynarczyk, João Pinto, Celso, André, Inácio, Jaime Pacheco (Rui Barros), Sousa (Eduardo Luis), Semedo, Jaime Magalhães, Gomes, Madjer.

Foi esta a equipa nessa noite mágica. Madjer, o mais talentoso jogador que vi jogar ao serviço do FC Porto, brilhou a grande altura ao apontar um hattrick; os outros golos foram apontados por Celso e Semedo.

Quem vir o resultado poderá pensar que o Belenenses teria uma equipa débil, com pouco valor, mas é puro engano. Este Belenenses acabou a época em terceiro lugar no campeonato, a melhor classificação desde então até aos nossos dias. Uma equipa famosa que era treinada por Marinho Peres e tinha craques como: Mladenov, Mapuata, Jaime, José António, Sobrinho, Chiquinho Conde, entre outros.

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Madjer foi, como sempre, um dos heróis do FC Porto Fonte: FC Porto
Madjer foi, como sempre, um dos heróis do FC Porto
Fonte: FC Porto

O FC Porto teve esta brilhante vitória na primeira jornada e embalou para o título, que alcançou com 15 pontos de avanço sobre o Benfica.

Na minha opinião, esta foi a geração mais marcante do FC Porto e, durante alguns anos, dos plantéis com mais qualidade da história do clube. Depois desta geração, o clube conquistou muitos títulos, quer nacionais, quer internacionais, mas tanta qualidade junta era difícil. Ter uma frente de ataque com Futre, Gomes, Madjer era sublime; ter um meio campo com Sousa, André, Frasco, Jaime Magalhães, Jaime Pacheco, Semedo, todos no mesmo plantel, era inacreditável. Centrais como Celso, Lima Pereira, Eduardo Luis, e juntar laterais como João Pinto e Inácio, era o sonho de qualquer treinador.

Vi ao vivo o meu clube conquistar um troféu internacional, Liga Europa, em Sevilha, vi muitas conquistas nacionais, mas o primeiro jogo que tenho memoria de ver ao vivo, nas Antas, jamais esquecerei. Nos cativos do estádio das Antas, onde muitos anos depois tive o meu lugar cativo também, com oito anos, foi uma noite inesquecível que me tornou ainda mais portista.

Um abraço ao meu tio Raul, que já não esta entre nós, que me levou ao estádio nesse dia e que ajudou a minha paixão pelo clube a crescer ainda mais!

Foto de Capa: portoarc.blogspot.pt

Artigo revisto por: Francisca Carvalho