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Francisco José Rodrigues da Costa, mais conhecido no mundo do futebol simplesmente por Costinha, retirou-se do futebol profissional na época 2009/10, durante a qual se encontrava a representar a Atalanta BC. No seu percurso enquanto futebolista esteve durante quatro temporadas ao serviço do FC Porto, clube pelo qual realizou um total de 165 jogos oficiais.

Contratado pelos azuis e brancos ao AS Monaco FC na temporada 2000/01, sem que até aí tivesse disputado qualquer jogo na principal divisão do futebol português, Costinha chegou ao FC Porto no auge da sua carreira e representou os dragões num dos períodos mais dourados no clube. Ainda que Costinha não tivesse, no momento ofensivo, argumentos ao nível daqueles que apresentava no momento defensivo, muito devido ao período no qual representou o clube, bem pode ser considerado como o melhor trinco da história do FC Porto (embora seja claro que, nesta “luta” particular, António André teria sempre uma palavra a dizer).

No meio campo do FC Porto que conquistou a Taça UEFA e a Liga dos Campeões Costinha era, sem quaisquer dúvidas, o elemento com menor qualidade técnica. Ainda assim, e pese embora não se tratasse claramente de um médio defensivo “moderno”, Costinha era um elemento-chave enquanto garante de equilíbrio na equipa treinada por José Mourinho. Funcionando quase como “homem-âncora”, ainda que não tão marcadamente quanto Nobby Stiles na seleção inglesa de 1966, Costinha era um jogador fixo à frente dos defesas centrais, que “limpava” (quase) todas as situações no jogo aéreo permitindo aos elementos da linha mais defensiva serem responsáveis unicamente pelo ataque à segunda bola, entenda-se, aos ressaltos. Assim, a função de Costinha passava, acima de tudo, por impedir que o adversário conseguisse ganhar e segurar a primeira bola; enquanto isso, a restante equipa estendia-se no relvado adotando posicionamentos que fossem facilitadores da transição ofensiva ou do início do processo de organização ofensiva.

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Ainda que não fosse um portento sob o ponto de vista técnico, Costinha era um futebolista muito culto taticamente e, no momento ofensivo, capaz de decidir frequentemente bem. Contudo, foi nas suas funções defensivas que este mais se destacou, tanto ao serviço do FC Porto como da seleção portuguesa de futebol, pela qual cumpriu um total de 53 jogos tendo estado presente em momentos importantes, tais como a final do Euro 2004, que Portugal acabou por perder em pleno Estádio da Luz frente à Grécia.

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Foram muitos os momentos de glória que Costinha viveu de dragão ao peito. O futebolista lisboeta conquistou duas ligas portuguesas, uma taça de Portugal, três supertaças Cândido de Oliveira, uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões e uma Taça Intercontinental ao serviço do FC Porto, isto antes de se transferir para o FC Dinamo Moskva. Com apenas 1,81m de altura, Costinha era imperial do jogo aéreo e são incontáveis as primeiras bolas ganhas de cabeça bem como os golos apontados em lances de bola parada. Porém, o momento que certamente fica na cabeça dos adeptos do FC Porto é aquele em que na temporada 2003/04, no “teatro dos sonhos” de Old Trafford, aos 90 minutos de jogo, Costinha coloca a bola no fundo das redes à guarda de Tim Howard, conduzindo o FC Porto até aos quartos de final da Liga dos Campeões que acabaria por vencer, em Gelsenkirchen, precisamente frente ao AS Monaco FC (anterior clube do “ministro”).


MANCHESTER UNITED VS FCPORTO – COSTINH por tripeiro60

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

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