Na semana passada, tanto o próprio Óliver como Sérgio Conceição vieram a público abordar a saída do médio espanhol do FC Porto. De recordar que o ex-FC Porto abandonou os azuis e brancos, no último verão, e foi para o Sevilha FC, a troco de 12 milhões de euros. Esta foi uma mudança que deixou os adeptos dos dragões divididos, já que uma parte considerava o futebolista um dos atletas mais talentosos da formação nortenha, enquanto que outro grupo se conformou com a transferência, uma vez que Óliver nunca atingiu o potencial perspetivado aquando da sua chegada. Todavia, numa coisa concordavam, que foi  no facto da sua venda se ter fixado num valor baixo, tendo em conta a idade do jogador e do cartel que merece em Espanha, devido ao que prometia nas camadas jovens.

Durante a sua estadia no Dragão, o médio andaluz foi sempre dos atletas mais acarinhados pelos adeptos, devido à classe e à elegância que espelhava no seu jogo. Neste seguimento, Conceição, atendendo às caraterísticas que incute nas suas formações, ou seja, um futebol mais físico e mais direito, foi sempre acusado de não conseguir rentabilizar e aproveitar os maiores benefícios que o jovem espanhol podia dar à equipa. Todavia, nada fazia prever a sua saída e pode-se mesmo dizer que foi uma surpresa, já que não existiram quase noticias até à confirmação da transferência.

Quase um ano após o sucedido, este assunto ainda traz à baila muitas opiniões contraditórias, no entanto, esta semana ganhou um novo fôlego, já que Sérgio Conceição e Óliver Torres vieram comentar a sua ida para a Andaluzia. Por um lado, o internacional sub-21 por Espanha, em entrevista ao jornal “A Marca”, relatou que estava muito feliz e acomodado em Portugal, e que se preparava para mais uma temporada de dragão ao peito, contudo esta oportunidade apareceu do nada e o médio achou que seria uma forma de revitalizar a carreira, além de que ia encontrar um treinador que conhece muito bem. Também não deixou de dizer que os momentos que antecederam a sua despedida da cidade do Porto foram duros e que acabou a chorar na Ponte Luiz I, ao recordar todos os acontecimentos vividos. Por outro lado, Sérgio Conceição, na sua participação no podcast “FC Porto em casa”, concedeu os seus pontos de vista salientando que contava com o jogador, mas que Óliver andava desesperado para sair, revelando que andou “uma semana com a lágrima no canto do olho a pedir para sair”, palavras suas. Adiantou ainda que os dragões nada podiam fazer, já que o centro campista só tinha mais uma época de ligação aos azuis e brancos e a margem de negociação era muito reduzida.

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Como se pode constatar são declarações que parecem ter sentido inverso e que ressalvam ainda mais a dúvida sobre esta situações. A verdade é que Óliver já ia para a sua quarta temporada ao serviço do FC Porto e parecia estar um pouco estagnado no plantel de Sérgio Conceição, que parecia que não via mais do que um simples jogador de rotação no talento espanhol. Sendo assim, quando o jogador soube dos dirigentes andaluzes, é natural que tenha despertado em si um sentimento que podia relançar a sua carreira. Algo que, até agora, parece ter sido a decisão mais acertada, uma vez que está a realizar uma época positiva no meio campo do terceiro classificado do campeonato vizinho, juntando as assistências a golos, já são 3, exibições ao nível do seu futebol. Por cá, fica a sensação que podia ter sido muito mais, mas o seu carinho pelo clube não passa despercebido e por isso o FC Porto será sempre a sua casa.

 

Artigo revisto por Joana Mendes