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O Futebol Clube do Porto disse adeus às mínimas esperanças que tinha de vencer o campeonato nacional. Derrota nada justa e bastante pesada para os pupilos de José Peseiro, que não mereciam ficar afastados dos lugares cimeiros daquela forma.

Este encontro, que opôs os próximos finalistas da Taça de Portugal, acaba por cimentar e consolidar as principais causalidades contraproducentes que resumem esta liga: a péssima gestão do plantel portista por parte da direção, a desastrosa leitura que os jogadores fazem aos jogos e, por último, a miserável e a calamitosa falta de eficiência e de competências dos árbitros em Portugal.
Desde o início do mês de fevereiro que existe uma pergunta ainda por responder dentro do que é o universo da família portista. É este tipo de plantel que ainda pode ganhar o campeonato?

Nós, portistas, logicamente aceitámos, já que confiamos plenamente na capacidade de administração da SAD, mas se esmiuçarmos realmente o que se anda a passar conseguimos ver que não existe qualquer sentido no que toca às entradas e saídas de jogadores do clube. Não bastava já no mercado de Verão terem saído sete titulares importantíssimos, quanto mais agora ainda saírem Tello, Lichnovski, Maicon, Imbula e Osvaldo. Isto só desestabiliza ainda mais o grupo de trabalho, e a qualidade dos reforços encontrados não tem contribuído em nada para a obtenção de melhores resultados. Ou seja, a SAD enriquece, mas o plantel começa a ficar cheio de “sucata”, e isso é tudo menos boa gestão.

Os adeptos portistas em geral muitas vezes se queixavam, e com razão, da falta de ambição que Lopetegui impunha nos jogadores relativamente aos jogos mais decisivos. Isto já não se vê com José Peseiro, pois o plantel está mais agressivo e concentra mais jogadores em zona de ataque, mas o que anda a faltar agora é a concentração na transição defensiva da equipa. O FC Porto, na altura da temporada em que tinha de cometer menos erros defensivos, já vai na sexta jornada seguida a sofrer golos, e já vai em sete golos concedidos fora de portas em oito jogos, coisa que era impensável há menos de um mês, quando os dragões tinham a muralha menos batida. Por vezes as fragilidades defensivas saem caras, e agora só um milagre pode salvar a equipa de mais uma temporada desastrosa em termos de aspirações e conquistas.

Há que rever certos pergaminhos porque a mística portista vai caindo de ano para ano. O FC Porto dá-se ao luxo de ter jogadores como Brahimi, que recebe sempre a bola de costas para a baliza adversária e protagoniza inúmeras perdas de bola por jogo, e um Iker Casillas muito inconstante ao longo da temporada que ridiculariza todo o seu prestígio e qualidade como guarda-redes, para não falar da desinspiração dos homens da frente, onde o melhor marcador contabiliza apenas 16 golos em 35 jogos. Atletas como Danilo, Maxi, Layun ou Herrera vão ganhando destaque mas a qualidade dos demais infelizmente não tem acompanhado as boas exibições destas exceções.

Brahimi ainda sem se afirmar no Dragão Fonte: FC Porto
Brahimi ainda sem se afirmar no Dragão
Fonte: FC Porto

Lamentavelmente, há que admitir e interiorizar que mais uma vez o FC Porto está afastado do título de campeão nacional e em risco eminente de não se qualificar diretamente para a Champions League. Não esteve à altura. Mais um ano onde a equipa se encontrou bastante permeável, face a um grande investimento feito no plantel.

O que é ainda mais lamentável é o facto de a Liga permitir que Carlos Xistra apite um jogo da exigência do do Braga-Porto. É do conhecimento público a sua prestação num jogo vergonhoso em Guimarães, onde o SL Benfica saiu vitorioso depois de muitos “casos” e no final ainda insultou o treinador vimaranense. Dizem-se profissionais, estes senhores que condicionam campeonatos. Podia descrever neste artigo várias decisões anormais, mas basta ir logo aos dez segundos de jogo de ontem para ver realmente as suas majestosas competências.

É muito triste ver o FC Porto ficar retirado desta discussão a três por estes fatores. Os jogadores e adeptos que realmente sentem o clube e o tentam levar para a frente jogo a jogo não merecem este tratamento. Se era para ficar de fora dos grandes palcos, que não fosse desta forma, nem por estes motivos.

Foto de Capa: FC Porto

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