Última horaJosé Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano
Publicidade

Pressão alta: o denominador comum nas vitórias europeias | FC Porto

Alexandre Matos · 3 min

Pressão alta: o denominador comum nas vitórias europeias | FC Porto
Foto: Pedro Diniz/Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Na semana passada, o FC Porto fez uma grande exibição contra a Juventus FC, e conseguiu uma vitória no maior palco europeu – a Liga dos Campeões. Não são muitos os triunfos que os Dragões e os clubes portugueses em geral têm conseguido contra as grandes equipas na Europa. Os azuis e brancos têm duas no passado próximo, e as ambas em jogos que jogou de olhos nos olhos com o adversário, sempre com uma pressão muito competente.

Há pouco menos de um ano, no primeiro confinamento e em pausa do futebol, escrevi sobre o jogo do FC Porto contra o FC Bayern Munchen de 2015, a contar para a Liga dos Campeões, para a rubrica “O que fazer na quarentena”. E ao ver o jogo da passada quarta-feira não pude deixar de me lembrar desse grande jogo contra os alemães.

Não só porque a vitória é por si só comparável, no Dragão e contra equipas dentro do lote dos favoritos, mas porque o jogo teve também ele algumas similaridades. Tal como em 2015, o FC Porto começou o encontro com uma pressão muito alta, e marcou nos primeiros minutos precisamente numa recuperação aos defesas adversários.

Mas contrariamente ao que se calhar seria normal, o FC Porto não baixou as linhas em nenhuma das partidas. Continuou a tentar importunar o adversário, sabendo que ambas equipas tinham centrais com dificuldades na construção, e acreditando que essa não só era a melhor forma de defender, como de atacar também.

É certo que nem sempre vai funcionar, e, no estado atual do futebol português comparado com o das outras principais ligas, é sempre preciso que o adversário esteja num dia menos bom. Mas esses dias menos bons também podem ser forçados, e não vai ser com uma exibição “trancada” nos últimos 30 metros que isso vai acontecer.

Se deres a este tipo de equipa muito tempo com a bola, a probabilidade de estes ganharem confiança e começarem a jogar cada vez melhor é muito grande. Agora se os pressionares logo desde o início, estás, no mínimo, a testá-los. A ver se estão preparados para te enfrentar e se te estão a levar a sério.

A última equipa fora das cinco principais ligas a chegar às meias-finais da Liga dos Campeões foi o AFC Ajax, precisamente num ano em que a equipa jogava olhos nos olhos com os adversários, sempre com uma pressão muito alta, e sem nunca ter medo dos grandes nomes que tinha pela frente. É certo que depois também tinham imensa qualidade com a bola nos pés, e era uma geração claramente especial para o clube holandês, mas os princípios de jogo da equipa de Ten Hag foram também fundamentais.

E é isso que se pede ao FC Porto e a Sérgio Conceição para a segunda mão. Porque, infelizmente, também houve outra coisa parecida entre os dois jogos: o golo sofrido. Foi esse golo que deu a crença aos bávaros que conseguiriam dar a volta à eliminatória (isso, e toda a qualidade que tinham), e a Juventus FC irá também sentir-se mais capaz e com um trabalho “mais facilitado” devido ao golo.

O trabalho dos Dragões é tirar essa sensação aos italianos logo desde o início, tal como fez na primeira mão. Deixar a Vecchia Signora desconfortável, e obrigá-la no mínimo a esforçar-se se quiser passar à fase seguinte. Pede-se uma segunda mão com a mesma coragem, ambição e qualidade. Mas claro, é sempre mais fácil dito que feito.

Alexandre Matos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

José Juan Romero: do Real Bétis a Ceuta, dos milagres dentro de campo ao futebol em segundo plano

SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Quem é o rei da Andaluzia? É o Real Bétis. Ah, bem me parecia!

SEVILHA, ESPANHA- As últimas temporadas permitiram confirmar um novo paradigma no futebol espanhol. A Andaluzia, recheada de históricos por todas as suas províncias, acabou por ver o Real Bétis transformar-se na instituição mais forte da região. O designado de número 1. Há poucas missões mais difíceis que esta. Uma Comunidade Autónoma larga, com cidades com um espólio enorme, não é fácil de dominar. Para isso, os béticos lograram montar um projeto com vários prazos e uma figura central, beneficiando também do mau momento vivido por outras instituições. Ao pensarmos no futebol na Andaluzia, sem dúvida alguma que o Real Bétis é um dos primeiros emblemas que nos vêm à cabeça. No entanto, o Sevilha já foi o Rei da Europa League e é lembrado em primeiro lugar por muitos. Málaga, Granada, Cádiz, Almería, Real Jaén… as preferências dividem-se, como em tudo. Porém, o domínio estabelecido pela instituição do Benito Villamarín é inegável. Vivemos tempos em que o verde e brancos está na moda no sul de Espanha.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.