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Se existe, gostava que me mostrassem qual a lei que obriga os clubes a reforçarem os seus plantéis em cada janela do mercado de transferências. Tudo porque tenho visto, dia após dia, – e com a insistência própria de quem faz tudo para que sejamos mal vistos -, espaços noticiosos desportivos a colarem ao FC Porto o rótulo de único clube que ainda não apresentou qualquer reforço, como se isso fosse uma obrigatoriedade que, uma vez não cumprida, trará sérios problemas.

Já aqui falei da necessidade imperiosa, face ao contexto financeiro atual, de rentabilizar o que já se tem (e não é pouco!) ao invés de contratar desenfreadamente pseudo-craques que, muitas vezes, acabam por não render o que deles se espera (Quintero!?).

O que mais me espanta ainda é ver os próprios portistas absolutamente incrédulos e revoltadíssimos com a situação, não sendo capazes de olhar um pouco para o plantel atual e perceber se, de facto, existe essa necessidade imperiosa de ir ao mercado. Até posso concordar que, numa ou noutra posição, possa haver espaço para entrada de um ou outro jogador, mas, sinceramente, aquilo que vejo é muita e boa matéria-prima à disposição de Sérgio Conceição para atacar o próximo campeonato.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Ora vejamos: para a baliza temos a benesse de contar por mais um ano com Casillas. Confirmando-se a sua saída, creio não haver razões para alarme uma vez que vem logo a seguir José Sá. Há, ainda, Fabiano que vai recuperando de lesão e acalenta esperanças. Os jovens Gudiño e João Costa fecham o lote de guardiões que asseguram o futuro.

Na defesa temos, enfim, duas ou mais soluções para cada um dos corredores. Se para a esquerda contamos com Alex Telles e o regressado Rafa, bem como Layún, temos na direita o regresso mais desejado mas, ao mesmo tempo, aquele que mais rapidamente pode sair em definitivo: Ricardo Pereira. A sua cláusula é demasiado convidativa para os tubarões e será difícil mantê-lo, infelizmente. Há ainda o dono do lugar, Maxi Pereira, e para a sucessão vão-se marinando promessas como Fernando Fonseca e Diogo Dalot. No eixo da defesa, os intocáveis Felipe e Marcano, aos quais se juntam mais dois regressos que podem perfeitamente assegurar a condição de “segunda escolha”. Falo, claro está, de Indi e Reyes. Há, eventualmente, a possibilidade de um deles sair e até nem vejo nisso um problema, pois creio que Jorge Fernandes, jovem da equipa B, poderá certamente fazer o papel de 4º central e continuar a alternar entre a primeira e a segunda formação.

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